Diretor de Assuntos Consulares defende “simplificação e automatismo” de serviços

Da Redação
Com Lusa

O diretor-geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas defendeu que a atividade consular deve ter “uma estratégia de desenvolvimento tecnológico” com serviços caraterizados “pela simplificação e automatismo”, para servir os novos emigrantes, mais exigentes.

“Como o cliente consular mudou, para se servir melhor a diáspora e projetar Portugal como país moderno e inovador há que olhar para a atividade consular com uma estratégia de desenvolvimento tecnológico a médio prazo, assente num modelo que disponibilize serviços caracterizados pela simplificação e automatismo, sem por em causa a segurança do país”, afirmou Júlio Vilela, na sessão de encerramento do I Congresso Mundial de Redes da Diáspora Portuguesa, dia 13.

“Inovar, desmaterializar, fidelizar e rentabilizar são as matrizes do investimento consular futuro, que têm de ser desenvolvidas na base de uma visão estratégica diferenciada para as comunidades, na fiabilidade das estruturas, na formação permanente de recursos, na transparência na relação com o público alvo e na eficiência financeira”, afirmou.

Júlio Vilela referiu ainda os dados que apontam para “o peso simétrico das políticas direcionadas para o apoio consular externo e das de reintegração local de emigrados”.

“São duas faces das migrações modernas”, vincou.

O responsável notou que “Portugal, tradicional país de emigração, não deixará de ter jovens expatriados, mas continuará a ser local de novas chegadas de estrangeiros ou de retorno de nacionais emigrados”.

Para Vilela, o país terá “de responder à resolução de problemas com um maior grau de eficiência”, nomeadamente no quadro da nova legislação, que prevê o “apoio consular a naturais de países europeus em países terceiros”.

“A isto, [Portugal] terá de juntar uma maior atividade de monitorização e prevenção de riscos conducentes a potenciais crises externas de emergência consular em que podem estar envolvidos cidadãos nacionais”, frisou.

Vilela defendeu ainda que o país precisa de “aprimorar mecanismos de reação rápida de apoio aos portugueses naquelas circunstâncias”.

“Trabalhar em rede, por via da planificação e gestão de esforços partilhados, convictos de que podemos maximizar conhecimentos e virtudes, devem ser as matrizes essenciais do trabalho consular que está por desenvolver”, sustentou.

O diretor-geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas descreveu que o novo emigrante português é, “sobretudo, e de uma forma geral, jovem, letrado, mais consciente dos seus direitos enquanto emigrante”, mais “exigente do que a geração que o antecedeu e menos tolerante com o Estado que o vê partir”.

“Parte para voltar, mas sem data de regresso. O mercado de trabalho do jovem licenciado português é o mundo, querendo descobri-lo e não temendo o risco seja em que geografia for”, observou.

Acresce que o novo emigrante “teme pouco, ainda que por vezes de forma inconsciente, os riscos que corre ou pode ter de enfrentar”.

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