Calendário: As Viagens dos Heróis navegantes portugueses e suas dificuldades

Numa era difícil das comunicações, eles usavam as estrelas como orientações para suas viagens pelo mundo afora. Após muitos anos foi criada a “Sextante”, um instrumento para uso marítimo, o que melhorou as suas “performances” nas viagens, facilitando em parte a tomada de rumos, embora eles tivessem a maravilhosa escola para o aprendizado, ou seja a “ESCOLA DE SAGRES” ao sul de Portugal. E como também muita coisa retirada dos ensinamentos dos navegadores mouros, na realidade deste século 21, temos que considerar que os navegadores portugueses foram os maiores navegantes que o mundo já teve, embora os “Vickings” também navegaram muito, mas restritos a pequenos espaços, devido à compreensão da existência da Terra como plana e não redonda.

Além das dificuldades dos tamanhos dos mares e também das consequências de que no entender da humanidade a Terra era plana, os navegadores portugueses também encontraram muitas dificuldades em razão da existência de um “Calendário” incompleto, o qual só foi reformado a partir do século XVI, o que já possibilitou aos novos navegadores mais facilidades nas viagens.

Em eras muito antigas, até antes da Pré-História, não existia um Calendário e nem a contagem do tempo e tão somente os habitantes da Terra só conheciam o dia e a noite, então cada dia era marcado pelo clarão do dia e do escurecer ao anoitecer, e assim sendo não existia uma contagem de nossas vidas no plano da vivência.

Provavelmente ao Norte da África, na Etiópia ou Eritréia, surgiu um Calendário, mas era constituído de apenas 7 meses, o que dificultava a contagem, visto que épocas eram de frio, outras de calor e isso perdurou até o Império Romano, quando houve uma correção no Calendário e os romanos introduziram o sistema das Calendas, ou seja, contagem dos meses em Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro, portanto em 10 meses e a razão desses meses são as seguintes: 1) Janeiro, homenagem à Deusa Janos da sua mitologia. 2) Fevereiro, a febre das plantações. 3)Março, homenagem ao Deus Marte. 4) Abril, o abrir das flores. 5) Maio, ao florescer final das flores, 6) Junho, ao Deus Juno, 7) Setembro, mês sete. 8) Outubro, mês oito. 9) Novembro mês nove, e 10) Dezembro mês dez.

Sabendo dessas dificuldades o Imperador Romano Julio Cesar ordenou aos escribas do império que introduzissem no Calendário mais 2 meses, ou seja JULHO, em sua própria homenagem (Julio Cesar) e AGOSTO em homenagem ao seu irmão que foi também imperador (Augusto Cesar) e assim o calendário perdurou até o século 16, e mesmo assim havia muitas irregularidades, como exemplo, o Natal ser feito em Fevereiro, e existia uma diferença também em dias após 4 anos. Esse Calendário tomou o nome de Calendário Juliano e ainda existem países que o conservam, como a própria Rússia.

No século XVI, o Papa “Gregório VI, estudante de astronomia, chegou à conclusão que o Calendário deveria ser modificado e assim o implementou, todavia, os franceses reclamaram muito, porque não era admissível que o Natal fosse no mês 12, porque a humanidade não estava acostumada a comemorar o Natal em Dezembro, então o Papa reformou novamente o Calendário no ano de 1517, e puxou os meses de Janeiro e Fevereiro para o início do Calendário e assim sendo os meses de Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro, que eram 7, 8, 9 e 10 no Calendário passaram a ser 9, 10, 11 e 12. Embora com essa aberração hoje temos em mente que o mês de Dezembro, seja mês 12 e não 10 como a própria palavra diz.  No mesmo sentido, o Papa aumentou um dia a cada 4 anos em razão da volta da Terra em derredor do Sol, 365 dias e 6 horas e assim sendo ficou o Calendário mais atualizado para a contagem dos dias dos seres humanos.

Por aí vemos as dificuldades que os maiores navegadores de todos tempos tiveram nas suas fantásticas viagens em derredor do mundo, os magistrais, fantásticos NAVEGADORES PORTUGUESES, que conseguiram modificar o panorama mundial, criando países em todo planeta, para honra e glória do ETERNO PORTUGAL.

 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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