Portugueses retidos na China avisados que voo foi adiado para sábado

Da Redação
Com Lusa

Os 17 portugueses retidos em Wuhan, cidade chinesa colocada sob quarentena, foram notificados que o voo a partir do qual estava planejado serem retirados nesta sexta-feira foi adiado para sábado, disseram à Lusa.

Governo confirma que China autorizou repatriamento de portugueses em Wuhan

O voo, que partiu na quinta-feira de Portugal rumo a Paris, e de onde deveria ter saído rumo a Hanói e depois a Wuhan, no centro da China, para resgatar cidadãos europeus, incluindo os 17 portugueses, aguarda na França autorização das autoridades chinesas para partir.

Os casos suspeitos de coronavírus detectados em Portugal devem ser colocados numa área de isolamento e os profissionais de saúde devem usar equipamentos de proteção individual.

A Direção-geral da Saúde (DGS) emitiu na quinta-feira ao fim do dia um documento com orientações para profissionais do sistema de saúde em Portugal para a prevenção e controle da infecção pelo novo coronavírus detetado na China e que infetou já cerca de 10 mil pessoas.

Perante um caso suspeito, o potencial doente deve ser colocado numa área de isolamento (um quarto, uma sala ou um gabinete), que permita distanciamento social em relação aos restantes utentes ou doentes.

A DGS apela a que as unidades de saúde afixem, em locais visíveis, cartazes que alertem os utentes para a necessidade de informar o segurança ou administrativo no caso de terem viajado nos últimos 14 dias de Wuhan, da província de Hubei ou de áreas afetadas pelo novo coronavírus e terem sintomas de infeção respiratória.

Os profissionais de saúde devem aplicar aos casos suspeitos as medidas de controle de infecção a partir logo do momento da admissão do caso na unidade de saúde.

Na orientação emitida, a DGS indica que os profissionais da triagem ou na inscrição dos utentes devem ser orientados e treinados para a detecção precoce de um possível caso suspeito.

Os casos suspeitos devem ficar internados, em hospitais de referência, num quarto individual de isolamento com pressão negativa e casa de banho privativa.

Se o caso suspeito estiver num hospital de segunda linha, sem área de isolamento com pressão negativa, o potencial doente deve ser colocado num quarto individual com sistema de ventilação.

As unidades de saúde devem colocar profissionais dedicados exclusivamente à prestação de cuidados do caso, restringir visitas e manter o registo de todas as pessoas que entrem na área onde o potencial doente está isolado.

Perante um caso suspeito, a DGS define que as unidades de saúde devem promover o uso de equipamento de proteção individual.

O profissional de triagem deve dar uma máscara cirúrgica ao doente suspeito, acompanhá-lo para um sítio afastado dos outros utentes, se possível para a área de isolamento definida no plano de contingência da instituição, evitando a passagem por sítios com aglomeração de pessoas.

A Organização Mundial de Saúde declarou na quinta-feira emergência de saúde pública internacional o surto do novo coronavírus na China.

Pesquisa

A União Europeia (UE) vai mobilizar 10 milhões de euros do programa comunitário de inovação, Horizonte 2020, para apoiar pesquisas de possíveis tratamentos e vacinas para o novo coronavírus, segundo a Comissão Europeia.

Em causa está uma “convocatória de emergência” lançada pelo executivo comunitário para projetos de investigação sobre esta nova epidemia, que visam contribuir “para um tratamento clínico mais eficiente dos pacientes infetados pelo vírus, além de melhorar a preparação e as respostas de saúde pública”, explica a Comissão em comunicado.

O objetivo é “desenvolver novos tratamentos e vacinas”, refere a comissária europeia para a Inovação, Mariya Gabriel, citada na nota.

A verba anunciada, de cerca de 10 milhões de euros, visa apoiar dois a quatro projetos de pesquisa, sendo que os interessados devem apresentar a sua candidatura até 12 de fevereiro.

O Reino Unido confirmou nesta sexta-feira dois casos de infecção pelo novo coronavírus. Além deste país, foram detectados casos em mais quatro Estados-membros da UE – França, Alemanha, Finlândia e Itália.

A China elevou para 213 mortos e quase 10 mil infetados o balanço do surto. Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 50 casos de infeção confirmados em 20 outros países – Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Austrália, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Filipinas e Índia.

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