Sonia Freitas na comemoração do bicentenário do Comendador Montenegro na Lousã

Mundo Lusíada

 

2024 é o ano do bicentenário de nascimento de João Elisário de Carvalho Montenegro, que nasceu na Lousã em 1824, e contribuiu determinantemente para o desenvolvimento da cultura, educação e saúde no século XIX, nesse distrito de Coimbra.

Para celebrar os 200 anos de seu nascimento, em parceria com a Câmara Municipal da Lousã, a pesquisadora brasileira Sônia Freitas, autora da obra “Vida e Obra do Comendador Montenegro – Um Lousanense visionário no Brasil”, já lançado no Brasil e em Lousã em 2014, vai participar das comemorações.

Vai ser reposta a exposição “Vida e obra do Comendador Montenegro”, que foi idealizada no Brasil e organizada pela Câmara Municipal da Lousã/Biblioteca Municipal Comendador Montenegro em 2011, com materiais diversos relacionados com o Comendador e a Colónia Nova Louzã, com destaque para o livro de visitantes da Colónia, e que, por intermédio da Dr.ª Sônia Freitas, foi doado por familiares à Biblioteca Municipal Comendador Montenegro de Lousã.

Será ainda organizado em conjunto com a Dra. Sónia Freitas e Câmara Municipal da Lousã/Biblioteca Municipal Comendador Montenegro, um Encontro de pesquisadores aberto ao público, no espaço da Biblioteca no dia 22 de junho, sábado, a partir das 14h. Na escolha dos palestrantes, foram contempladas diferentes áreas de atuação (multidisciplinar) que possibilitam apresentar diferentes aspectos da história da Lousã e visões, com destaque para a segunda metade do século XIX, que é o período de maior atuação do Comendador Montenegro na Lousã.

Participam do evento Maria do Rosário Castiço de Campos, Professora Coordenadora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra Investigadora integrada do NIEFI – i2A (IPC) e colaboradora do CITUR-Coimbra e do CHSC- Universidade de Coimbra, abordando “O Hospital de S. João da Lousã e o Comendador Montenegro: perpetuar a memória, relembrando o passado”;

Paulo Carvalho, Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), Departamento de Geografia e Turismo, Faculdade de Letras – Universidade de Coimbra; José Avelino Gonçalves, Juiz Desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra; Hélder Bruno de Jesus Redes Martins, Doutor em Etnomusicologia pela Universidade de Aveiro, mestre em ciências musicais pela FLUC.

Sônia Maria de Freitas, Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo-USP, atuou como pesquisadora no Museu da Imagem e do Som e no Museu da Imigração, em São Paulo. Nos últimos 30 anos, tem se dedicado ao tema migrante em São Paulo, sobretudo, à imigração portuguesa e armênia. Além de participar de obras coletivas, possui artigos em revistas científicas no Brasil e no exterior.

Entre outros títulos, publicou Presença Portuguesa em São Paulo (São Paulo, 2006), Beneficência Portuguesa de São Paulo: Um Século e Meio Provendo Saúde (São Paulo, 2009), Vida e Obra do Comendador Montenegro: um lousanense visionário no Brasil (2013), Portugal (2014), A Saúde no Brasil: do descobrimento aos dias atuais (2014), e Presença armênia em São Paulo: imigração, negócios, identidade, religião e interação social (2019). Entrelaçando linhas e memórias: bordadeiras armênias em São Paulo (2023), com a comunicação “Os visitantes da Colônia Nova Louzã”.

“João Montenegro tornou-se um pioneiro na adoção da mão-de-obra assalariada em tempos de predomínio da escravidão e do regime de parceria nas relações de trabalho”, falou a pesquisadora em entrevista à agência Lusa.

Em 1867, Montenegro fundou a fazenda Nova Louzã em território do atual município de Espírito Santo do Pinhal, estado de São Paulo, onde empregou 29 trabalhadores, na sua maioria oriundos da Lousã e alguns do concelho vizinho de Miranda do Corvo.

“As suas ações benemerentes, educativas e culturais elevam-no a personagem mais importante da Lousã no século XIX e somam-se a eventos históricos importantes da história do Brasil”, realçou à Lusa Sónia Maria de Freitas.

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