Centro Trasmontano de São Paulo

Eu, Adriano Augusto da Costa Filho, descendente de Trás-os-Montes, uma vez que os meus pais lá nasceram, o meu pai Adriano Augusto da Costa em Carção/Vimioso e a minha mãe, Maria Anes da Costa em Rio Frio/Bragança, com muito orgulho de ser fruto dessa terra abençoada, o que me fez obter a cidadania portuguesa, hoje além de ser brasileiro pelo sol, sou português pelo sangue e por poder usufruir dessa entidade maravilhosa, que honra e glorifica o nosso eterno Portugal, o glorioso Centro Trasmontano de São Paulo.

Nos idos da década de 30 do século 20, no dia 28 de Maio de 1932, nasceu na cidade de São Paulo uma entidade maravilhosa, o CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO, ligado à comunidade portuguesa, uma vez que os emigrantes portugueses necessitavam de uma entidade ligada à saúde e então maravilhosos lusitanos criaram essa verdadeira maravilha que é o Centro Trasmontano, que após alguns anos passou a chamar-se “Centro-Guerra Junqueiro”, voltando posteriormente ao seu nome primitivo.

A sua primeira diretoria foi presidida por Alipío Fernandes, na Rua Sete de Abril, indo posteriormente para a Rua Tabatinguera 294 já com imóvel adquirido. Chegou na década de 1950 a ter 10 mil associados, hoje em torno de 200 mil, com atendimento também fora da cidade de São Paulo, na Região do ABC e na baixada Santista. No começo só eram atendidos sócios portugueses, depois foi aberto aos familiares dos sócios, para em 1942 abertura geral para quaisquer associado em geral.

A primeira sede do Centro Trasmontano de São Paulo foi na Rua Roberto Simonsen no centro de São Paulo, uma das entidades mais representativas da colônia portuguesa, e agora já com 82 anos de sua fundação, atendendo os associados em terras paulistas com a assistência médica da melhor qualidade e bem como, em seu Salão de Festas na Rua Tabatinguera 294, em todo primeiro sábado de cada mês trazendo as belezas folclóricas das terras lusitanas, com os conjuntos folclóricos e proporcionando as exibições de grupos folclóricos visitantes, os associados e visitantes poderem ao som do bailarico dançarem os viras, corridinhos, chulas e o malhão, e ao mesmo tempo se deliciarem com a cozinha portuguesa, com o seu Caldo Verde, a famosa Bacalhoada, os bolinhos de bacalhau, linguiças, alheiras e outras comidas.

Em Maio de 1998 o Trasmontno adquiriu o Hospital IGESP, na Rua Silvia no bairro da Bela Vista, perto da famosa Avenida Paulista, e hoje o hospital tem 200 leitos para internação, 10 salas de centro cirúrgico e 42 leitos UTI com 3 blocos de prédios interligados num suntuoso prédio de 20 andares.

Seria de grande injustiça nomear nomes e por ventura esquecer alguém que deu os seus dias para o engrandecimento do Centro Trasmontano, inclusive houve fundadores como: Alipio Fernandes, Benedito Ruiz Montanha, Antonio Quintas, Manuel Augusto R.Cepedas, Antonio Pires e Antonio L.Borges, tivemos vários escudeiros que levantaram fundos para o progresso da instituição, como o Nestor Pereira, como houve também o Fernando José Moredo que foi nomeado Gestor Financeiro para a recuperação do Centro e depois nomeado Presidente.

Meu pai, Adriano Augusto da Costa, foi associado desde os primeiros instantes e em 1947 pertenceu à Diretoria, veio a falecer em 2004 com 102 anos de Idade, e adorava o Centro Trasmontano de São Paulo, um ideal que me fez amar essa entidade, onde sempre passei a frequentar, honrando o meu “cerne” trasmontano, vindo de eras Celtas, Romanas, Mouras, Lusitanas e para a glória em terras brasileiras do sempre eterno Portugal.

 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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