Polícia portuguesa faz buscas por suspeitas de fraude na obtenção de subsídios

Da Redação
Com Lusa

A Polícia Judiciária (PJ) de Portugal realizou nesta quinta-feira mais de 20 buscas em todo o país por suspeitas de fraude na obtenção de subsídios, fraude fiscal e lavagem de dinheiro, e constituiu 19 acusados.

Fonte da PJ adiantou à agência Lusa que a operação é da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) e está relacionada com uma investigação que teve início há cerca de dois anos.

Em causa estão suspeitas de fraude na obtenção de subsídios comunitários, fraude fiscal, fraude e lavagem de dinheiro e falsificação de documentos.

Na operação estão envolvidos cerca de 100 operacionais, entre os quais elementos da UNCC, da PJ do Porto, Faro e Lisboa e ainda três magistrados do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e dois funcionários da Autoridade Tributária.

A operação de hoje vem no seguimento de uma outra realizada em maio de 2017 na qual foram realizadas 54 buscas, algumas na fora de território nacional e constituídos 52 arguidos, afirma o DCIAP.

No total o inquérito tem, neste momento, 73 acusados.

Em 2017 a PJ explicou que a investigação estava relacionada com suspeitas de fraude que consistia “na sobrefaturação de máquinas e equipamento com vista ao inflacionamento de incentivos a receber no âmbito do QREN [Quadro Estratégico de Referência Nacional]”.

O chefe de gabinete do secretário de Estado da Proteção Civil pediu hoje a exoneração de funções após ter sido constituído acusado, o que foi aceite, anunciou o Ministério da Administração Interna.

“Na sequência da constituição como arguido em processo relativo à sua atividade profissional anterior ao exercício de funções no Gabinete do secretário de Estado da Proteção Civil, o dr. Adelino Gonçalves Mendes pediu a exoneração das funções de chefe do gabinete”, refere uma nota do Ministério.

Segundo a mesma nota, “o pedido foi aceite pelo secretário de Estado da Proteção Civil”, José Artur Neves.

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