Caso suspeito de coronavírus em Lisboa com resultado negativo

Mundo Lusíada
Com Lusa

A Direção-Geral de Saúde (DGS) informou que o caso suspeito de infeção por novo coronavírus, em observação em Lisboa, foi negativo, após realização de análises.

“A Direção-Geral da Saúde (DGS) informa que o primeiro caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (2019-nCoV) em Portugal foi negativo após realização de análises laboratoriais pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas negativas”, pode ler-se no comunicado hoje divulgado pela DGS.

Um homem regressado da China no sábado estava sob observação no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, por suspeita de infeção pelo novo vírus detetado no país.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português desaconselhou “viagens não essenciais” à China, pelos eventuais riscos de saúde e pelas presentes limitações na circulação dentro do país.

Referindo que as autoridades de saúde chinesas e a Organização Mundial da Saúde confirmaram a ocorrência de um grave surto de pneumonia, causada por um novo coronavírus (2019-nCoV.), com epicentro na cidade chinesa de Wuhan, o Governo português lançou o aviso para que se evitem, “neste momento, e até que a situação atual seja revista pelas autoridades chinesas, viagens não essenciais à China”.

“Não apenas pelos eventuais riscos de saúde, mas também pelas presentes limitações na circulação dentro do país”, apontou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), recomendando “atenção permanente ao constante evoluir da situação”, bem como às informações divulgadas nos portais da Direção-Geral da Saúde, do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e da Organização Mundial da Saúde.

Além disso, os viajantes devem efetuar o registro das suas viagens no aplicativo Registro Viajante.

“Aos residentes, recomenda-se que, caso não o tenham ainda feito, procedam à sua inscrição consular ou à respectiva atualização junto do posto com jurisdição sobre a área de residência”, indicou o MNE.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças pediu também aos Estados-membros da União Europeia (UE) que adotem “medidas rigorosas e oportunas” para controlo do novo coronavírus chinês na região, após a confirmação de casos em França.

“Os países da UE e do Espaço Econômico Europeu devem garantir a aplicação de medidas rigorosas e oportunas de prevenção e controlo de infeções em torno dos casos detetados […], a fim de evitar uma maior disseminação na comunidade e nos serviços de saúde”, vinca o Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (ECDC, sigla em inglês).

De acordo com este organismo da UE, se os Estados-membros adotarem tais medidas, “a probabilidade de uma maior disseminação […] é considerada baixa”.

Por esta razão, o ECDC manteve na categoria de ‘moderado’ o risco de contágio deste coronavírus na UE, após uma nova avaliação feita no domingo, que se seguia a duas outras feitas, respetivamente, há uma e há duas semanas.

Situação

A China elevou já para 80 mortos e mais de 2.700 infectados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As autoridades anunciaram 24 novas mortes desde domingo na região de Hubei, mas não registaram óbitos provocados pelo vírus fora da província.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.

As pessoas infetadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.

O Governo decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população.

Em Pequim, os locais turísticos, os recintos culturais e as salas de espetáculo foram encerradas preventivamente.

Investigadores de Hong Kong disseram que modelos matemáticos estimam que o número de casos do novo coronavírus (2019-nCoV) seja superior 40.000 e que os Governos devem adotar medidas severas para restringir os movimentos populacionais.

O número de casos suspeitos dobrou no espaço de 24 horas, para quase 6.000.

“Precisamos preparar-nos para o facto de que esse surto em particular estar a tornar-se numa epidemia global”, disse Gabriel Leung, líder da equipa de investigação da HKU.

“Medidas importantes e draconianas para limitar os movimentos populacionais devem ser tomadas o mais rápido possível”, sublinhou o investigador.

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