Polícia Federal deflagra operação de combate ao tráfico de drogas para Portugal

Da Redação

Neste 04 de março, a Polícia Federal deflagrou a Operação Ikaro II, segunda fase da operação na Bahia. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas.

Mais de 50 policiais federais deram cumprimento a cinco mandados de prisão (duas preventivas e três temporárias) e a 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador.

As ações ocorrem em Salvador, Lauro de Freitas e Porto Seguro, na Bahia; e em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, na divisa com o Paraguai. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de valores depositados em contas bancárias em nome de 11 pessoas físicas e jurídicas investigadas.

De acordo com o que foi apurado, o grupo usava o modal aéreo, cujo principal modus operandi era a cooptação de “mulas” para realização do transporte em voos comerciais para a Europa. A droga, geralmente, era escondida em bagagens. Entre os meses de janeiro e fevereiro do ano de 2020, foram realizadas sete prisões em flagrante nos Aeroportos Internacionais Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, e Antônio Carlos Jobim – Galeão, no Rio de Janeiro. Na maioria dos casos, tratava-se de casais tentando transportar cocaína para Lisboa, Portugal, de forma oculta em suas malas.

A semelhança do modo de atuação e das circunstâncias levaram à identificação do envolvimento de uma mesma organização criminosa em todos os casos, cujos integrantes estão sendo alvo das medidas judiciais cumpridas na presente data. A operação conta com o apoio da Polícia Militar do Estado da Bahia, já que um dos investigados, com prisão preventiva decretada, era Policial Militar até janeiro deste ano.

As prisões de novos integrantes da organização criminosa decorrem da análise do material apreendido na primeira fase da operação, deflagrada em junho passado, e da identificação da movimentação de valores realizado entre os investigados para concretizar a prática da atividade criminosa.

Segundo a PF, os investigados serão indiciados pelos crimes de organização criminosa e tráfico internacional de drogas.

Apesar de não ter produção própria de cocaína, o Brasil é um dos principais pontos de passagem da droga proveniente de outros países da América Latina, com destino à Europa, e Portugal tem-se tornado porta de embarque de estupefacientes para o continente europeu.

Na terça-feira, o ministro brasileiro das Relações Exteriores disse em entrevista à Lusa que tem como prioridade aumentar a cooperação com a Europa contra o narcotráfico, mas recusou que o país seja o problema das rotas para o continente europeu.

Questionado sobre a recente apreensão, na Bahia, de mais de 500 quilogramas de cocaína na fuselagem de um jato privado com destino a Portugal, cuja lista de passageiros integrava João Loureiro, antigo presidente do Boavista, o ministro Ernesto Araújo salientou que também a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve fazer um maior esforço conjunto no combate ao crime organizado.

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