Covid-19: Número de doentes recuperados mais do que duplicou em Portugal

Mulher passa por teste de coronavírus em Lisboa. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Da Redação
Com Lusa

O número de doentes recuperados do novo coronavírus em Portugal mais do que duplicou, passando de cinco para 14, segundo boletim revelado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim, até às 24:00 de domingo tinham recuperado nove doentes na região Norte, cinco na região Centro e oito na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Portugal tem 23 mortes associadas ao vírus da covid-19 confirmadas e 2.060 pessoas infetadas, de acordo com a DGS.

Estão confirmadas nove mortes na região Norte, cinco na região Centro, oito na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve.

Das 2.060 pessoas infetadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), a grande maioria (1.859) está a recuperar em casa, 201 estão internadas (mais 32 do que no domingo), 47 das quais em Unidades de Cuidados Intensivos (mais seis).

Desde 01 de janeiro existem 13.674 casos suspeitos, dos quais 1.402 aguardam resultado laboratorial. Houve ainda 10.212 casos em que os testes não confirmaram a infeção e 14 doentes que já recuperaram.

De acordo com o relatório da situação epidemiológica em Portugal, existem 11.842 contatos em vigilância pelas autoridades de saúde (menos 720).

Portugal está em estado de emergência desde quinta-feira, até 02 de abril.

Testes

O Serviço Nacional de Saúde tem, neste momento, capacidade para realizar 2.500 testes diários e o setor privado mais 1.500 testes por dia, segundo o secretário de Estado da Saúde.

“No entanto, existe uma capacidade em stock entre público e privado de cerca de 20 mil testes”, afirmou António Lacerda Sales na conferência de imprensa diária de atualização.

Segundo António Sales, tem vindo “a aumentar progressivamente” a capacidade de realizar testes à infecção pelo novo coronavírus (SARSCov2).

O secretário de Estado agradeceu ainda o trabalho realizado pelas autarquias locais e pelos autarcas do país que “se têm voluntariado no sentido de criar condições para a testagem ao coronavírus”.

“Este é o tempo de cerrarmos fileiras, de cada um fazer a sua parte, e não devemos esquecer que todos devemos ter o nosso plano de contingência”, sublinhou.

António Sales salientou que, quando já estão em vigor as regras dos “tempos excepcionais” que se vivem, e “numa altura em que a sociedade se vai adaptando, de uma maneira geral de uma forma muito positiva a essa realidade, importa lembrar que as medidas de emergência (…) visam garantir a saúde pública”.

“Servem para evitar que os portugueses adoeçam, ou quando não o conseguirmos, para evitar pelo menos que não adoeçam todos ao mesmo tempo de forma a que o sistema de saúde consiga dar respostas nas melhores condições possíveis”, referiu.

Para o governante, todo este tempo que se ganha serve para que o Ministério da Saúde continue a trabalhar na aquisição de equipamentos que garantam a prestação de cuidados nas melhores condições de segurança, quer para profissionais de saúde quer para doentes.

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