Diário da minha viagem ao Portugal eterno (parte 1)

Dia 18 de maio último, viajei para Portugal em companhia das minhas filhas Dora e Vera e os genros, Junior e Edgar. Chegando em Lisboa no dia 19 e rumando para a cidade de “Sintra”, uma das mais lindas cidades portuguesas, onde fiquei 4 dias e em carro cedido gentilmente pelo meu primo Moises Ferreira Anes, ex-professor da Universidade de Lisboa e atual presidente do Rotary Clube de Lisboa, comecei uma excursão espetacular pelas terras sagradas do Portugal eterno.

Além de percorrer uma das mais lindas cidades europeias, a também eterna Lisboa, com suas características históricas e emocionantes, rumei a seguir para o Alentejo, terras mais do que linda, histórica, como Setubal, Sesimbra, e dali descendo mais um pouco para Monfarrej, e sempre passando por aqueles campos cheios de arvores centenárias e extasiantes.

Após a estada na região de Lisboa, partimos para a fantástica cidade de Fátima, onde ali chegando a emoção é total, lágrimas rolam pela face, ao depararmos com aquele incrível espaço, a sua capela e a sua linda catedral, tudo ali é emocionante. Ao olhar as pessoas, notamos o carinho que todos tem por essa fantástica igreja de Fátima. Dali fomos a Castanheira de Pêra, muito linda cidade centenária, onde nasceu o meu sogro, José Henriques Alves, onde minhas filhas também se emocionaram, uma vez que ele dali saiu no começo do século 20 para o nosso Brasil.

Em seguida rumamos para Coimbra, que emociona a qualquer um pela sua beleza estética, a sua universidade centenária, que vem do Século 12 de nossa era, ali a cultura e a sabedoria emanam para todo Portugal e dali é também onde surgiu o fado de Coimbra cantado pelos estudantes, que na sua tonalidade impregna em nosso coração uma saudade dos belos tempos do fado.

Finalmente chegamos na cidade do “Porto”, o belo Porto, como os ingleses o chamam de “oporto”, com suas magníficas paisagens, a sua linda e imorredoura ribeira, com seus barcos para passeios pelas águas sagradas do rio douro. Ali no porto além da visita a Vila Nova de Gaia, cidade maravilhosa, que fica no lado oposto do Rio Douro, como que uma cidade olhando para a outra, nesse admirável prazer de quem por ali está.

No Porto, visitamos os grandes toneis do vinho, nas reservas desse sabor, reconhecido mundialmente pelo “vinho inigualável do Porto”, que em qualquer lugar do mundo costuma-se dizer “vamos comemorar com um Porto”. É por demais emocionante ali estar, ver aqueles toneis aos milhares, aguardando o tempo de serem abertos, já com a qualificação do vinho do Porto.

Chegamos em Maia, terra onde residem os meus primos, o escritor Francisco da Costa Andrade e sua esposa Manuela, onde fomos recepcionados por toda família com um jantar de gala. Estivemos a seguir nas fantásticas cidades de Braga e Guimarães, berço do Portugal eterno, e evidentemente a emoção ultrapassa qualquer comentário a respeito da beleza das cidades.

Finalmente rumamos para Trás-os-Montes, passando por Vila Real. Quem sai por aquelas estradas fica verdadeiramente emocionado, uma vez que ao passar por grandes vales, montanhas eternas, o verde é fantástico, a visão é por demais linda, a Unesco declarou tudo como reserva da humanidade, e só quem por ali passar poderá ter uma visão fantástica em que as palavras ditas são reflexos da grandiosidade dessas visões.

Em Barqueiros, ali ao lado de Vila Real, terra de minha sogra dona Maria, com suas montanhas e perto de Pêso da Régua, onde existem as plantações centenárias naqueles vales e montanhas das videiras, que produzem o verdadeiro vinho do Porto, no qual em épocas passadas iam em barcaças para a cidade do Porto para ser engarrafados, e hoje modernos navios fazem esse trajeto, e também navios turísticos por essa parte do Rio Douro descem para o Porto.

Chegamos finalmente em Bragança, a cidade linda de Trás-os Montes, e ali pertinho fica “Rio Frio”, a freguesia ou vila que faz parte do distrito de Bragança, e onde nasceu a minha mãe, Maria Anunciação Anes da Costa, e de onde partiram nos primeiros anos do século 20 os meus avós Manoel Alipio Anes e Maria Joaquina e minha mãe, vindos para a nossa cidade de São Paulo.

A emoção como só acontece nesses momentos são por demais grandiosas, e ver ainda a casa da minha mãe após um século de sua vinda para o Brasil é fantástico, ver primos, andar por aquelas ruas e vielas é por demais emocionante, o que faz a gente pensar nos emigrantes todos que por estas bandas chegaram, o sonho de todos são dirigidos diariamente para o Portugal eterno.

Em seguida fomos para a freguesia de Carção, que pertence ao distrito de Vimioso, Carção é a terra do meu pai Adriano Augusto da Costa, bonita freguesia, e onde o meu avô havia construído em fins do Século 19, um prédio de 3 andares, com lojas na parte de baixo, que após 120 anos da construção foi derrubado e em seu lugar construído pela junta de freguesia outro prédio parecido, aproveitando o material centenário do prédio derrubado.

A seguir fomos almoçar num domingo na Espanha, ali pertinho da fronteira em “Alcaniz”. Após percorrer todas partes das freguesias de Rio e Carção, voltamos para a cidade de Lisboa e Sintra, onde ainda por três dias ficamos em Portugal, evidentemente já com uma imensa saudade dessa maravilhosa aventura em terras que para nós luso-descendentes representam o sonho eterno, porque somos produtos de um tempo que passou e o nosso sangue é por certo português, vindo de gerações em gerações desse Portugal eterno, maravilhoso.

 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa, Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes/Ceará, Associação Portuguesa de Escritores/Lisboa, e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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