Gago Coutinho e Sacadura Cabral

Heróis de todos os tempos do Eterno Portugal!

Nestes tempos atuais, com o progresso tecnológico científico e das viagens espaciais, pouco se tem falado sobre uma viagem fantástica, empreendida por dois heróis grandes da história de Portugal, os grandiosos eméritos Gago Coutinho e Sacadura Cabral.Se nós tivemos os grandes heróis das conquistas da navegação, uma grandiosa e ilustre “plêiade” de navegadores, que atravessaram o mundo antigo, quando se acreditava que a Terra era plana e depois já com o saber de que o planeta era redondo, centenas desses navegadores abriram caminho nos oceanos e conquistaram terras infinitas nos quatro cantos da Terra, fazendo países, levando riquezas para Portugal e mostrando ao mundo de então o que era ser um navegador português. Eles acabaram fazendo um dos maiores países do mundo, o Brasil, e mais 6 países de sua própria língua.Esses heróis dos tempos modernos eram dois mestres das viagens aéreas, um piloto e outro navegador: Carlos Viegas Gago Coutinho e Artur Sacadura Freire Cabral.Gago Coutinho, como era conhecido, nasceu em Lisboa no bairro de Belém, em 17/02/1869 e veio a falecer já no ano de 1959. E Sacadura Cabral nasceu em Celorico da Beira em 23/05/1861 e foi dado como morto em 15/11/1924, após um desastre aéreo. Sacadura Cabral era um piloto destemido e foi da Marinha, e mais tarde foi aprender a voar, e junto com Gago Coutinho tiveram um sonho de unir Lisboa ao Rio de Janeiro, que foi interrompido pela guerra de 1914, retomado mais tarde, que culminou com essa façanha fantástica, numa época primitiva da navegação aérea e que eles empreenderam com uma tenacidade e dificuldades imensas, mas que, após vários meses de viagem chegaram ao seu destino, dando essa honra gloriosa ao nosso querido Portugal.Gago Coutinho, um grande mestre autor de trabalhos geográficos e históricos, inventou um aparelho para navegação, o Sextante, que facilitou as viagens marítimas e aéreas, que hoje tem o seu nome e serve para tomar ângulos e fazer a medição da altura do horizonte, sendo que, o limbo, parte exterior graduada dos sextantes é igual à sexta parte do círculo e está dividido em 120 partes iguais, e por ai podemos ver a inteligência suprema desse grande navegador português.A viagem aérea, a travessia do Atlântico, de Lisboa ao Rio de Janeiro, após paradas obrigatórias em diversos lugares e troca de aviões, saiu de Lisboa em 30 de Março de 1922 e chegou ao Rio de  Janeiro no dia 17 de Junho também de 1922, numa das mais brilhantes travessias aéreas, em uma época primitiva da navegação aérea, e na qual esses dos heróis da história portuguesa deixaram para o povo épico a marca inicial das grandes travessias do planeta, que hoje graças à moderna tecnologia, são feitas por aviões supersônicos e as grandes viagens interplanetárias. Todavia, o empreendimento iniciado pelos dois mestres da navegação aérea de Portugal foi o marco inicial das posteriores navegações aéreas, para honra e glória do nosso querido e eterno Portugal.

 

Adriano da Costa FilhoMembro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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