Dia de Portugal em Santos teve sua 9ª edição realizada no Valongo com sucesso

Local ficou pequeno para o grande público luso santista. Confira Galeria de Imagens >>

Por Vanessa Sene

Foi no domingo de 10 de junho que o centro histórico de Santos se transformou com as cores portuguesas para receber mais uma edição do “Dia de Portugal”.
Em sua 9ª edição, a sociedade santista esteve presente em peso em mais um ano, provando as delícias típicas portuguesas e conferindo cada atração musical que tomou o palco da festa, sendo sempre atentamente acompanhada e aplaudida.
“Toda a sociedade santista, descendente ou não de portugueses, esperam essa festa com muita ansiedade. Hoje está me surpreendendo porque normalmente nesse horário [de abertura da festa] o público é ameno, mas este ano já está lotada. A festa vem crescendo a cada ano, e tenho certeza que já é a maior festa popular portuguesa da nossa cidade” disse ao Mundo Lusíada o coordenador do evento, José Augusto do Rosário.
Segundo ele, são os portugueses da região que ajudam a fazer a festa, cada qual com a sua contribuição. “E reputo essa festa também como a festa da união da comunidade portuguesa, porque estão todas as camadas da comunidade reunidas e colaborando para a festa, sejam empresários, artistas, voluntários. É a festa que consegue congregar toda a comunidade independente da região de Portugal que os grupos representam”, defendeu.
A abertura da festa contou com representantes das comunidades portuguesas participantes, e do poder legislativo e executivo de Santos, como o vice-prefeito Sandoval Soares, vereadores da cidade e o deputado federal (ex-prefeito) João Tavares Papa, que é “um entusiasta da comunidade portuguesa, inclusive um descendente de português de Águeda”.
Segundo Rosário, um apoio do poder público que mostra a força da festividade. “Até porque grande parte do poder público da nossa cidade tem nacionalidade portuguesa. A partir do prefeito, e do vice-prefeito que é casado com uma cidadã portuguesa, vários vereadores têm nacionalidade portuguesa, então eles se envolvem por serem autoridades mas também pelo lado emocional, de estarem envolvidos com Portugal de alguma forma”.
Atentos à alta demanda do último ano, as barracas participantes se preparam para oferecer muitos quitutes em 2018. Mas a organização já sinaliza que, apesar da expansão, o espaço já está sendo insuficiente para atender bem. “Para crescer, teremos que encontrar um local adequado porque este espaço já está ficando pequeno. Estamos pensando em buscar um espaço maior na próxima edição para trazer mais atrativos da parte culinária, que é normalmente o nosso ‘calcanhar de Aquiles’. Interessante que as pessoas vêm para apreciar a festa, mas querem experimentar de tudo da culinária portuguesa”.
A festa contou, ao todo, com a gastronomia de sete restaurantes portugueses, além das tascas, pela parte de associações e grupos da comunidade, e também os doces típicos que a barraca da Escola Portuguesa de Santos comercializa. Apesar de toda organização, esse suporte já não é mais suficiente para suprir tanto público. “Precisamos imaginar um local maior onde a gente consiga trazer mais restaurantes para servir comida típica portuguesa”, diz ele adiantando que já existe um projeto para a celebração da 10ª edição no ano que vem.
A festa, além de ser uma grande confraternização luso-santista, também ajuda na manutenção da Escola Portuguesa. Cada barraca participante dá “a contribuição que o seu coração manda”, enquanto a barraca de doces, que conta com funcionários da escola, tem renda total revertida para a instituição que atende crianças carenciadas em Santos.
No palco, 13 atrações do folclore, fado ou da cultura portuguesa da região da baixada santista se apresentaram, com exceção da última atração da noite, que foi a Banda Alma Lusíada, de São Paulo.
Abriu a programação musical o coral Orfeão do Centro Cultural Português de Santos. Animaram o público, ainda, Andreza Mariana e banda, a fadista Ana Carla Lemos, o Grupo Fado por Acaso, a Banda Filhos da Tradição.
Entre os ranchos folclóricos que fizeram a festa, esteve o rancho da Casa de Portugal de Praia Grande, da Associação Atlética Portuguesa, Típico Madeirense, o Infantil da Escola Portuguesa, Verde Gaio, Tricanas de Coimbra, Cruz de Malta, e o Veteranos Apaixonados pelo Folclore.
E o dia seguiu com muitas atrações e muita comida típica, agradando ao público. “Que todos saiam satisfeitos, que todos tenham tido oportunidade de ver um pouquinho do folclore, da cultura, curtir um pouquinho de fado e da música popular portuguesa, e saiam falando bem da nossa festa, esse é o meu pagamento” finalizou José Augusto que contou mais uma vez com diversos apoios de empresas e instituições, incluindo o Mundo Lusíada.

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