Covid-19: Comunidade de São Paulo sofre com “perdas irreparáveis” no último mês

Mundo Lusíada

A Comunidade Portuguesa de São Paulo teve um mês de junho como nunca. Se não fosse o mês do “Dia de Portugal” – 10 de Junho – poderia bem ser riscado do calendário tamanho a tristeza e o sentimento de empobrecimento com perdas realmente “irreparáveis” como colocou o Conselho da Comunidade e as casas portuguesas que andaram a publicar notas lamentando perdas e mais perdas de diretores, membros de suas diretorias, presidentes e antes de tudo amigos que deixam uma geração órfã de líderes, de realizadores, de abnegados colaboradores, de benfeitores que já não aparecem mais como antes.
Ao longo deste ano o Mundo Lusíada vem publicando notas e mais notas em tom de despedida e homenagem a figuras bem conhecidas que se vão e apagam, de certa forma, a alegria das casas, de grupos, das agendas de eventos e vão assim, marcando o ano pandêmico de forma trágica.
Especialmente nesta segunda quinzena de junho, tivemos três grandes perdas e todas “irreparável”. Maria Justina de Viveiros Pereira, faleceu no dia 17 de junho, aos 77 anos. Adalberto Vieira Freire (de Santos) faleceu aos 66 anos no dia 22 de junho; e Domingos dos Santos Pantaleão dia 28 de junho aos 83 anos.
Fica nossa homenagem, nosso sentimento de perda e nossa consideração aos familiares e amigos.

Maria Justina de Viveiros Pereira
Também nesta quinzena a Comunidade Portuguesa de São Paulo lamentou outra grande perda – faleceu no dia 17 de junho, aos 77 anos, a Sra. Maria Justina de Viveiros Pereira, a popular Dona Justina ligada à Casa dos Açores de São Paulo por muitas décadas.
O trabalho dela junto com o marido Sr. João Pires Pereira, – João Açoriano (falecido em 11 de janeiro de 2013) nas comunidades foi enorme, sempre foram muito ativos na Casa dos Açores onde foi a “primeira dama” entre os anos de 2000 a 2006. Ajudavam muito o Lar da Provedoria, mas era atuante em todas as casas portuguesas onde estava sempre presente. Atualmente a Dona Justina fazia parte do Conselho Deliberativo da Casa dos Açores de São Paulo.
Maria Justina de Viveiros Pereira nasceu em 8 de janeiro de 1944 em Machico na Ilha da Madeira, e vivia no Brasil desde junho de 1954. Ela deixou irmãos, sobrinhos e centenas de amigos da Comunidade Portuguesa.
Dona Justina (assim como o marido João Açoriano) era comerciante, sempre tiveram açougue e sua morte foi por infecção generalizada causada por um câncer.

Adalberto Vieira Freire
O ex-presidente da UNEPA (que era a entidade dirigente dos panificadores de Santos antes do que é agora o Sindicato), Adalberto Vieira Freire – depois de lutar bravamente por longos oito meses contra a Covid – faleceu aos 66 anos no dia 22 de junho de 2021, em decorrência da covid, em Santos (SP).
Adalberto Vieira Freire nasceu em Almeida, na Guarda (Portugal) em 21 de setembro de 1954, panificador dedicado ao setor, era dono de 4 padarias: Rainha, Liliana, Botafogo e Delrey (todas em Santos). Ele deixa esposa, Cândida Freire, três filhos: Nuno, Tiago e Liliana e netos.
Tanto o Sindicato dos Panificadores quanto o Centro Cultural Português lamentaram a perda de um dos seus membros mais atuantes.
O Centro Cultural divulgou nota dizendo que Adalberto Vieira Freire, era membro do quadro diretivo da entidade. “Um homem de grande valor e acima de tudo um grande amigo. Mais uma perda inestimável para toda a comunidade santista e luso-brasileira. Que Nosso Senhor o receba em paz e dê a ele o seu merecido descanso, e à toda a família e amigos o nossos sinceros sentimentos e que tenhamos todos força neste momento difícil. Fica o legado e o exemplo deste grande homem”.

Domingos dos Santos Pantaleão

O Conselho da Comunidade de São Paulo, a Portuguesa de Desportos bem como a Comunidade em geral lamentaram no último dia 28 de junho a morte do presidente da Casa de Brunhosinho de SP; Domingos dos Santos Pantaleão, aos 83 anos, vitimado pela Covid (apesar das duas doses da vacina AstraZeneca).
Uma das figuras mais simpáticas e queridas na Comunidade Portuguesa, Domingos Pantaleão fundou a Casa de Brunhosinho e o Grupo Folclórico com mesmo nome no sub-distrito de São Miguel paulista na grande São Paulo, sendo também sócio fundador do Laticínios Gegê junto com o irmão Celestino (também com sede em São Miguel Paulista e produção na cidade de Pardinho, interior de São Paulo).
Gente simples e amigo de todos, Sr. Domingos era natural da antiga Aldeia de Brunhosinho, extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, localizada ao Norte de Portugal no município de Mogadouro, de onde ele saiu chegando ao Brasil em 1953.
Apoiador da Associação Portuguesa de Desportos por várias temporadas, estampando a marca do Leite Gegê no uniforme da Lusa, o clube publicou (a exemplo do Conselho da Comunidade) nota de pesar pela morte do seu “torcedor”, e “um grande apoiador da Rubro-Verde que era também sócio da Lusa. A Portuguesa se solidariza com os amigos e familiares neste momento de consternação”, refere a nota.

Cidadão Paulistano – data marcante pra família a comunidade local
O Mundo Lusíada publicou em 01 de dezembro de 2010 sobre uma Sessão Solene oficializada pela Câmara Municipal de São Paulo realizada em 18 de novembro daquele ano na sede da Casa de Brunhosinho, quando
A comunidade portuguesa de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, esteve reunida em peso na homenagem ao seu presidente Domingos dos Santos Pantaleão, distinguido com o título de “Cidadão Paulistano”.
O propositor da sessão foi o vereador Adolfo Quintas (do PSDB), que também é descendente de português. “Para mim é um prazer poder homenagear essa pessoa que, com 15 anos veio para o Brasil, construiu uma história na cidade de São Paulo e na região de São Miguel Paulista. Também conseguiu manter a tradição portuguesa, a cultura e as raízes, e ajudando no desenvolvimento e crescimento, gerando emprego na nossa região. Para mim é uma satisfação imensa poder homenagear uma pessoa que tanto contribui para São Miguel”, afirmou Quintas.
Domingos dos Santos Pantaleão deixou a esposa Sra. Adelaide, os filhos Francisco, Celestino e Eduardo, também seu irmão e sócio Celestino Pantaleão, sete netos, além dos componentes do Rancho Folclórico da Casa de Brunhosinho (considerada sua grande família) e amigos por toda a Comunidade Portuguesa.

COLABORARAM: ANTONIO FREIXO, MARIA LEONILDA DOS REIS JACOB, BETO PANTALEÃO E JULIANA LOPES

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