Centro Trasmontano de SP

No dia 28 de Maio de 1932 nascia o “Centro Trasmontano de São Paulo”, na Rua Roberto Simonsen no centro da cidade de São Paulo, em um local gentilmente cedido e em seguida na Rua 7 de Abril em um prédio alugado e sendo definitivamente adquirida em 1938 a sede da Rua Tabatinguera.
A primeira diretoria foi presidida por ALIPIO FERNANDES, acompanhado pelos diretores Benedito Ruiz Montanha, Antonio Quintas, Manuel Augusto R.Cepeda, Antonio Pires e Antonio L.Borges, evidentemente com outros membros colaboradores e mormente com o respaldo dos emigrantes portugueses vindos das regiões de “TRÁS-OS-MONTES” do nosso querido e eterno PORTUGAL, que com o tempo portugueses de outras regiões aderiram ao inicial grandioso centro de saúde.
Até o ano de 1950, chegou a ter 10.000 associados. No inicio de sua formação só eram admitidos homens portugueses e anos depois foi aberto a familiares de associados e em seguida para novos associados, desde que, indicados por associados. Nessa época já contava com atendimento de 650 médicos, 40 hospitais, 30 unidades de pronto-socorro, com atendimentos além da Capital, também na região do ABC e na baixada Santista.
Após uma época difícil em razão da formação de outras entidades assistenciais médicas e do governo brasileiro com assistência nos centros do Instituto Nacional de Serviços Sociais, o INSS, o número de associados ficou reduzido há um montante em torno de 2.000, porém, um grupo muito fiel ao Trasmontano e encabeçado por um abençoado lusitano, o ilustre Nestor Pereira, já falecido, que com outros eméritos atuantes começaram a fazer uma esplendida campanha e conseguindo levantar fundos com membros da colônia portuguesa, o que lhe rendeu um grandioso titulo de “Honra ao Mérito” na medalha da Ordem do Infante D.Henrique concedida pelo governo de Portugal. Além disso em razão de atividades extra-sociais, conseguiram arrecadar mais fundos o que possibilitou a demolição da antiga sede e da construção dessa atual e maravilhosa sede social, que foi inaugurado em 25 de Maio de 1981, com atendimento médico, farmácia, administração e diretoria, além de um maravilhoso Salão de Festas, em cujas dependências todo 1º Sábado de cada mês, temos a maravilhosa “Tasca” com a exibição de conjuntos e grupos folclóricos e bem como, com danças do folclore de Portugal pelos presentes, que ao som dos maravilhosos conjuntos, apreciam as comidas portuguesas, como os deliciosos bolinhos de bacalhau, o caldo verde e outros quitutes especiais.
O Centro Trasmontano de São Paulo, tem hoje à frente uma diretoria compacta, com o ilustre Presidente Dr. Alcides Terrível, que antecedeu o Dr. FERNANDO JOSÉ MOREDO, que foi o gestor da época do ano de 1996, quando a associação atingiu o número de 180 mil associados e acontecimentos houveram que dificultaram o seu andamento, mas, que com a sábia orientação desse mestre lusitano e seus eméritos companheiros, conseguiram elevar tudo ao mais alto grau da sofisticação médico, hospitalar, assistencial, e nos primórdios do ano de 1998, adquiriu o maravilhoso “HOSPITAL IGESP” construído na década de 50 e na Rua Silvia, na Bela Vista, que é hoje um dos mais qualificados hospitais de São Paulo, bem como, a aquisição de outro prédio na mesma Rua Silvia para administração, o que demonstra quão valiosa é a administração da diretoria encabeçada então por FERNANDO JOSÉ MOREDO e agora pelo Dr. Alcides Terrível.      
Desde os primeiros anos de 1952, eu frequento o Centro Trasmontano de São Paulo, desde a antiga sede da Rua Tabatinguera, comecei acompanhando o meu pai ADRIANO AUGUSTO DA COSTA, que pertenceu às primeiras diretorias do Centro Trasmontano, e que na página 42 do esplendido livro “Trasmontano Saúde-Uma História de Bravura”, tem uma foto de 1947, com 9 eméritos atuantes do Centro e meu pai  nela todo radiante, e falecido em 2004 aos 102 anos de idade, trasmontano de Carção/Vimioso. Razão de todo o meu orgulho por ser descendente de Trás-os-Montes e brasileiro pelo Sol e Português pelo Sangue.
Portanto, ao CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO, e a todos esses antigos e atuais diretores devemos a eles o mérito de elevar em terras do Brasil e nos seus 80 anos de Fundação, o nome de nosso querido e eterno PORTUGAL.

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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