O calendário nos tempos das cavernas: Celtas, romanos, lusitanos e portugueses

Na História do eterno Portugal, grandes e diferentes épocas podemos considerar, visto que o calendário desde épocas antigas continham enormes distorções, não trazendo para a nossa atualidade as reais épocas dos seus acontecimentos, senão vejamos:
ERA DAS CAVERNAS: O ser humano não possuía um calendário, tão somente recolhia-se nas Cavernas ao anoitecer e acordava ao clarear do dia. São Épocas Pré-Históricas.
ERA DO CALENDÁRIO AFRICANO: No Norte da África foi criado um calendário, o qual continha 7 meses, mas as distorções eram evidentes, visto que, o Verão era numa época e o Inverno também em outra e ano após ano tudo era uma real confusão. Lemos em escritos antigos que tal citado cidadão na Bíblia viveu 200 anos e chegando a 900 anos etc.. Épocas do desfrutar de um melhor conhecimento.
ERA DOS CELTAS: Povo do Centro da Europa que possuía já uma cultura mais avançada e chegando na Península Ibérica com a invasão de suas tropas mais condicionadas, visto que, eram conhecedores da “Liga do Ferro”, amainaram as condições do Tempo e conduziram o “CALENDÁRIO” às suas condições de conquistas. Foram épocas de um clarear Intelectual da humanidade, mormente com “ditados” emanados dos Celtas.
ERA ROMANA: 300 Anos Antes de Cristo, até 711 da nossa era, terminado quando da invasão dos Mouros, que vieram da África, do Marrocos e da Mauritânia e invadiram a Península Ibérica, expulsando os Romanos. Nesse período inicial da Era Romana, o Imperador JULIO CESAR, mais dotado de uma cultura, examinando o calendário que continha 7 meses, adicionou mais 3 meses no mesmo e o qual passou a conter 10 meses. Assim sendo, aproveitou os 7 meses do Calendário Africano e adicionou os meses de MARÇO, homenagem ao (Deus Grego MARTE), ABRIL (ao abrir das flores), MAIO (à maioridade das flores) , JUNHO (homenagem à Deusa Grega JANOS), o mês de JULHO, em sua homenagem (JULIO CESAR ), AGOSTO em homenagem ao seu irmão que havia falecido, o Imperador Romano (AUGUSTO CESAR). Então o ano passou a ter 10 meses, como ficou evidente a numeração: meses março (01), abril (02), maio (03), junho (04), julho (05), agosto (06), setembro (07), outubro (08), novembro (09), dezembro (10).
Portanto, o calendário romano, e conhecido como “CALENDÁRIO JULIANO”, passou a ter 10 meses, como ficou evidente com o final Dezembro. Todavia nos 10 Séculos do Império Romano na Europa continuaram as distorções, posto que, os anos decorriam de diferenças com a realidade das épocas, mormente para as descobertas lusitanas nas navegações, mas ainda, logicamente diminuídas do Calendário Africano, mas registros mostram pessoas com 130, 150 anos de existência, mormente nas Bíblias e escritos encontrados.
ERA MODERNA: Era a partir do Século 15, o Papa Gregório VI, um emérito conhecedor do universo, porquanto estudava as estrelas e o universo, via telescópio, nos seus estudos de anos e anos a fio, chegou à conclusão que a rota do nosso planeta terra no movimento de translação em torno da Sól, levava 365 dias e 6 horas. Assim sendo, com o poder Papal, resolveu adicionar mais 2 meses ao calendário, os meses de JANEIRO, ainda em homenagem a um Deus Grego. JANOS, FEVEREIRO (A febre das Plantações) e os colocou como meses 11 e 12, porém os franceses reagiram muito, alegando que o Natal cairia em fevereiro, o que traria um corte na tradição natalina, e o Papa Gregório VI recuou e colocou os meses de janeiro e fevereiro no começo do ano, com nova distorção, então os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, de 7, 8,9 e 10, passaram a 9, 10, 11, 12 não condizente com as suas próprias palavras. Por exemplo DEZEMBRO como a própria palavra diz 10, passou a ser 12, no entanto como tudo isso aconteceu no século 16, ano 1517, a humanidade já se acostumou a essa contagem e portanto, o mesmo é conhecido como Calendário Gregoriano, em homenagem ao Papa Gregório VI, como aconteceu com o Calendário Juliano de 10 meses, em homenagem ao imperador Julio César, e agora estamos na era contemporânea e o calendário ainda apresenta distorções, porém após 5 séculos nada foi alterado e os meses contém alguns 30 dias, outros 31 e Fevereiro 28 dias, e com 29 dias a cada 4 anos, para compensar os 365 dias e 6 horas da viagem anual da Terra em torno do SÓL.
Hoje a contagem do tempo está mais adequada às nossas vidas, todavia, nada sabemos do tempo, porque o planeta terra corre no espaço sideral à uma velocidade de 259 quilômetros por segundo, em direção ao infinito ou APEX, e não sentimos nada como dizem os cientistas, para nós tudo está parado, mas a velocidade da terra é constante, no nosso pensamento isso nada influi, porque vivemos tão somente um punhado de anos.

 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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