Escolhas da direção do PSD divide o partido não só no Brasil, onde secções foram encerradas

Mundo Lusíada/Arquivo: Carlos Páscoa e Rui Rio em Santos-SP

Mundo Lusíada

O processo de escolha de candidatos do PSD às legislativas de outubro desagradou muita gente do próprio partido, ao ponto de provocar renúncias em secções importantes como São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas os descontentamentos não ficaram apenas no Brasil, o partido enfrenta demissões nas estruturas de Leiria e de Aveiro. Segundo o luso carioca Carlos Páscoa, a situação é a mesma na Secção de Toronto (Canadá) que foi encerrada.

Além do Rio a Secção de São Paulo também, onde ocorreu renúncia de toda a Secção. “É importante ressaltar que este movimento não tem relação com nomes [os escolhidos pelo partido] mas sim com os critérios”, referiu Páscoa em uma rede social.

Páscoa já tinha se manifestado contra seu próprio partido há dias, quando falou da “revolta” pela falta de critério do PSD na escolha de nomes para o círculo de fora da Europa. Segundo ele a “revolta” sente-se sobretudo nas secções de Santos e Rio de Janeiro, “com várias desfiliações para apoiarem candidaturas de outros partidos”.

Segundo integrantes do PSD, foi um erro estratégico da liderança do partido a exclusão de nomes de apoiadores que, até então, faziam trabalhos “ímpares” e que, em vez de serem prestigiados, teriam sido “traídos” pela liderança, correndo-se o risco, inclusive, do partido perder seu DNA.

No Rio de Janeiro o presidente e o vice-presidente da secção local, Ângelo Leite Horto e Flávio Alves Martins, falam em “traição” e pediram a renúncia aos cargos, de uma forma “irrevogável”.

Uma carta teria sido enviada ao presidente Rui Rio, e ao secretário-geral, José Silvano, pela secção do PSD do Rio de Janeiro, na qual declarou “repúdio” e total “recusa” ao processo de escolhas das listas de candidaturas.

Conforme a imprensa portuguesa, “o processo traduziu-se em algo privado, autoritário, equivocado e desconhecedor das comunidades portuguesas e do trabalho feito pelas secções do PSD no estrangeiro, o que danificará seriamente décadas de ligação das nossas comunidades ao PSD, desde a redemocratização”, diz a carta de 05 agosto.

O então deputado Carlos Páscoa foi substituído por Jerónimo Rodrigues Lopes no segundo lugar de uma lista encabeçada pelo deputado José Cesário.

Membros (agora ex-membros) do partido no Rio asseguram que a “traição” atribuída a Rui Rio, não será esquecida, e por isso suspenderam suas atividades partidárias, ocasionando renúncias de Ângelo Horto e Flávio Martins.

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