Bolsonaro diz que falta pouco para acordo Mercosul-União Europeia

O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro são recebidos pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, e primeira-dama Juliana Awada. Foto Marcos Correa

Da Redação
Com EBC

O presidente Jair Bolsonaro afirmou no dia 6, em Buenos Aires, que “faltam pequenos detalhes” para a conclusão de um acordo comercial entre União Europeia e o Mercosul. O presidente brasileiro fez, nesta quinta-feira, sua primeira visita oficial à Argentina, onde se reuniu com o líder do país vizinho, Maurício Macri, na Casa Rosada, sede do Poder Executivo local.

“Faltam pequenos detalhes. É importante para os dois países. Tá faltando a questão dos vinhos, laticínios, algumas coisinhas que o Paulo Guedes já entrou em campo e nós vamos resolver essa questão para as próximas semanas”, disse Bolsonaro a jornalistas, após se reunir com Macri.

A União Europeia e o Mercosul (bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela – que está temporariamente suspensa) negociam um acordo de livre comércio há 20 anos. A assinatura foi adiada durante todo esse período em razão, principalmente, da resistência de setores industriais e agrícolas dos dois lados. A expectativa do governo brasileiro é de que um desfecho para a negociação posse ser alcançado ainda neste semestre.

Eleição
Bolsonaro conclamou os argentinos a votar com responsabilidade nas eleições presidenciais marcadas para outubro. “Muita razão e menos emoção”, disse, acrescentando que o Brasil quer continuar parceiro do país vizinho “na economia e na liberdade”.

“Conclamo ao povo argentino, que Deus abençoe a todos eles, porque terão pela frente eleições, e todos têm que ter, assim como no Brasil, grande parte [dos eleitores] teve, muita responsabilidade, muita razão e menos emoção para decidir o futuro desse país maravilhoso que é a Argentina”, disse, na declaração conjunta lida ao lado do presidente Mauricio Macri.

“Nós queremos continuar parceiros na economia e na liberdade, valor esse que não podemos abrir mão. Que os argentinos possam escolher o melhor, porque dessa forma teremos paz, prosperidade e alegrias entre nossos povos”, completou.

Em sua declaração, o presidente Mauricio Macri disse que, durante a conversa com Bolsonaro, eles ratificaram o compromisso de continuar trabalhando para restabelecer a democracia na Venezuela e fortalecer as instituições e os sistemas democráticos de Brasil e Argentina.

Em meio a um agravamento da crise econômica da Argentina, Macri anunciou que tentará sua reeleição em outubro. Em declarações recentes, o presidente brasileiro tem criticado a possibilidade de setores de esquerda voltarem ao poder no país. Bolsonaro reafirmou que “toda a América do Sul está preocupada que não tenhamos novas Venezuelas na região”, em menção à grave crise venezuelana e ao governo de Nicolás Maduro.

Venezuela
Bolsonaro também voltou a falar sobre a situação da Venezuela, um dos temas tratados entre ele e Maurício Macri durante a reunião que tiveram. Os dois presidentes não reconhecem o governo de Nicolás Maduro e, desde o início do ano, consideram como líder legítimo do país o autoproclamado presidente venezuelano Juan Guaidó, que é o líder da Assembleia Nacional do país.

“É difícil você acabar com uma ditadura. Lá, a gente espera que haja uma rachadura na cúpula do Exército venezuelano, caso contrário fica complicado trazer a normalidade para a região”, disse o presidente brasileiro.

Ainda segundo Bolsonaro, está sendo acertada, durante o encontro do G20 (grupo que reúne os líderes das 20 nações mais ricas do mundo) uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os presidentes dos quatro países da América do Sul integram o G20 (Brasil, Argentina, Chile e México). O encontro ocorrerá nos dias 28 e 29 de junho, no Japão.

Um outro assunto abordado na Argentina pelo presidente brasileiro foi a ideia de uma moeda única na região, o peso real seria um desejo dos argentinos. Bolsonaro deu como exemplo a moeda única na União Europeia, e disse que a medida está sendo avaliada pelo ministro da Economia Paulo Guedes. “Quem está querendo são eles, os argentinos estão animadíssimos. Nós estamos pensando, conversando e conjecturando. Eles abraçaram, aparentemente, a ideia”, disse Bolsonaro ao G1.

Em nota, o Banco Central divulgou que não há projetos ou estudos sobre o tema. “Há tão somente, como é natural na relação entre parceiros, diálogos sobre estabilidade macroeconômica, bem como debates acerca de redução de riscos e vulnerabilidades e fortalecimento institucional” declarou.

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