Chuvas deixam o Rio de Janeiro em estágio de atenção

Da Redação

Depois de segunda-feira em São Paulo, nesta terça o Rio de Janeiro amanheceu com sete bolsões de acúmulo de água, após as chuvas moderadas a fortes que atingiram a cidade desde a tarde de ontem. O sistema de alerta da prefeitura permanece em Estágio de Atenção, o terceiro numa escala de cinco, que indica que regiões da cidade registraram ocorrências que afetam a rotina da população.

A previsão é de tempo instável com predomínio de céu encoberto, com chuva moderada a forte e ventos moderados, ocasionalmente fortes. A temperatura diminuiu em relação a ontem e varia entre a 19° Celsius e 28°C. A recomendação da prefeitura é para que se evite deslocamentos. Moradores de áreas de risco devem ficar atentos aos alertas sonoros.

As precipitações permaneceram por toda a noite e madrugada e por volta de 5h ainda havia interdições provocadas pelas chuvas na Avenida Ministro Ivan Lins, altura do hotel Ibis, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado; na Estrada da Barra da Tijuca, no Itanhangá; na Rua Escultor Leão Veloso, entre as ruas Demétrio de Toledo e Soldado Wandel Sarmento, em Tauá; na Rua Campo Mourão, em Inhoaíba; na auto estrada Lagoa-Barra, altura do Condomínio Village, em São Conrado, sentido Gávea; na Avenida Borges de Medeiros, altura do Clube Piraquê, sentido Túnel Rebouças; e na Estrada do Magarça, no Jardim Maravilha.

Segundo o Centro de Operações Rio (COR), desde a tarde de ontem foram registrados 84 pontos de bolsões d’água e sete quedas de árvores. Houve deslizamento na Estrada das Furnas, altura da Estrada da Dona Castorina, que ocupou uma faixa. Agora pela manhã, por volta das 7h, uma estrutura metálica interditou a pista central da Avenida Francisco Bicalho, no centro. A pista já foi liberada.

O sistema de sirenes do Alerta Rio foi acionado na Mangueira, das 19h20 às 23h, onde o acumulado de chuva em uma hora foi superior a 44,5 milímetros (mm), e na Rocinha, desde 0h52, com chuva nas últimas 24 horas superior a 129mm. Os locais que tiveram os maiores acumulados de chuva entre 15h de ontem e 5h de hoje foram a Rocinha (128,2 mm), Jardim Botânico (118,8 mm) e o Alto da Boa Vista (114,6 mm).

No registro de uma hora, as maiores concentrações da precipitação ocorreram na Ilha do Governador, com 69,2 mm às 17h; em Santa Cruz, com 45,6 mm às 15h45; e em São Cristóvão, com 34,8 mm às 19h30. Segundo a previsão do tempo do Centro de Operações Rio, o tempo permanecerá instável e com chuva fraca a moderada até sexta-feira (14).

Prejuízos em SP

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou ontem 114 milímetros de precipitação na estação do Mirante de Santana, zona norte da capital paulista. É o segundo maior volume de chuva em São Paulo para um mês de fevereiro, em 24 horas, em 77 anos. O dado é do Instituto Nacional de Meteorologia e se refere a medição feita no Mirante de Santana. Diante dos transtornos causados pela forte chuva, a Defesa Civil recomendou que os paulistanos fiquem em casa.

Na capital paulista, a chuva mais forte começou no final de domingo e permaneceu firme na segunda-feira. Considerando todos os meses do ano, este foi o oitavo maior acumulado em 24 horas de toda a história de medições do Inmet.

Na Grande São Paulo, foram registrados em Barueri 145,8 milímetros, maior volume de chuva desde 2013.

A cidade de São Paulo registrou, por volta das 11h desta segunda, 62 pontos de alagamento, sendo 13 deles na Marginal Tietê e sete na região da Marginal Pinheiros. As chuvas fizeram o Tribunal de Justiça do estado suspender o expediente desta segunda-feira e o Rio Pinheiros atingir o maior nível dos últimos 15 anos.

O Corpo de Bombeiros registrou 36 desabamentos e 320 pontos de enchente no município. Os principais rios da capital paulista transbordaram.

O nível do Rio Pinheiros foi o maior nos últimos 15 anos, informou o Departamento de Águas e Energia Elétrica. Segundo o governo do estado de São Paulo, o nível acumulado de chuva que atingiu a capital paulista superou a média esperada para todo o mês de fevereiro, durante apenas três horas de precipitação, com 100 milímetros de chuva. A Defesa Civil recomenda que as pessoas fiquem em casa.

O Corpo de Bombeiros atendeu mais de 4 mil chamados. O helicóptero Águia resgatou uma pessoa na Marginal Tietê e também atende chamados em Barueri e Carapicuíba. A Polícia Militar Rodoviária também atua em pontos de interdição nas rodovias paulistas.

Em nota, o governo do estado informou que retirou sedimentos do leito do Pinheiros equivalentes a 28 mil caminhões basculantes. Também houve a retirada de 9 mil toneladas de lixo das águas.

As aulas desta segunda foram suspensas em 40 escolas da rede estadual em função das fortes chuvas. Também não haverá aulas nessas unidades nesta terça ou até que a situação se normalize.

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