Viriato, a Fibra Imortal do Povo Lusitano/Português!

O Império Romano com suas tropas invadiram quase toda a Europa séculos antes de CRISTO e chegaram na Península Ibérica no “Ano 300 A.C.”, portanto no século 3º antes de N.S.Jesus Cristo e como eles eram conhecedores da Liga do Aço, não encontraram resistências às suas tropas guerreiras.
Como na “Lusitânia” ainda existiam tribos de Celtas, Godos, Visigodos, Álamos e outras eles conseguiram dominar todas elas e começaram a implantar as suas referências, e logicamente dominaram toda a “LUSITÂNIA”, que surgiu como Província Lusitana por obra romana no ano de 45 A.C. e perdurou até o ano de 411 D.C.
Como em todas as invasões de outros povos, sempre surgem os insurgentes contrários, que lutam muitas vezes abertamente e outras vezes às escondidas, o que não foi o caso do verdadeiro guerreiro lusitano “VIRIATO” que se opôs às forças romanas e conseguiu históricas vitórias, fazendo com que o Império Romano ousasse enviar batalhões e batalhões seguidos para conseguirem o derrotar, o que não conseguiram, no entanto, só a traição de seus próprios companheiros o fizeram cessar nessa luta brilhante contra os romanos, uma vez que estes ao haver uma reunião de paz, convidaram o Viriato e 3 de seus comandantes, mas, estes foram comprados pelos Romanos em troca de dinheiro e outras vantagens e o assassinaram enquanto dormia.
VIRIATO nasceu na LUSITÂNIA, entre o Rio Tejo e o Rio Douro, provavelmente ao lado da Serra da Estrela e na sua mocidade foi um caçador e criador de rebanhos, como era um conhecedor de lugares distintos, montes, montanhas, rios, córregos, florestas, enfim até lugares inacessíveis às tropas romanas, tornou-se na verdade um verdadeiro guerrilheiro, uma vez que era apaixonado pela Lusitânia e conseguiu ordenar uma verdadeira multidão de também guerreiros que amavam as suas terras e passou a enfrentar as ordas romanas em vários lugares, ocasionando a eles verdadeiras batalhas e na qual quase sempre saiam vitoriosos.
A sua sanha guerreira se tornou mais atuante quando os romanos assassinaram mais de 30 mil lusitanos, homens, mulheres e crianças e mais ainda prendiam os mais valorosos para os tornar escravos nas galés marítimas e com isso o seu fervor Lusitano o deixou mais ordenado contra as tropas romanas. Houve intensas batalhas contadas na história como a do “Desfiladeiro da Ronda”, perto da Andalusia, em seguida tomaram dos romanos a cidade de Sogóbriaga e bem como derrota os romanos no ano de 143 A,C. em Baecula, e no ano de 140 Antes de Cristo ele e as suas tropas guerreiras destroem as tropas romanas de Serviliano com 3.000 romanos e com isso de Roma veio a resposta e declaram guerra total contra Viriato.
Assim acontecendo houve um momento de Paz e conversações entre Romanos e o grupo de Viriato que se reuniram com eles os assessores de Viriato: Minuros, Audax e Ditalton que na realidade eram companheiros e amigos, porém, estes foram comprados pelos romanos e assassinaram Viriato exatamente no ano de 140 Antes de Cristo, deixando uma lacuna grande no sonho LUSITANO INDEPENDENTE.
Os romanos dominaram então toda a Província Lusitana, e impuseram a sua vida histórica, linguística, guerreira e todas as formas de dominação, como a própria Língua Romana o LATIM, no qual existia o “Latim-Baixo” falado e escrito pelo povo e a soldadesca e o “Latim-Clássico” pelos Magistrados, Sacerdotes, governadores magistraturas, porém, o exemplo maior e que ficou eternamente na grandiosa história e fibra lusitana ficou o exemplo maior de todos os tempos, dado pelo que embora existiram e existam nomes célebres em toda História do Povo Lusitano/Português, mas, temos que honrar eternamente esse nome valoroso e de exemplo da FIBRA IMORTAL DO POVO LUSITANO/PORTUGUÊS “VIRIATO” !

 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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