Entrevista: Expedição viaja por comunidades lusas

Mundo Lusíada

 

"Descobrir Portugal em Terras do Brasil" é o tema da Expedição Brasil-2008, que começou a ser realizada pelos portugueses Bruno Gouveia e Pedro Silva, entre agosto e outubro de 2008.

A viagem permitirá conhecer diversas comunidades portuguesas em mais de 15 capitais brasileiras. Em sua passagem por São Paulo, Bruno Gouveia participará das comemorações do V Centenário da cidade do Funchal (Região Autônoma da Madeira – Portugal), uma viagem que está integrada na Comemoração do 500º aniversário do Funchal.

Dois amigos, de infância, viajam em duas motos (Pedro Silva- Honda Falcon 400; e Bruno Gouveia- BMW R 1150 GS) pelo Brasil.

Durante todo o percurso, existe a responsabilidade de captar vídeos para produção de um documentário televisivo, um compromisso assumido com a RTP-Madeira.

Após acertado parceria também com o Grupo "O Liberal", no final da Expedição deverá ser editado um livro sobre a aventura. Além da publicação de crônicas semanais da viagem no Tribuna da Madeira e no Mundo Lusíada, entre outros.

Confira entrevista com o idealizador Bruno Gouveia:

Mundo Lusíada – Qual motivo da escolha de uma Expedição pelo Brasil? Depois de muitas outras viagens de aventura pela Europa, inicialmente de bicicleta e posteriormente de moto, também já realizei odisseias de moto em África e Ásia. Por isso, o Brasil seria também um destino natural, atendendo a vários factores. Existe uma ligação secular entre Portugal e Brasil. Falamos o mesmo idioma. Temos em ambos os países comunidades emigrantes. E para além de tudo isso, o Brasil, sendo um país com dimensões continentais, oferece paisagens paradisíacas inolvidáveis.

Mundo Lusíada – Vocês passarão por mais de 15 capitais. É uma viagem audaciosa… ? Sim. Tem auadácia, tem risco, tem… aventura e simultaneamente muita responsabilidade. Neste aspecto refiro-me, nomeadamente, à ligação deste projecto de viagem à comemoração do V centenário da cidade do Funchal.

Levamos simbologias para ofertar às entidades das cidades que coincidem com o iniciar e terminar das etapas diárias. Por outro lado, teremos o momento alto em São Paulo aquando da nossa passagem pela capital paulista. Estaremos junto da comunidade portuguesa e nomeadamente a madeirense, procurando transportar um pouco o saudosismo natural e intrínseco de qualquer emigrante.

Por outro lado, a nossa responsabilidade passa também pelo registo de imagens vídeo e fotográficas para a edição posterior de documentário televisivo e de livro.

Mundo Lusíada – A programação em cada cidade já está fechada? Se alguma comunidade quiser participar da iniciativa? O formalismo existente está mais associado ao contacto que pretendemos encetar com as autoridades locais, nomeadamente com as Prefeituras. Exceptuando São Paulo, nenhuma outra cidade assume contornos de elevada formalidade. Estamos abertos, no ãmbito de determinados contornos, a participar em iniciativas que outras comunidades desejem organizar.

Mundo Lusíada – O Mundo Lusíada será um dos parceiros da Expedição. O que nossos leitores podem esperar de mais interessante? Certa vez um cidadão brasileiro disse-me que nós iríamos conhecer muito mais do Brasil que os próprios brasileiros. É certo que veremos muito em tão pouco tempo. Creio que os leitores do Mundo Lusíada serão bem presenteados com reportagens fotográficas e crónicas de viagem atractivas. Sendo o Mundo Lusíada um jornal dedicado à lusofonia, com certeza que seremos também um pouco um factor de elevação do orgulho luso em terras brasileiras. Esta é também uma responsabilidade que sentimos, que é deixar uma boa imagem do Funchal, da Madeira, e no fundo de Portugal.

Mundo Lusíada – Ainda há tempo para novos apoios? Creio que a questão dos patrocínios, no momento já não faz sentido. Vivemos, globalmente, uma época de grande crise e transformações mundiais que levam as empresas à máximização da sua gestão, pelo que esta viagem se fará em grande parte com fundos financeiros próprios. No momento, e não considerando o aspecto do patrocínio, a melhor colaboração que pode ocorrer é uma graciosidade em alojamento e alimentação.

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