Portugal anuncia novas medidas para conter aumento de casos

Mundo Lusíada com Lusa

O Conselho de Ministros aprovou novas medidas para conter a pandemia, um dia depois de ter ouvido os especialistas e numa altura em Portugal bate recordes de infecções, mas com a pressão hospitalar controlada.

A reunião do executivo de António Costa decorreu cerca de duas semanas após o Conselho de Ministros de 21 de dezembro que aprovou novas restrições e antecipou outras medidas para responder ao agravamento da pandemia da covid-19, devido à variante Ómicron do coronavírus, mais transmissível do que a Delta.

Desde esta data, em que se registraram 5.754 casos, o número de infecções disparou significativamente em Portugal, ultrapassando mesmo as 30 mil em 31 de dezembro e com vários dias acima das 20 mil. Na quarta-feira, registrou-se um novo máximo de 39.570 infecções.

Além do teletrabalho ter passado a ser obrigatório, o Governo antecipou o encerramento de creches e ateliês de tempos livres, assim como de discotecas e bares com espaço de dança, mas prevendo apoios para as famílias e para as empresas.

“Não estamos numa situação de pressão sobre os internamentos, quer em cuidados gerais, quer em cuidados intensivos. Temos neste momento no nosso sistema hospitalar cerca de 16 mil pessoas internadas e menos de 10% são doentes covid-19”, afirmou o líder do executivo no final da conferência.

Segundo o primeiro-ministro, em termos de condições sanitárias, o país atravessa “neste momento, felizmente, uma situação tranquila”.

“Caso a situação se alterar essa situação, teremos sempre em conta os diferentes indicadores, que tem a ver com a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde”, ressalvou, já depois de ter defendido que, face aos indicadores disponíveis, “há condições para se avançar com cautela” no levantamento de restrições.

Comércio

Os estabelecimentos comerciais podem avançar com saldos e promoções a partir do dia 10, mas mantém a restrição de um cliente por cada cinco metros quadrados, anunciou o primeiro-ministro.

“Nos estabelecimentos comerciais vão acabar as proteções de saldos e promoções, mas vai manter-se uma limitação de uma pessoa por cada cinco metros quadrados, que era uma limitação que já existia no passado”, anunciou o primeiro-ministro no final do Conselho de Ministro.

Desta forma, a lotação das lojas e espaços comerciais é de uma pessoa por cada cinco metros quadrado.

O teletrabalho vai continuar obrigatório até 14 de janeiro, sendo recomendado a partir dessa data, no âmbito das medidas anunciadas.

Escolas

As escolas vão reabrir na próxima segunda-feira, tal como estava previsto, anunciou primeiro-ministro.

Discotecas bares

As discotecas e os bares do território continental vão poder reabrir no dia 14 de janeiro, mantendo-se a exigência de um teste à covid-19 negativo para acesso a estes espaços, anunciou António Costa.

A reabertura na sexta-feira da próxima semana é acompanhada da “proibição de consumo de bebidas alcoólicas na via pública”, referiu o governante.

No âmbito da contenção da pandemia de covid-19, com maiores restrições no período do Natal e da passagem do ano, os espaços de diversão noturna (bares, estabelecimentos de bebidas sem espetáculo e estabelecimentos com espaço de dança) estão fechados desde as 00:00 do dia 25 de dezembro, prevendo-se então que a medida durasse até 09 de janeiro, inclusive.

Certificado

O acesso a eventos culturais fica dependente, a partir de segunda-feira, da apresentação de certificado digital, sendo obrigatório teste negativo para quem não tenha reforço de vacinação no caso de grandes eventos, eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados.

Os certificados digitais a que o primeiro-ministro se referia são de vacinação e de realização de teste com resultado negativo.

Além disso, será exigido teste negativo obrigatório para acesso a grandes eventos, eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados, bem como a recintos desportivos (no caso destes últimos “salvo decisão da Direção-Geral da Saúde”) a quem não tem dose de reforço há mais de 14 dias.

Isento de testes

As pessoas com dose de reforço da vacina contra a covid-19 há mais de 14 dias vão passar a ficar isentos de testagem para determinados locais e atividades.

“O Governo entende que todas as pessoas que tenham a dose de reforço há mais de 14 dias deixarão de ter de fazer teste” para ter acesso a diversos locais ou atividades, anunciou Costa.

Segundo o primeiro-ministro, trata-se de “um incentivo” às pessoas que estão em condições de ter acesso à dose de reforço.

Números covid

Portugal registrou 39.074 novas infecções com o coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, mais 25 mortes associadas à covid-19 e um aumento nos internamentos, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

O relatório da situação epidemiológica da DGS aponta um novo aumento do número de pessoas internadas em enfermaria, contabilizando hoje 1.311 internamentos em enfermaria, mais 60 do que na quarta-feira, e mais 15 nas unidades de cuidados intensivos, totalizando agora 158.

Os casos ativos voltaram a aumentar nas últimas 24 horas, totalizando 247.440, mais 8.342 do que na quarta-feira, e recuperaram da doença 30.707 pessoas, o que aumenta o total nacional de recuperados para 1.272.556.

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