Polícia detém casal no Grande Porto suspeito do tráfico de recém-nascidos

Da redação
Com Lusa

A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte, deteve dois suspeitos, com 41 e 45 anos de idade e residentes no Grande Porto da prática de crimes de tráfico de recém-nascidos.

Em comunicado, a PJ acrescenta que no âmbito do inquérito titulado pelo DIAP-Porto, no cumprimento de mandados de detenção judicial, “procedeu à identificação e detenção de uma cidadã estrangeira e de um cidadão nacional, indiciados da prática de quatro crimes de tráfico de seres humanos, concretizados na alienação de crianças recém-nascidas, bem como de igual número de crimes de falsificação de documentos autênticos”.

Os detidos, acrescenta a nota de imprensa, têm 41 e 45 anos, respectivamente, residindo na área do Porto e Vila do Conde, com profissão de pasteleira e construtor civil, e mantêm relação comum há cerca de dez anos.

Segundo a PJ, os crimes indiciados “decorreram no período compreendido entre julho de 2011 e 2017 e consistiram na entrega de quatro recém-nascidos, mediante pagamentos pecuniários e outras contrapartidas, a cidadãos residentes no espaço europeu”.

No decurso das “diligências de investigação efetuadas durante vários meses, complementadas com buscas domiciliárias efetuadas no dia de ontem [quarta-feira], foi recolhido acervo de matéria probatória relevante relacionada com os fatos em investigação”.

Os dois detidos vão ser presentes à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação tidas por adequadas, conclui o comunicado.

Portugueses entre os que compraram crianças

O diretor Polícia Judiciária (PJ) do Norte, Norberto Martins, revelou que quatro crianças, com idades entre um e sete anos, foram vendidas por um casal do Grande Porto a cidadãos europeus, e que portugueses estão entre cidadãos que compraram crianças.

“A polícia está convencida de que as crianças eram geradas com o objetivo de serem vendidas”, disse o diretor durante a conferência da PJ do Norte.

Segundo Norberto Martins, a investigação iniciou-se devido a uma “denúncia anônima” e relatos de que uma “senhora tinha sucessivas gravidezes, mas que nunca ninguém viu ou conheceu as crianças”.

O diretor revelou também que as quatro crianças, a mais velha nascida em 2011 e a mais nova em 2017, terão sido “vendidas a cidadãos europeus”, e que entre as famílias de destino existem portugueses.

“É possível dizer que as crianças não estarão numa situação de perigo. A polícia estima o paradeiro das crianças. Estamos é numa fase em que por estratégias policiais não convém dar elementos”, assinalou.

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