Saúde divulga cartilha com resultados de pesquisa sobre dieta para cardíacos

Da Redação

Os resultados da pesquisa brasileira sobre alimentação cardioprotetora  originaram duas cartilhas disponíveis na internet. O material orienta tanta a população quanto os profissionais da área da saúde em como realizar ou recomendar uma alimentação que diminua os riscos cardíacos.

A pesquisa foi aplicada em 40 centros de referência em cardiologia nas cinco regiões do Brasil. Trata-se do maior estudo clínico comparativo realizado em nutrição no Brasil com pacientes cardíacos.

O material foi elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital do Coração (HCor) de São Paulo. A cartilha segue as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira e o Manual de orientações para profissionais de Saúde da Atenção Básica – Alimentação Cardioprotetora.

A Univali foi a única universidade catarinense a participar do estudo encabeçado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração (HCor) e pelo Ministério da Saúde, que analisou os efeitos de uma dieta brasileira para pessoas com doenças cardiovasculares.

No total, 54 pacientes – com mais de 45 anos e cardiopatas – foram acompanhados, pelo período de quatro anos, por uma equipe formada por nutricionistas, enfermeiros e médicos. Metade deles seguiu a dieta cardioprotetora e outros 50% alimentaram-se conforme orientações que já são de rotina no sistema de saúde.

Guia alimentar

O guia alimentar para a população brasileira preconiza uma alimentação saudável composta por alimentos essencialmente naturais. As cartilhas apontam alimentos benéficos para a saúde do coração e agregam receitas do cotidiano brasileiro, respeitando as peculiaridades culinárias regionais.

Antes, a maioria das dietas eram baseadas principalmente na dieta mediterrânea que inclui produtos que não são tipicamente brasileiros. A nova proposta foca nos alimentos nacionais e de fácil acesso.

Nas cartilhas, a alimentação cardioprotetora, também chamada de Dica BR, é simbolizada pela bandeira do Brasil e dividida em grupos alimentares de acordo com as cores da bandeira: verde, amarela e azul. A bandeira do Brasil tem sua maior área representada pela cor verde, seguida pela amarela e pela azul. Assim, o consumo dos grupos alimentares deve seguir a mesma lógica das cores da bandeira.

No grupo verde estão verduras, frutas, leguminosas, leite e iogurte sem gorduras. Já no amarelo constam itens como os pães, cereais, macarrão, tubérculos cozidos, entre outros.

O grupo azul reúne alimentos que devem ser consumidos em menor quantidade, como carnes, ovos, queijos brancos e amarelos, e doces caseiros.

Há ainda o grupo vermelho, que indica uma lista de produtos que devem ser evitados pelos cardiopatas. O grupo vermelho é composto por alimentos ultraprocessados, com aditivos químicos como conservantes, estabilizantes, corantes, edulcorantes e aromatizantes, além de excesso de alguns ingredientes, como gordura vegetal hidrogenada, açúcar e sódio (sal).

Estão nessa lista de não recomendados produtos como macarrão instantâneo; biscoitos e bolachas; sucos industrializados
(em pó ou de caixinha); refrigerantes; linguiça; nuggets, hambúrguer congelado; achocolatado em pó; salsicha; refeições prontas, molhos industrializados (ketchup e mostarda); sorvete e outros.

Além de dicas brasileiras para cada uma das refeições, as cartilhas destacam outras práticas alimentares saudáveis. A cartilha completa (em pdf) está disponível no site >>

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