Detido suspeito de tentativa de assalto a deputada luso-brasileira no Rio

Da Redação
Com agencias

A polícia civil do estado brasileiro do Rio de Janeiro anunciou a detenção de um dos suspeitos da tentativa de assalto à viatura em que viajava a deputada luso-brasileira Martha Rocha, ocorrida no último domingo.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o preso de 20 anos envolveu-se num outro assalto com outros dois criminosos e, ao ser levado para uma esquadra da polícia civil, e confessou sua participação no ataque à parlamentar.

O mesmo jornal adianta que o depoimento do suspeito foi encaminhado para Divisão de Homicídios, que investiga o caso da deputada Martha Rocha.

No último domingo, um carro em que a deputada viajava, na zona norte do Rio de Janeiro, foi alvo de disparos por parte de um homem que seguia num outro veículo. Martha Rocha saiu ilesa, mas o motorista foi hospitalizado com ferimentos ligeiros.

Em declarações à comunicação social local, Martha Rocha explicou que já tinha sido ameaçada de morte pelo menos por três vezes e que alertou as autoridades, pedindo uma averiguação ao fundamento das denúncias, tendo comprado um automóvel blindado.

O caso está a ser averiguado pelas autoridades, que investigam a hipótese de o incidente ter sido uma tentativa de assalto mal sucedida, divulgou a Lusa.

A cumprir o segundo mandato como deputada estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Martha Rocha, 59 anos, foi a primeira mulher no Brasil a chefiar a polícia civil da cidade.

Em 2017, em entrevista à agência Lusa, Martha Rocha, filha de pais transmontanos, afirmava que “no Brasil e no Rio de Janeiro despontam algumas mentes que acreditam que o desrespeito dos direitos humanos é sempre a forma mais fácil de resolver as questões”.

“Como se, com um passe de magia, apenas com prisões ou polícia na rua se resolvesse o problema da criminalidade no Brasil”, comentou, alertando que cabe aos cidadãos defender o cumprimento dos direitos. O Brasil, salientou ela, “não pode retroceder”.

O governador Wilson Witzel determinou escolta imediata para a deputada e esteve na delegacia. “Não podemos deixar impunes quem quer que seja que atente contra o Estado Democrático de Direito. Tive a informação de que uma linha inicial de investigação aponta que possivelmente houve uma tentativa de latrocínio, já que há outras ocorrências no local e a polícia já estava investigando meliantes que agem ali. Pedi ao secretário que determine uma escolta imediata para a deputada, já que ainda não sabemos se é um atentado ou um latrocínio” disse Witzel.

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