Projeto internacional vai cuidar do rio Douro nos próximos cinco anos

Da Redação
Com Lusa

O projeto Rede Douro Vivo (RDV), apresentado nesta terça-feira no Porto, visa promover rios livres e limpos e terá uma duração de cinco anos, abrangendo toda a bacia hidrográfica daquele curso de água.

“Considerar alternativas à construção de novas barragens, analisar e compreender quais as barragens ainda úteis, promovendo a remoção das inúteis” são metas do projeto, disse à Lusa Ana Brazão, do Grupo de Estudos e Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA).

Pretende-se, de igual modo, propor medidas para que as barragens “melhorem o desempenho ambiental” e para “assegurar a criação do estatuto de conservação para rios ou trechos que ainda se encontrem em estado livre”.

A rede “irá trabalhar com as comunidades na promoção de uma gestão integrada de recursos hídricos” e resulta de uma “parceria multidisciplinar de cientistas, ambientalistas, conservacionistas e especialistas na área jurídica e de participação pública, nacionais e internacionais”, explicou.

“Queremos criar uma reserva natural na bacia do Douro. Dar-lhe a oportunidade de ser um caso de estudo exemplar para o resto dos rios que partilhamos com Espanha”, afirmou a também coordenadora do projeto.

O financiamento, “na parte que diz respeito aos estudos da academia, será suportado pela fundação suíça para a conservação da natureza (MAVA), surgindo o resto de outros projetos que cada uma das organizações parceiras já desenvolve”, informou a responsável do GEOTA.

“Trata-se de um projeto novo em Portugal, não só pela sua dimensão, mas também pelos parceiros, pelo horizonte temporal que vamos ter, pela forte componente académica e por ter como unidade de estudo uma bacia hidrográfica”, argumentou.

“É um exemplo para nós e para outros países”, continuou.

O projeto liderado pelo GEOTA tem, entre outros parceiros, a IUCN-Med (International Union for Conservation of Nature – Centre for Mediterranean Cooperation), a WE-EA (Wetlands International – European Association), a ANP|WWF Portugal, a LPN (Liga para a Proteção da Natureza), a Rede INDUCAR, o CEDOUA-UC (Centro de Estudos de Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente – Universidade de Coimbra).

Faz também parte o consórcio de membros acadêmico composto pelo CIMO-IPB (Centro de Investigação de Montanha – Instituto Politécnico de Bragança), o CITAB-UTAD (Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), o CIBIO-UP (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos – Universidade do Porto) e a FCT-UNL (Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade Nova de Lisboa).

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