Emigrantes que chegam em Portugal alertados para uso do fogo e medidas de proteção

Da Redação com Lusa

Os emigrantes portugueses que chegam ao país, até domingo, vão ser sensibilizados para que não usem o fogo ou máquinas no espaço rural e registrem as suas propriedades nas autarquias no âmbito da campanha “Emigrante Chama”.

Esta iniciativa, organizada pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), vai decorrer nas cinco principais fronteiras terrestres e nos três aeroportos portugueses e pretende alertar os emigrantes para o uso do fogo e medidas de autoproteção em caso de incêndio rural.

“Agora que os emigrantes regressam a Portugal para estar com as suas famílias em muitos territórios rurais, a campanha quer chamar a atenção para que não realizem queima de sobrantes, não queimem matos, não queimem lixos, não utilizem máquinas nos dias quentes e secos e ventosos”, disse à Lusa o presidente da AGIF, Tiago Oliveira.

O responsável pela agência, que tem como missão a coordenação estratégica, acrescentou que o folheto que vai ser distribuído tem um conjunto de recomendações de como gerir a vegetação, como devem atuar em caso de incêndio e também apelar ao civismo, nomeadamente não lançar foguetes e não fazer churrascos.

Tiago Oliveira sublinhou que a iniciativa pretende também alertar os emigrantes para que se dirigiam às autarquias para registarem gratuitamente as suas propriedades através do balcão BUPi (Balcão Único do Prédio).

“Ao chegarem, os emigrantes são recordados por estas mensagens em folhetos com entregas manuais, mas também através de um reforço das campanhas nas rádios locais”, disse.

A AGIF sustenta que, após dois anos de restrições, este verão deverá ter um aumento significativo no número de emigrantes a passar as fronteiras terrestres e aéreas, sendo o maior fluxo nos próximos dias, e, como Portugal está a atravessar um período de seca e espera-se meteorologicamente momentos mais propensos à ocorrência de incêndios, este é um momento “de maior preocupação para a questão dos comportamentos de risco, sendo essencial a sensibilização de todos os portugueses para o uso do fogo”.

Além da campanha dirigida aos emigrantes portugueses que nesta altura do ano visitam Portugal em férias, a AGIF vai também desenvolver uma iniciativa junto dos turistas através da distribuição de folhetos em inglês sobre o uso do fogo e medidas de autoproteção.

Os folhetos vão ser distribuídos nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro e nos veículos que alugam através de uma parceria com a Associação de Representantes de Aluguer de Automóveis.

A iniciativa conta com o envolvimento de várias entidades, como a ANA Aeroportos, Guarda Nacional Republicana, associação de jovens lusófonos da Europa CAP Magellan, Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Turismo de Portugal e Secretaria de Estado da Proteção Civil.

Distritos

Na terça-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) manteve, pelo segundo dia consecutivo, cerca de uma centena de concelhos de 11 distritos de Portugal continental em perigo máximo de incêndio rural.

Em perigo máximo estão cerca de uma centena de concelhos dos distritos de distritos de Faro, Beja, Portalegre, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Guarda, Coimbra, Viseu, Vila Real e Bragança.

O IPMA colocou também vários concelhos de todos os distritos de Portugal continental em perigo máximo, muito elevado e elevado de incêndio rural.

De acordo com o IPMA, o perigo de incêndio rural vai manter-se elevado em algumas regiões do continente, mas vai diminuindo até sábado.

O perigo de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

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