João Carlos Martins recebe Colar de Honra ao Mérito do Legislativo de SP

Da Redação

O maestro luso-brasileiro João Carlos Martins recebeu, no último dia 23, o Colar de Honra ao Mérito do Legislativo do Estado de São Paulo pelos serviços prestados à cultura musical.

O pianista agradeceu a homenagem e revelou que sonha com um Brasil repleto de escolas e de orquestras. “É uma honra pelo que nossa Assembleia representa para o nosso Estado e para o Brasil. Senti-me profundamente orgulhoso e sempre digo que qualquer concerto ou homenagem será o melhor dia da minha vida”, afirmou.

O Cônsul Geral de Portugal foi convidado para falar em nome do Corpo Consular na Sessão Solene. Paulo Lourenço lembrou as conhecidas origens portuguesas do grande intérprete, maestro e filantropo João Carlos Martins e o seu agraciamento em 2014, pela República Portuguesa, com a importante Ordem do Infante D. Henrique – fatos também evocados pelo Maestro durante o seu discurso de agradecimento.

A iniciativa da homenagem foi do deputado André Soares (DEM), que agradeceu a presença de personalidades, autoridades e membros de consulados. “Isso mostra a gratidão e o reconhecimento que todos têm a respeito da vida de João Carlos Martins. O seu trabalho social e a sua atuação enquanto secretário da Cultura do Estado de São Paulo culminaram em tombamentos e na preservação do patrimônio histórico”, disse.

Segundo o secretário da Cultura José Luiz Penna, o músico é um exemplo e o país precisa de símbolos como ele para recuperar a autoestima. “É um homem que não se acomodou na vida, ele monta orquestras nas comunidades com uma enorme competência e realiza um trabalho social da maior importância. Nós precisamos desses símbolos para recuperar um caminho sadio que o país perdeu”, disse.

Ricardo da Silva Haydu, presidente da Fundação Bachiana Filarmônica, destacou o projeto musical realizado em parceria com João Carlos Martins. “Eu conheço o João há 55 anos e fico encantado em ver como a nossa orquestra está se desenvolvendo”, disse.

O evento contou também com a participação de representantes dos consulados da Argentina, da Bolívia e do Equador.

Ao final da sessão, o maestro foi homenageado pelo ator-mirim Davi Campolongo, que interpretou o pianista no filme “João, o maestro”. “Há um ano e seis meses o Davi não sabia tocar piano. Ele simplesmente teria de imitar meus movimentos, dublando gravações minhas. Mas, com o amor à música, ele aprendeu e depois desse tempo eu posso falar que esse sim tem o dom e a genialidade”, disse o maestro.

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