Macau e Goa – os portugueses na Ásia

No século XVI (16) os portugueses, “navegantes por mares nunca dantes navegados” estabeleceram-se em territórios conquistados na Índia e na China. Em 1557, em Macau e em 1510 em Goa, além de outros pequenos territórios como Damão e Diu.

Macau voltou à soberania chinesa, por acordo firmado com o então governo de Portugal, isso ocorreu no dia 20 de dezembro de 1999. E Goa em 1961, pelas forças militares da Índia, que invadiram a possessão portuguesa anexando-a à Índia.

Localizado ao sul da China, Macau fica na foz do rio das Pérolas, e hoje como foi há séculos um polo comercial dos mais avançados, estabelecendo o comércio da Ásia com a Europa e parte do Japão e como ficou independente por acordo existe uma total harmonia com o governo da China, que possivelmente por 50 anos isso sempre acontecerá.

Provavelmente a palavra “ Macau” tenha origem na palavra cantonêsa de (a-ma-gao), que depois com a corruptela linguística derivou para amacao e finalmente “Macau). No princípio da colonização lusitana, Macau era composta de uma pequena população e a sua subsistência dava-se à conta do comércio e como eram comerciantes e navegantes, largavam os seus postos na colônia e partiam em busca de negócios em outros lugares e naturalmente com a permissão da China que aceitava a força militar portuguesa contra a pirataria existente nas mais diversas das zonas asiáticas.

Por ficar numa zona na Ásia, distante milhares de quilômetros marítimos de Portugal, em Macau a responsabilidade de governança cabia ao “capitão-mór das viagens da China e do Japão” onde procurava manter a ordem na colônia distante.

Como Macau era na realidade um grande posto comercial, religioso e cultural, numa era da expansão do cristianismo, evidentemente havia invasões de pirataria, ataques de invasores e sempre espalhando o terror nessa longínqua colônia. E quanto à língua portuguesa, poucos ali à falam e sim o cantonês e o mandarim chinês.

Hoje Macau tornou-se um polo comercial e turístico dos mais aceitáveis na Ásia, a tranquilidade é notória e também graças à forma cultural que Portugal deixou nesse pequeno e memorável território lusitano por 400 anos.

Goa, segundo José Álvaro Pereira Amaral, ela foi conquistada por Afonso de Albuquerque em 1510, e tornou-se a sede da organização colonial portuguesa até a invasão do exército da união indiana em 1960. Já na parte religiosa, Goa foi a sede da organização religiosa na evangelização do Oriente, uma vez que construíram colégios em grande quantidade.

A língua oficial da ex-colônia portuguesa é o “concani”, e também existem poucas pessoas que falam o português apesar dos 400 anos de colonização e podemos dizer que as obras deixadas pelos portugueses, nas construções de catedrais e conventos, são hoje consideradas “Patrimônio da Humanidade”. Goa teve como é comum, pela existência de muitos séculos outros nomes, como “Sindabur” e Buva-sandabur, como também Chan drapur. Mas prevaleceu o mais fácil, Goa.

Assim sendo, nós todos como descendentes dos lusitanos, sentimos um orgulho muito grande, porque Portugal, o maior país descobridor de todos os tempos, além de deixar 7 países de reconhecida forma mundial, deixou um número grande de pequenos territórios, espalhados pela Europa, África, Ásia e Américas, para honra e glória do nosso querido e eterno Portugal.

 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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