OMM: desastre com 447 não foi causado só por um fator

Segundo chefe da Organização Mundial de Meteorologia, acidente pode ter ocorrido por vários motivos, incluindo temperatura. FAB pede a navio francês ajuda nas buscas a avião desaparecido.

Mundo LusíadaCom Rádio ONU e ABr

A Organização Mundial de Meteorologia, OMM, informou nesta terça-feira, 02 de junho, que o desaparecimento do voo 447 da Air France não foi causado somente pelas condições do tempo.

Numa entrevista à Rádio ONU, o chefe da Unidade de Meteorologia Aeronáutica da agência, Herbert Puempel, disse que é muito improvável que apenas um fator leve a um acidente aéreo.

Segundo Puempel, as condições do tempo na área do Atlântico, onde ocorreu o acidente, não têm nada de excepcional. Ele lembrou que a zona é conhecida por produzir tempestades frequentes.

Para a agência da ONU, com sede em Genebra, na Suíça, pode haver várias explicações para o que ocorreu com o avião.

RadarDe acordo com a empresa Air France, o voo que deixou o Rio de Janeiro no domingo à noite transportava 216 passageiros e 12 tripulantes. O avião desapareceu do radar quando atravessava o Oceano Atlântico a caminho de Paris.

O representante da OMM disse que não é correto especular sobre as razões da tragédia. Herbert Puempel contou que certamente será lançado um inquérito para apurar as causas. E segundo ele, não seria profissional especular sobre teorias e hipóteses para o acidente.

A empresa Air France informou que a última comunicação do piloto do avião com a torre de controle relatou um curto-circuito ao atravessar uma zona de turbulência.

DestroçosSegundo a Agencia Brasil, o avião C130 da Força Aérea Brasileira (FAB) localizou, na madrugada de hoje (2), destroços no Oceano Atlântico. A informação foi divulgada pelo coronel Jorge Antônio Amaral, vice-chefe do Centro de Comunicação da Aeronáutica. Segundo ele, foram avistados uma poltrona de avião, uma boia laranja, pequenos pedaços brancos e um tambor, além de vestígios de óleo e querosene.

Amaral ressaltou que os destroços foram apenas localizados, e os navios da Marinha brasileira responsáveis pelas buscas já foram deslocados para o local – a 650 quilômetros a nordeste de Fernando de Noronha. A confirmação de que se trata do Airbus A330, segundo ele, só será feita depois que o material for analisado.

A FAB já pediu a um navio mercante francês que estava próximo ao ponto onde foram encontrados destroços que retorne ao local para ajudar nas buscas. A assessoria de imprensa do Comando da Marinha confirmou que o primeiro navio brasileiro deve chegar apenas na manhã do dia 03.

O navio-patrulha Grajaú saiu de Natal, local mais próximo ao ponto onde o material foi localizado – a 650 quilômetros a nordeste de Fernando de Noronha. Essa é a maior embarcação brasileira entre as três que foram deslocadas e viaja a uma velocidade média de 12 nós, cerca de 20 quilômetros por hora. A previsão de chegada dos outros dois navios é na quinta-feira, dia 4.

 

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