Eleições: Mais de 56 mil pessoas pediram para votar antecipadamente

Da Redação
Com Lusa

Mais de 56 mil pessoas pediram, entre domingo e quinta-feira, para votar antecipadamente nas eleições legislativas, sendo Lisboa o distrito com mais pedidos, segundo informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

De acordo com o relatório disponível no portal da SGMAI, o número total de eleitores que solicitaram o voto antecipado em Portugal continental e nas regiões autônomas da Madeira e dos Açores é de 56 287.

Apesar de alguns segmentos da população, como os presos ou doentes internados, já poderem votar antecipadamente, este mecanismo apenas foi disponibilizado a todos os portugueses, que estejam recenseados em território nacional, nas últimas eleições europeias de 26 de maio.

De acordo com a informação disponível no site da Comissão Nacional de Eleições (CNE), o sufrágio antecipado em mobilidade pode ser feito neste domingo, dia 29, em “qualquer capital de distrito no continente ou de cada uma das ilhas das Regiões Autônomas”.

Por exemplo, um eleitor de Viana do Castelo não puder votar em 6 de outubro – e não precisa dar justificação – pode pedir para votar na semana anterior e escolher onde pretende fazê-lo, no seu círculo eleitoral ou em qualquer outro à sua escolha. O boletim de voto corresponderá ao do seu círculo.

Lisboa é o distrito com mais pedidos de voto antecipado em mobilidade (21 600), seguido pelo Porto (9 338) e Coimbra (3 045). O distrito em Portugal continental onde menos pessoas solicitaram o voto antecipado foi Portalegre, com 399 pedidos.

Em relação às regiões autônomas, a ilha da Madeira foi a que registou mais pedidos de votação antecipada (1 120), seguida pela ilha de São Miguel (545), nos Açores. A ilha do Corvo, também no arquipélago dos Açores, foi a que registou menos pedidos, apenas quatro — o mesmo número de inscrições que nas europeias.

As pessoas que pediram para votar antecipadamente em mobilidade representam 0,60% dos portugueses recenseados em território nacional, de um total de 9 343 908 eleitores.

Um eleitor que se tenha inscrito para votar antecipadamente, mas que não consiga votar este domingo, ainda pode exercer o direito de voto no próprio dia das eleições legislativas, 06 de outubro, “na assembleia ou secção de voto onde se encontra recenseada”.

Os eleitores com capacidade eleitoral ativa são 10 810 662, dos quais 1 466 754 são eleitores residentes no estrangeiro.

Deste total de mais de 1,4 milhões eleitores que vivem fora de Portugal, 571 164 são residentes fora da Europa e 895.590 estão inscritos como residentes na Europa, segundo os dados publicados no site da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna.

Nas europeias, em especial em Lisboa e no Porto, formaram-se filas, com tempos de espera, por vezes de 40 minutos, o que originou protestos dos eleitores e depois críticas de vários partidos.

No início de setembro, o Governo anunciou que para tentar evitar problemas idênticos das europeias as mesas de voto vão funcionar em locais maiores, a Reitoria da Universidade de Lisboa e o pavilhão do Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto. Além do mais, para evitar a formação de filas, cada mesa terá 500 eleitores em vez dos habituais 1500.

Voto em branco

A percentagem de votos em branco nas eleições legislativas quase duplicou nos últimos 20 anos, passando de 1,1% para 2,1%, de acordo uma tabela divulgada hoje pela Pordata.

No “BI Especial Eleições Legislativas”, o projeto da Fundação Francisco Manuel dos Santos disponibiliza um conjunto de 60 indicadores que fazem o retrato de 20 anos de eleições em Portugal, entre 1999 e 2018.

O quadro da Pordata reúne dados de diversas áreas como a população, a educação, a saúde e o emprego.

Além da quase duplicação da percentagem de votos em branco, a entidade revela também que há um crescimento de 0,7 pontos percentuais de votos nulos, desde 1999, de 1,0% para 1,7%.

O mesmo estudo indica que a percentagem de mulheres eleitas deputadas quase duplicou em 20 anos, tendo passado de 17,4 %, em 1999, para 33%, em 2015, o que corresponde a um terço dos 230 deputados da Assembleia da República, atualmente.

As legislativas para eleger os 230 deputados à Assembleia da República estão marcadas para 06 de outubro. Concorrem a esta eleição, a 16.ª em democracia, um número recorde de forças políticas – 20 partidos e uma coligação.

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