Secretário da ONU envia condolências ao Brasil após chuvas matarem dezenas de pessoas

Da Redação
Com agencias

Nesta quarta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, enviou condolências ao Brasil, atingido por tempestades que afetam principalmente a região sudeste e que já deixaram dezenas de mortos.

Em declarações aos jornalistas na sede da ONU em Nova Iorque, nos Estados Unidos, Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral, disse que as Nações Unidas estão em contato com o Governo brasileiro e prontas para apoiar o país.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, enviou uma carta de condolências ao Governo do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e ao povo do país sul-americano.

Fortes chuvas que caem na região sudeste do Brasil desde a semana passada provocaram deslizamentos de terra, inundações e mataram pelo menos nove pessoas no estado do Espírito Santo e outras 54 em Minas Gerais.

Milhares de pessoas foram retiradas das suas casas para abrigos e outros locais seguros nas áreas mais afetadas.

Em Minas

Um dos locais mais críticos, o número de mortes por causa das chuvas em Minas Gerais subiu para 55, conforme atualização da Defesa Civil estadual divulgada no início da noite desta quarta-feira. Até o balanço de meio do dia, eram 53 óbitos. As mortes ocorreram em 19 cidades, a maioria na capital, Belo Horizonte (13).

A maior parte das mortes (42) foi causada por soterramentos, deslizamentos e desabamentos. Nove pessoas foram arrastadas pelas águas e quatro morreram por afogamento. Um homem está desaparecido na cidade de Conselheiro Lafaiete. Há 65 pessoas feridas.

Até o momento, 53.309 pessoas foram afetadas pelos estragos. O número de desalojados totalizou 44.929 e o de desabrigados, 8.529. São consideradas desalojadas as pessoas que tiveram de deixar suas casas e se abrigar na casa de parentes e amigos ou buscar outras opções temporárias. Já os desabrigados são aqueles que estão acomodados provisoriamente em locais públicos improvisados – na maioria dos casos, em escolas ou igrejas.

Em todo o estado, 137 cidades tiveram a situação de emergência decretada. Ontem o número era de 121. Cinco municípios estão em estado de calamidade pública: Orizânia, Ibirité, Catas Altas, Taparuba e Muriaé.

Em Belo Horizonte, as chuvas bateram o recorde de maior temporal da história da capital. Na noite do dia 28, em três horas, o volume de água chegou a 183mm. A onda de temporais teve início na semana passada e vem castigando principalmente a região metropolitana e a região leste do estado.

Em entrevista coletiva, o governado Romeu Zema anunciou novas medidas de resposta aos danos causados pela chuva, como o adiantamento de parcelas de repasses financeiros devidos a municípios. Zema acrescentou que o governo federal poderá disponibilizar recursos adicionais aos municípios atingidos.

O Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais lançou uma linha de financiamento de capital de giro para atender pequenos e micro empresários. O programa disponibilizará recursos com taxas de 0,83% ao mês e prazo de quitação de até 48 meses.

Equipes da Defesa Civil de São Paulo chegaram a Minas Gerais para auxiliar no apoio às vítimas e combate aos efeitos dos temporais. Técnicos, engenheiros e geólogos do estado vizinho atuarão nos atendimentos na parte técnica e burocrática, ajudando municípios em estado de emergência.

A prefeitura de Belo Horizonte informou que irá dobrar o efetivo de trabalhadores atuando no combate aos efeitos das chuvas. A prioridade, conforme a administração municipal, é a limpeza da capital diante da lama provocada pelos temporais. Parques e equipamentos culturais municipais, como o Jardim Zoológico e o Jardim Botânico, ficarão fechados até domingo (2).

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