Emigração de médicos é um “sinal da degradação” do Serviço de Saúde

Da Redação
Com Lusa

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, considerou que a saída de médicos para o estrangeiro “é lamentável” e um “sinal da degradação” do Serviço Nacional de Saúde português.

“Quando olhamos para estas notícias que vêm de fora, então ficamos ainda mais preocupados, porque é sinal de que aquilo que já está, e que aconteceu, e continua a acontecer em relação aos enfermeiros que vão para fora trabalhar, pode vir a acontecer com os médicos, o que é lamentável e é também um sinal da degradação do nosso SNS”, afirmou a líder centrista.

Assunção Cristas foi questionada sobre o interesse de outros países por médicos portugueses, com ofertas de salários acima do que estes profissionais ganham em Portugal, à margem da visita a uma exposição em Cascais.

Na quinta-feira, o Jornal de Notícias referiu que o Governo galego tenta contratar médicos de família e pediatras portugueses, oferendo uma duplicação do salário. Também na bolsa de emprego da Ordem dos Médicos há anúncios a procurar médicos para países como a Irlanda, a Inglaterra ou a França.

Aos jornalistas, a presidente do CDS-PP disse que vê esta situação “com uma grande preocupação”, e salientou que o “Governo fala muito, mas faz pouco”.

“No que respeita em particular à saúde mais preventiva através dos médicos de família, nós temos sinalizado aquilo que tem sido o incumprir do Governo de Unidades de Saúde Familiar, onde precisamente trabalham os médicos de família, e da passagem das Unidades de Saúde Familiar de um modelo A para um modelo B, com mais autonomia e com mais valências”, afirmou.

Assunção Cristas apontou que “o CDS tem identificado a saúde e os vários casos que se passam na saúde como muito críticos e muito graves”, e lembrou que o partido apresentou uma “moção de censura ao Governo precisamente também por causa do caos e do que se está a passar na área da saúde”.

Para Cristas, existem “muitas promessas incumpridas” e “muitos falhanços diários”. “E a verdade é que as notícias não param todos os dias de nos dar razão”, assinalou.

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