“Severa” a Rainha eterna do fado

A “SEVERA” é considerada a “RAINHA” do FADO PORTUGUÊS, e ela veio a falecer no dia 30 de novembro de 1846, na Rua do Capelão 35-A, em Lisboa, era natural de LISBOA e na ocasião tinha 26 anos de idade, filha de Severo Manoel de Souza e de Anna Gertrudes Severa.
A sua cronologia ditada ao registro do enterro como 1º Cemitério de Lisboa/Oriental-Alto de São João: nome correto “MARIA SEVERA HONOFRIANA” idade 26 anos, Estado Civil: solteira e profissão: Meretriz.
Na sua época memorável, cantava o Fado nas tabernas e quase todos os versos de seus fados eram de sua autoria, com uma beleza e sentimento fantástico:
Quando a morte me levar
Lá na fria sepultura
Não há de certo faltar
Nessa cova tão escura
Quem diga mal da Severa !    Pressinto que em expressão
Pois neste mundo falaz
E novamente ao baldão
De tudo se é capaz
Aqui terei que voltar!
E só o mal se tolera…             (SEVERA).
Ela foi apaixonada pelo nobre “CONDE DE VIMIOSO” que era um apaixonado por corridas de touros e até fez para ele uma trova : Prá mim, o supremo gozo é bater o fado liró. E ver combater c’um boi só!
Quando o CONDE DE VIMIOSO a deixou e foi viver com um cigana, a Severa entrou em grave depressão que a deixou desvairada e também a doença que já tinha, a tuberculose pulmonar, a levou à morte prematura com 26 anos de idade e morreu pobre e abandonada num horroroso bordel da época.
Inúmeras homenagens foram feitas após o seu falecimento e em decorrer dos mais de 140 anos de seu falecimento, como a homenagem do músico José Ferrão e letra de José Galhardo:
Num beco da Mouraria
Onde a Alegria
Do Sol não vem;
Morreu Maria Severa,
Sabem quem era?
Talvez Ninguém!
ELA PODE TER SIDO NINGUÉM EM SUA VIDA FISICA, NO ENTANTO, FOI E SERÁ TUDO NAS GERAÇÕES PORTUGUESAS E DEU AO NOSSO QUERIDO E ETERNO PORTUGAL A GLÓRIA ETERNA DE A TERMOS COMO FADISTA E A MAIOR DE TODOS TEMPOS:
A RAINHA ETERNA DO NOSSO IMORTAL “FADO”
Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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