‘Coletes Amarelos’ em Portugal não teve adesão que esperava

Mundo Lusíada
Com Lusa

A polícia reabriu o trânsito no anel interior da rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa, às 11h17 desta sexta-feira, mas mantém um troço da Avenida Braamcamp fechado, na sequência do protesto dos “coletes amarelos”.

O anel interior da rotunda, no centro da capital, esteve já interrompido por duas vezes devido à presença de algumas dezenas de manifestantes.

Depois de alguns momentos de tensão entre os participantes no protesto e a polícia, os “coletes amarelos” mantinham-se, pelas 11h50, no separador dos anéis interior e exterior da rotunda, rodeados por um anel de segurança, num ambiente calmo, marcado apenas por alguns gritos.

Os manifestantes têm chamado para junto de si outras pessoas que estão no passeio exterior da rotunda.

Entretanto, a polícia cortou ao trânsito parte da Rua Braamcamp (que tem saída e entrada no Marquês de Pombal), no troço até ao cruzamento com a Rua Castilho.

Os manifestantes tinham anunciado a intenção de realizar uma marcha até à Presidência da República, mas o percurso não se iniciou.

Seis dezenas de manifestantes do movimento Coletes Amarelos condicionaram o trânsito na cidade. Em entrevista a imprensa portuguesa, manifestantes declararam que esperavam uma maior adesão.

“É triste não ter a adesão que esperávamos”, revelou um dos organizadores do protesto à RTP. “Se o Benfica tivesse ganhado o campeonato isto [Marquês do Pombal] estaria cheio. É pena as pessoas não se levantarem para lutar pelos seus direitos e para dizer não à corrupção” disse segundo divulgação do Notícias ao Minuto.

Detenções

A detenção de três manifestantes esta manhã zona do Marquês de Pombal, deveu-se a “desobediência, resistência e coação à autoridade”, informou a Direção Nacional (DN) da PSP.

Em comunicado, a DN da PSP explicou que, “na sequência dos protestos a decorrer a nível nacional, a Polícia de Segurança Pública (PSP) procurou manter o equilíbrio entre o direito dos manifestantes e o direito à livre circulação de veículos e dos restantes cidadãos”.

Os detidos são três homens, que vão ficar à guarda da PSP até que esta força de segurança comunique ao Ministério Público a ocorrência.

“Infelizmente, no Marquês de Pombal foi necessário subir o nível de intervenção para garantir a circulação automóvel e a segurança dos próprios manifestantes. Na sequência da intervenção policial, foram efetuadas três detenções por desobediência, resistência e coação à autoridade”, acrescentou a nota da DN da PSP.

A PSP mantém o apelo aos manifestantes “para que sigam as diretrizes e orientações” da polícia, “de forma a que os protestos se realizem em segurança”.

Os protestos dos “coletes amarelos” em Portugal foram convocados por vários grupos através das redes sociais, com inspiração nos movimentos contestatários das últimas semanas em França.

Um dos grupos, Movimento Coletes Amarelos Portugal, num manifesto divulgado na quarta-feira, propõe uma redução de impostos na eletricidade, com incidência nas taxas de audiovisual e emissão de dióxido de carbono, uma diminuição do IVA e do IRC para as micro e pequenas empresas, bem como o fim do imposto sobre produtos petrolíferos e redução para metade do IVA sobre combustíveis.

Não tolerando qualquer ato de violência ou vandalismo, este movimento, que se intitula como “pacífico e apartidário”, defende também o combate contra a corrupção.

A lista das manifestações dos “coletes amarelos” na área de atuação da PSP somava 25 protestos em 17 locais das principais cidades do país.

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