Olissipo: Atual Lisboa, da Era Romana em Portugal

Hoje nós temos uma das mais lindas capitais do mundo, a LISBOA, maravilhosa, imponente, brilhante, capital do fado e capital dos sonhos. Ela vem de eras distantes, uma era em que os lusitanos foram comandados pelos invasores romanos, que apesar das suas artes guerreiras e invasoras, alguma coisa grandiosa deixou para eras posteriores, como da mistura das línguas anteriores com o “Latim”, língua romana, surgiu o lusitano/arcaico e bem como a jurisprudência e as construções de castelos, aquedutos, os teatros, as termas, as grandes construções romanas e outras coisas de somenos interesses.

O nome “OLISSIPO”, uma palavra da língua grega, provavelmente extraída de ULISSES, uma corruptela da palavra, todavia, os romanos a chamavam de OLISIPO e ela tornou-se a mais importante da Península Ibérica, e foi o maior município romano da antiguidade, onde as mercadorias elaboradas pelos lusitanos eram obrigadas a entregar as suas quotas de produção de mantimentos aos romanos e porteriormente enviadas para Roma, uma vez que os romanos, residentes em torno da capital romana, nada produziam em alimentos, e talvez por essa razão eles com a sua forma guerreira, invadiam terras em torno de praticamente toda a Europa e norte da África em busca de alimentos e riquezas de outros povos.

Nessa era que hoje chamamos de era romântica, porque nela não vivemos e não conhecemos fisicamente as suas vivências, o sofrimento do povo lusitano, uma vez que em seu “habitat” imperava a soldadesca romana, os delegados, os mandantes, os sacerdotes romanos, a imposição de sua religião, a obrigação de entregar as suas quotas de produção alimentar, era um problema muito difícil de suas vidas, embora após um acordo com os invasores, os "Olisipoenses" tivessem obtido a cidadania romana. Essa "era" durou praticamente mil anos, que foi de 300 anos A.C. até o ano de 711 de nossa era, quando outros invasores, os "Mouros" vieram e expulsaram as últimas ordas romanas, que já estavam em declínio.

Existia nessa época distante uma estrada que ligava "Olissipo" à "BRACARA AUGUSTA", atual BRAGA, que era a capital romana da Lusitânia e na religião adotada pelos romanos era o politeísmo, com culto a animais e outros deuses, sendo que essa adoração terminou no fim do império romano, com a adoção do cristianismo. Evidentemente a invasão romana na antiga Lusitânia, deu-se por disputas com outro povo guerreiro, Cártago, ao Norte da África, na qual os romanos os destruíram em guerras, e assim sendo, invadiram a antiga Europa, culminando com a invasão da Lusitânia.

Toda ocupação romana não foi muito pacífica, porque os lusitanos eram também um povo guerreiro, e um seu mestre guerreiro, o Viriato, reuniu grandes tropas e impôs revezes grandes às tropas romanas, inclusive, Trás-os-Montes não foi vencido, e após muitos anos acordos foram feitos e ai então prevaleceu o Império Romano, isso deu-se por volta dos anos 147 a 139 a.C. Os romanos modificaram a estrutura econômica da Lusitânia, impondo outro tipo de economia, a maneira de organização social do povo, outras técnicas de trabalho e assim melhoraram as condições do indivíduo lusitano, inclusive a própria língua romana, que misturada à língua celtibera anterior, e o latim romano, começou-se a falar uma língua geral, um lusitano arcaico.

Nesse tempo maravilhoso em termos do nascimento do futuro Portugal, um mestre/escritor romano, Plinio, que havia sido encarregado administrativo da região, deixou escrito o seguinte: “Toda a Província Romana está dividida em três conventos: o emeritense, o pacense e o escalabitano. O total dos povos é de quarenta e cinco: cinco colónias um nunicipio de cidadãos romanos, três cidades do Lácio antigo (Lácio era o nome da antiga Roma), e trinta e seis cidades estipendiárias". Os conventos eram divisões administrativas e judiciais, em Olissipo ficavam  2 conventos, pacense em Beja e o escalabitano em Santarém, e o bracáro em Braga.

Como vemos essa magistral existência de OLISSIPO ou OLISIPO foi preponderante para séculos posteriores, após a invasão dos Mouros, a sequência da Lusitânia e o surgimento do imorredouro e eterno PORTUGAL, o maior país descobrir do universo, que hoje com a graça Divina, e pela luta brava dos antigos celtiberos, dos antigos lusitanos e do português arcaico, ao português moderno, temos o grandioso conjunto de países da Língua Portuguesa, com 08 países majestosos e progressistas, para honra e glória do nosso querido e eterno PORTUGAL. 

Adriano da Costa FilhoMembro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

 

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