A Língua Portuguesa e a sua história

Evidentemente a “Língua Portuguesa” veio de milhões de anos, e como toda língua, sofreu desde os seus primórdios modificações, uma vez que ela veio de uma imensidade de línguas, desde que os seres humanos aprenderam a falar e pronunciar as palavras, o que para nós é um mistério implacável.
Nada sabemos do início da humanidade, só podemos imaginar a “Criação Divina” e os seres humanos dotados de um conhecimento maior do que os outros seres viventes, com certeza tinham outras armas para se comunicarem com os seus semelhantes.
Sabemos que em eras distintas, povos de outros lugares do centro da Europa, como eram melhores guerreiros, avançaram até a Península Ibérica, onde existiam assim podemos dizer Ibéricos, Lusitanos e outros, e como esses guerreiros chegavam à beira do Oceano Atlântico, no futuro Portugal, não tinham mais como avançar e ficavam por ali, envolvendo-se com essas tribos e consequentemente misturando o seu falar com esses povos ali acantonados.
Naturalmente não sabemos como aqueles povos falavam, visto que nada ficou registrado, porém por volta de aproximadamente uns 4 mil anos atrás esses povos da região central da Europa, Celtas, Godos, Visigodos, Álamos e outros povos fixando as suas populações na região da Península Ibérica, misturaram o seu falar com as línguas locais. A mais forte dessas línguas, que seria a dos Celtas, um povo mais culto e explorador de tudo, começou a fortalecer o falar nessas regiões e era um povo também conhecedor da “liga do ferro e ourives” e bem como, conheciam as minas de ferro, daí advém a palavra “ROCHA”, que veio dessa língua até os nossos dias, “ROCHA PEDRA DURA”.
Dessa forma, o palavreado já bastante misturado por tantas raças começou-se a formar outra língua, a Língua Celta, que com a Invasão Romana no Século III a.C. introduziram a sua Língua, o Latim, e evidentemente se o cidadão ficar em outro local que não fala a sua língua, após um período estará falando a outra língua ou uma mistura de línguas. E foi o que aconteceu, o povo mais inculto acabou falando o “Latim baixo” e os sacerdotes, professores e administradores o “Latim Clássico”, e isso foi aumentando com o decorrer de séculos e com a introdução do “Alfabeto latino” o ABCDÁRIO, ficou embora com nuances de modificações até a invasão dos MOUROS que vieram da África do Norte já no ano de 711 de nossa era, e aí começou nova modificação na língua que hoje falamos.
Os MOUROS, um povo também de uma cultura mais avançada, trouxeram os clássicos da língua Moura, a poesia e outras maravilhas, que com o decorrer dos anos o seu palavreado foi introduzido na já concebida “LÍNGUA LUSITANA ARCAICA”, a qual foi caminhando até os primórdios do Século XII, quando da criação do nosso PORTUGAL, por volta do ano de 1179, saído do CONDADO PORTUCALENSE. Aí firmou-se a LÍNGUA DO PORTUGUÊS ARCAICO, o seu palavreado era uma grande mistura de línguas, as quais vieram desse passado distante e recente.
Com a firmação do PORTUGAL, a Língua Portuguesa era pronunciada em forma ARCAICA, até o aparecimento do mestre da poesia, LUIZ VAZ DE CAMÕES, que com ele houve a fixação do Português moderno, decorrente até os nossos dias, evidentemente com algumas modificações perfeitamente concebíveis, visto que a língua é normalmente modificada nos seus itens, e isso em quaisquer línguas do nosso mundo.
Hoje falamos em PORTUGAL o Português Moderno e cabem às Universidades de Lisboa e do Rio de Janeiro planificarem as reformas linguísticas na nossa língua, uma vez que por índices o PORTUGUÊS é a 3ª língua do Mundo, tão somente abaixo do Chinês e Inglês, e falada em 8 países e alguns territórios por mais ou menos 300 milhões de pessoas, o que nos honra muito.
A Língua Portuguesa é uma das mais notáveis línguas da humanidade, ela tem palavras para indicações de quaisquer coisas e atos, e nós aqui no BRASIL temos que nos orgulhar por falarmos e escrevermos na mais moderna, mais linda, mais pronunciável das “línguas” faladas e escritas pela atual humanidade.

 

Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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