Na China, presidente destaca obra da Escola Portuguesa de Macau

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa durante a visita à Escola Portuguesa de Macau, 1 de maio de 2019. CARMO CORREIA/LUSA

Da Redação
Com Lusa

Em visita a China, o Presidente de Portugal destacou dia 01 a obra e a importância da Escola Portuguesa de Macau, onde foi recebido com entusiasmo pelos alunos, e adiantou que a construção de um novo polo vai arrancar ainda este ano.

“Uma grande escola merece um grande presente”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, perante centenas de alunos e professores, revelando que a escola “vai ser maior”, com a construção de um segundo polo que “vai arrancar” já em 2019.

O chefe de Estado já tinha anunciado, na recepção à comunidade portuguesa, mas sem adiantar datas, que o Governo de Macau vai apoiar um novo polo da Escola Portuguesa, cujo projeto educativo alia um desenho curricular português ao ensino do mandarim.

Depois de uma série de ‘performances’ protagonizadas pelos alunos, Marcelo Rebelo de Sousa, que terminou nesta quarta-feira a visita de Estado à China, congratulou-se com a quantidade de alunos a aprender português no território.

“Há 45 escolas primárias e secundárias a ensinar português em Macau, há milhares de alunos a aprender português”, sublinhou. De acordo com os últimos dados do Governo local, existem pelo menos 4.500 alunos do ensino não superior a aprender português em Macau.

Momentos antes de se ouvir o hino nacional, “A Portuguesa”, Marcelo Rebelo de Sousa frisou a história e a amizade travada entre a China e Portugal a partir deste pequeno território, que celebra este ano o 20.º aniversário da transferência da administração.

“Em Macau, onde se encontram há tantos séculos a China e Portugal, há muitos séculos construímos uma amizade, somos irmãos, vivemos felizes”, referiu o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa terminou a intervenção, exclamando: “Viva Macau! Viva a China! E viva Portugal, o melhor país do mundo”.

Depois das palavras do Presidente, cuja visita a Macau quase não conheceu intervalos, três alunas da Escola Portuguesa afirmaram, em declarações à Lusa, estarem satisfeitas com a visita e o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionada sobre a impressão que tinha do chefe de Estado antes da visita a Macau, Mafalda Yun respondeu, sem pensar: “interessante e progressivo”. A aluna considerou ainda que a intervenção “correspondeu às expectativas”.

Já Francisca Matos confessou ter ficado “muito feliz e emocionada” quando soube que o Presidente vinha a Macau, e não escondeu a emoção de o “poder abraçar”.

A “afetividade” do Presidente também não surpreendeu Melissa Marques – que já o tinha visto em Angola – e achou a intervenção “muito interessante”.

Ensino na China

O ainda destacou em Macau a assinatura de um acordo que vai permitir uma representação do Instituto Português do Oriente (IPOR) em Pequim para o ensino do português na China continental.

“Acabou de ser assinado um acordo que vai permitir uma antena do Instituto Português do Oriente em Pequim para o ensino do português na China continental. Toda. E não especificamente apenas na Região Administrativa Especial de Macau”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou terem sido dados “passos muito concretos” num domínio que é estratégico e “portanto futuro” – a língua portuguesa e a educação -, mas também noutro domínio estratégico que é economia e finanças, numa altura em que Macau assinala os 20 anos da transferência de administração de Portugal para a China.

“É mais importante a aposta na educação, na língua portuguesa, na cultura portuguesa, no mandarim e no seu ensino em escolas portuguesas e no intercâmbio cultural porque tem efeitos de médio e longo prazo em muitas gerações, do que os muitos importantes passos dados em matéria econômica e financeira” durante esta visita, disse.

Por outro lado, o chefe de Estado português sublinhou que, até final do ano, 48 universidades da China vão estar a ensinar português. Só em Macau, há 45 escolas primárias e básicas a ensinar português, lembrou.

Em Macau, houve também “razões de superação de expetativas”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, destacando como a mais importante o anúncio do Governo da região administrativa especial chinesa de que vai apoiar a expansão da Escola Portuguesa de Macau (EPM), “uma pretensão de muitos anos”.

Antes, Marcelo Rebelo de Sousa visitou o consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong e o IPOR, situado no mesmo edifício.

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