Casa de repouso no distrito de Lisboa tem 71 infectados com covid-19

Da Redação
Com Lusa

Uma casa de repouso no concelho de Odivelas, distrito de Lisboa, tem 37 utentes e 34 funcionários infectados com covid-19, todos assintomáticos, segundo o vice-presidente da câmara.

Este surto foi detectado na Casa de Saúde e Repouso da Amoreira, situada na localidade da Ramada, e segundo disse o vice-presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Edgar Valles, só foi identificado “por mero acaso”.

“Um dos utentes deslocou-se ao hospital, por motivos alheios à covid e foi testado, tendo dado positivo. A partir daí decidiu-se testar todos os utentes e funcionários e aqueles que deram positivo estão assintomáticos”, afirmou.

A doença foi detectada em 37 utentes, de um total de 60, e em 34 funcionários, de um universo de 54.

Segundo explicou o autarca de Odivelas, todos os funcionários que testaram positivo à covid-19 estão em casa a cumprir quarentena e os utentes foram divididos em alas.

“Neste momento estamos a proceder à avaliação da situação e das condições que o lar tem para separar os utentes com covid e sem covid. Depois, as autoridades de saúde irão decidir se será necessário transferir alguns doentes”, apontou.

No Barreiro

Três idosos do Lar São José, no Barreiro, morreram após um foco de covid-19, que continua a manifestar-se em 48 pessoas da instituição, segundo a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Segundo a mesma fonte, numa nota escrita enviada à agência Lusa, a doença continua ativa em 35 residentes e em 13 profissionais do lar, que se localiza no distrito de Setúbal.

Do número de idosos infectados, seis estão internados e 29 permanecem no lar, mas há a lamentar a morte de três utentes que tinham testado positivo, indicou.

Já entre os profissionais, a doença continua ativa em 13 pessoas e “há um caso curado”, acrescentou.

O surto no Lar São José foi detectado no início do mês e contabilizou no total 52 casos acumulados, dos quais 38 em residentes e 14 em trabalhadores.

Em declarações à Lusa, o presidente do município, Frederico Rosa (PS) também lamentou a morte das três pessoas e adiantou que também tinham associadas “outras patologias e outras causas que levaram a este desfecho”.

Já em relação à situação do lar, o autarca referiu que “os casos estão estabilizados” e que quando se verifica o “aumento de temperatura corporal as pessoas são de imediato levadas ao hospital para fazer a monitorização”.

“As coisas estão controladas, mas é preciso sempre alguma cautela porque o ‘controlado’ são situações momentâneas”, afirmou.

Apesar desta situação, Frederico Rosa disse que os casos ativos no concelho “estão a diminuir” em relação aos últimos meses, em que se registou entre 100 a 120 casos ativos de covid-19.

“Neste momento, das últimas informações que tenho da saúde pública, estamos com cerca de 80 casos ativos, sendo que metade se referem à situação da Misericórdia do Barreiro [Lar São José].

Portugal registra mais cinco mortes por covid-19 e mais 214 casos confirmados de infecção em relação a segunda-feira, segundo o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, desde o início da pandemia até agora registraram-se 54.448 casos de infecção confirmados e 1.784 mortes.

Governo

A dimensão dos surtos de covid-19 nos lares de idosos “não é demasiado grande em termos de proporção”, respondeu a ministra Ana Mendes Godinho, em entrevista publicada sábado, no jornal semanário Expresso, admitindo ainda falta de funcionários naquelas instituições.

Na sequencia, o primeiro-ministro manifestou “toda a confiança política” na ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, alvo de críticas após a entrevista sobre lares de idosos.

António Costa recusou “alimentar polêmicas artificiais”, em declarações aos jornalistas. “Não vale a pena pedirem a demissão de membros do Governo porque, quando eu não tiver confiança nalgum, resolvo o problema. Tenho toda a confiança [política] na ministra Ana Mendes Godinho, no trabalho excecional que tem vindo a fazer”, garantiu, referindo-se ao trabalho daquele ministério na proteção do emprego ou na criação de novas prestações sociais.

“Não só não houve nenhuma desvalorização como o Estado não regateou esforços, até mobilizou as Forças Armadas, dando assistência médica e pessoal. Não vale a pena. A situação já é suficientemente grave para estarmos a gastar energias com polêmicas que são artificiais. Que cada um faça o seu trabalho. Eu nunca gosto de alimentar polêmicas”, continuou o primeiro-ministro.

O chefe do Governo lembrou que houve “um aumento de 5,5% das transferências para os lares”, que são “mais de 2.000 em todo o do país”, com “mais de 90 mil utentes” e “mais de 60 mil profissionais”.

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