Trás-os-Montes – Terra Imortal!

 

 

 

Da Lusitânia veio vindo- De um calor nunca infindo- Aos romanos ele venceu – E Viriato nunca pereceu !

O nome “TRÁS-OS-MONTES”, além de fazer parte de uma região territorial de Portugal, trás no seu bojo um lirismo todo especial, uma vez que, ali na antiga “LUSITÂNIA” deram-se grandes batalhas em resistência às tropas invasoras romanas, que jamais deixaram-se ser vencidos pelos romanos, os grandiosos habitantes trasmontanos.

Só depois de 500 anos é que houve acordos, e acordaram ser membros do império romano e nessas primeiras batalhas um grande heroi lusitano, o ilustre Viriato, chefe dos lusitanos que na época de 147 a 139 a.C. impôs grandes reveses às tropas romanas.

No ano de 1835, foi feita uma reforma administrativa em Portugal, que foi dividido em distritos, porém, foram mantidas as Províncias, que antes do final do século 20, os nomes de “Provincias” foram eliminados, prevalecendo, portanto, os “Distritos”, porém, a população acostumada a dizer Província de Trás-os-Montes e Alto Douro, simbolicamente ainda o dizem, todavia, hoje a maior parte da população já determinam as regiões como “Distritos”.

O território trasmontano é situado ao Norte e a Leste com a Espanha, ao sul com a Beira Interior e a oeste com o Minho e Douro Litoral e ele é limitado a oeste pelo Rio Tâmega e ao sul pelo Rio Douro, e hoje Trás-os-Montes e Alto Douro.

Como todo português orgulha-se das suas denominações, como o “Lisboeta”, o “Portuense”, o “Minhoto”, o “Beirão”, e assim por diante, o português nascido em Trás-os-Montes tem um orgulho imenso em ser sempre chamado de “Trásmontano”, como um nome sagrado, que leva sempre por todas partes do mundo, e eu posso até provar isso, uma vez que meu pai era “trásmontano”, nascido em Carção/Vimioso e minha mãe nascida em Rio Frio/Bragança, portanto, no meu DNA e no meu coração reside o sonho trasmontano eterno e o meu ser vibra e vibrará sempre enquanto eu viver, pelo que posso dizer: sou descendente trasmontano, brasileiro pelo Sol e português pelo sangue.

Além de possuir inúmeras cidades, vilas, aldeias e freguesias, possue grandes cidades e até podemos citar duas grandes como Vila Real e Bragança e uma grande relação infindável de cidades, todas muito bonitas, históricas memoráveis que simbolizam o atual “Portugal Moderno” e temos certeza como esteio do novo e maravilhoso Portugal das grandes eras passadas, que continua a mostrar ao mundo a sua especial condição de país alviçareiro e avançado na nova Europa unida.

Aqui em São Paulo, nós temos o maravilhoso “CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO”, como existe no Rio de Janeiro a “Casa de Trás-os-Montes” e em Santos também. O de São Paulo, além de possuir um prédio fantástico no centro da Capital, com área social com restaurante, auditório para os conjuntos folclóricos e danças, tem também a parte de Convênio/Médico; e perto da Av. Paulista na Bela Vista, o Hospital “Igesp”, e outro prédio administrativo, na Rua Silvia, e mantém convênio com diversos hospitáis e laboratórios, é uma entidade por demais fantástica, proporcionando aos portugueses, luso-brasileiros e brasileiros um atendimento médico especial e posso me orgulhar que o meu pai Adriano Augusto da Costa, trasmontano, pertenceu à primeira Diretoria do Centro Trasmontano na época de sua fundação, no ano de 1932.

Para colorir as minhas palavras, fiz uma poesia em homenagem a essa terra magistral que reside no meu coração eternanente, que quando lá estive beijei o seu chão emocionadamente, como seja:

TRÁS-OS-MONTES: TERRA IMORTAL !

De Trás-os-Montes sou descendente- Um povo alegre e muito valente,  De Rio Frio perto de Bragança- Que de Carção logo se alcança !

Minha mãe nasceu em Rio Frio- Terra bonita com um belo Rio- Meu pai em Carção nasceu- E seu sonho nunca feneceu !

Sou brasileiro pelo Sol- E faço parte desse rol- Sou português pelo sangue- Uma coisa nunca exangue !

De eras trasmontanos eu vim- Na transmissão dos corpos sem fim -Sou respaldo emanado de um ato- E no seio trasmontano sou de fato !

Trás-os-Montes terra encantada- Em trovas e versos sempre cantada- Pedaço dessa terra sem igual- Laço gigantesco de Portugal !

Portugal, lá em cima nasceu – E jamais no tempo pereceu- Seu coração é um navio no mar- Uma t

Trás-os-Montes nosso condão- Terra eterna de nosso coração- Desse lindo rincão faço parte- Do fado, do folclore e toda arte !

 

 

Adriano da Costa Filho

Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores,

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