Número de mortes em razão das chuvas em Minas Gerais sobe para 47

Foto Divulgação: Os estragos causados pelas fortes chuvas que atingem parte do Espírito Santo já forçaram 10.089 pessoas a deixarem suas casas, mesmo que temporariamente. Nove pessoas morreram desde que as chuvas se intensificaram, no último dia 17, no estado.

Da Redação
Com EBC

O número de mortes por conta das fortes chuvas em Minas Gerais subiu para 47, conforme boletim da Defesa Civil estadual divulgado no início da noite desta segunda-feira. As mortes ocorreram em 14 municípios, com maior número (13) na capital, Belo Horizonte. Há quatro desaparecidos, nas cidades de Conselheiro Lafaiete e Luisiburgo, além de 65 feridos.

No total, 18.111 pessoas foram atingidas até agora pelos temporais. Destas, 14.609 ficaram desalojadas e 3.386 estão desabrigadas. A maior parte dos desalojados encontra-se no interior (7.530), enquanto outra parcela (7 mil) está na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No tocante aos desabrigados, 2.294 são moradores do interior e 1 mil da região metropolitana.

Os desalojados são as pessoas que tiveram de deixar suas casas, mas que não necessariamente precisam do auxílio do governo. Os desabrigados são os que perderam seus lares e necessitam de auxílio do poder público.

Nesta segunda-feira, o governo estadual editou decreto colocando 101 municípios em estado de emergência, ampliando a listagem do dia anterior, que elencava 47 cidades. Mais 20 municípios anunciaram esta condição por meio de suas administrações municipais. Três cidades entraram em estado de calamidade pública: Orizânia, Ibirité e Catas Latas. Nas duas primeiras houve mortes.

O reconhecimento da situação de emergência permite ao governo estadual engajar os demais órgãos e empresas ligadas ao Poder Executivo para priorizarem o atendimento e a reparação dos estragos causados pelas chuvas, sob a coordenação da Defesa Civil mineira.

Além disso, prefeituras e o próprio Poder Executivo estadual podem contratar serviços temporários e efetuar compras consideradas essenciais para o enfrentamento da situação sem a obrigatoriedade de realizar processo licitatório.

Rio de Janeiro

Depois de apresentar nova elevação na noite de segunda-feira, o nível do Rio Muriaé, caiu pela primeira vez desde o início das fortes chuvas que atingem a Região Norte e Noroeste fluminense, no dia 21. Segundo a prefeitura de Itaperuna, uma das cidades mais atingidas, o nível do rio atingiu 5,99 metros por volta das 21h, mas durante a madrugada o nível da água começou a baixar e na medição das 10h de segunda-feira estava em 5,84 metros. A cota de transbordo é de 4,50 metros.

O prefeito de Itaperuna, Dr. Vinícius, decretou situação de emergência. Segundo a prefeitura, as inundações começaram na noite de sexta-feira (24) e já deixaram 3.570 pessoas desalojadas e 75 desabrigadas, chegando ao total de 15.800 pessoas afetadas.

O acumulado de chuvas desde o dia 21 chega a 134 milímetros, o que corresponde a 77% do esperado para todo o mês de janeiro. A prefeitura informa que a tubulação de abastecimento de água dos distritos de Retiro do Muriaé, Nossa Senhora da Penha, Comendador Venâncio e de outros bairros foi danificada e a população dessas comunidades está sem acesso à água potável.

Em Bom Jesus do Itabapoana, a prefeitura decretou situação de emergência na sexta-feira (24). Segundo o decreto do prefeito Roberto Tatu, divulgado dia 26, deslizamentos de terra atingiram rodovias estaduais, estradas municipais e moradias em encostas, além de bairros e distritos localizados nas margens do Rio Itabapoana, o que interditou diversos imóveis e desabrigou muitas pessoas.

Segundo o decreto, os locais mais afetados na zona urbana são: Centro, Pimentel Marques, Santa Rosa, Asa Branca, Bela Vista, Bairro Novo, Santa Terezinha, José Lima, Lia Márcia e Oscar Campos. Na zona rural foram: Distrito de Rosal, Distrito Barra de Pirapetinga, localidade do Bom Jardim, Distrito da Usina Santa Izabel e localidade do Mutum.

Estes lugares estão com “cenário de desastres em estado crônico, não minimizados e não recompostos”, segundo texto do decreto, e a situação foi classificada no Nivel II – desastre de média intensidade, conforme instrução normativa do Ministério da Integração Nacional.

Em Porciúncula, o nível do Rio Carangola começou a baixar e na tarde de ontem chegou a 7,96 metros, após atingir 8,22 metros no sábado. A situação na cidade começou a se agravar na quinta-feira (23) e mais 300 famílias estão desabrigadas. Apenas no bairro Operário, 340 casas foram inundadas até o teto.

Segundo o balanço de ontem da Secretaria Municipal de Defesa Civil de Natividade, a cidade não registrou nenhum morto, ferido ou desaparecido. No total, 105 famílias estavam desalojadas e seis desabrigadas. O prefeito Severiano Antônio dos Santos Rezende decretou Situação de Emergência no município no sábado (25).

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, sobrevoou as regiões afetadas ontem e divulgou nas redes sociais um vídeo em que conversa por telefone com o presidente em exercício, Hamilton Mourão, sobre a situação do norte e noroeste do estado.

No vídeo, o governador informa que “o maior problema agora é água, estamos com uma grande quantidade de água no Rio de Janeiro e precisa trazer pra cá”. Ele relata que em Porciúncula há 15 mil pessoas sem água e que Bom Jesus do Itabapoana está com “metade da cidade submersa” e pede ajuda ao Ministério da Defesa para fazer o transporte.

Mourão informou que o governo federal está ciente e diz que vai falar com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, para intensificar as ações de ajuda ao estado. O governo federal anunciou R$ 90 milhões disponíveis para liberação imediata aos municípios atingidos por chuvas desde 17 de abril.

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