Avião da TAM acima da velocidade normal, dizem autoridades

 

Mundo Lusíada com ABr

 

Segundo o presidente da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) José Carlos Pereira, o Airbus 320 da TAM que teve problemas na aterrissagem e se chocou com um prédio de cargas da TAM Express, estava acima da velocidade normal, passando a 90 nós no trecho em que deveria estar parado, o equivalente a 166,68 km/h. Após assistirem ao vídeo de pouso do vôo JJ 3054 da TAM, as autoridades e técnicos do setor aéreo fizeram uma coletiva de imprensa na quarta-feira 18 de julho.  

Agência Luz/ABr

São Paulo (SP) – Entrevista coletiva com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da CPI do Apagão Aéreo. Ele disse que o avião da TAM aterrissou em velocidade acima da recomendada antes do acidente em Congonhas

Participaram da reunião Armando Schneider Filho, superintendente de Empreendimentos de Engenharia da Infraero, Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidente (CENIPA), Luiz Kazume Myoda, superintendente de Infra-Estrutura da ANAC; e o major Jorge Godinho Barreto Nery, assessor especial militar do Ministério da Defesa. De acordo com o relator da CPI do Apagão Aéreo, senador Demóstenes Torres, que citou a operação de pouso “no mínimo inusitada”, disse que o trecho percorrido em 10 segundos por outras aeronaves foi feito em apenas 3 segundos pelo Airbus da TAM. “Aparentemente, pelo vídeo, e comparando com outros pousos, o avião parou no lugar certo, porém no trecho em que os outros aviões começam a desacelerar dá a impressão de que o avião está acelerando". Presidente da TAM O presidente da companhia aérea afirmou em coletiva de imprensa que o avião tinha “perfeitas condições” de uso. Marco Antonio Bologna disse ainda que com 186 pessoas a bordo, o Airbus estava com 100% de ocupação. Embora considere recomendável aguardar pela conclusão das investigações antes de opinar sobre as possíveis causas do acidente, Bologna disse que a falta de groovings (ranhuras feitas na pista para permitir o escoamento da água da chuva) não impede que o aeroporto funcione. 

Agência Luz/ABr

São Paulo – Entrevista coletiva do brigadeiro-do-ar Jorge Kersul Filho, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), no Aeroporto de Congonhas

“A pista de Congonhas foi reformada recentemente e o que não foi realizado [os groovings] não a torna inoperante, nem menos segura. O seu funcionamento depende não só das condições da lâmina d´água, como de vento. Então, depende muito da ocasião. A pista já foi utilizada sem ranhuras antes da reforma da pista. O importante é que aguardemos pelo fim das investigações para falar sobre as causas do acidente”. Perguntado sobre a crise que o setor aéreo atravessa desde o acidente com o Boeing da Gol, em setembro de 2006, o presidente da TAM disse que a discussão é “mais ampla”. “Acho que o Brasil vive um momento bastante forte de crescimento de renda, o que gerou um aumento do número de passageiros. Existem alguns problemas infra-estruturais, mas eu acredito que as autoridades já estão procurando tomas as providências”. Sobre o número de funcionários que estavam no terminal de cargas no horário do acidente, o presidente da TAM estimou entre 55 e 60, mas não informou quantos morreram. E completou que o local em horários de pico, “o total pode chegar a 380 funcionários, entre próprios e terceirizados”. Até a manhã de 19 de junho, cerca de 180 corpos já foram retirados dos escombros na região do Aeroporto de Congonhas. Entre as vítimas está um cidadão português, mas não houve declarações oficiais informando o nome do passageiro.

 

 

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