Apenas 5 concelhos portugueses abaixo do nível máximo de incidência por Covid

Da Redação com Lusa

Apenas cinco dos 308 concelhos de Portugal estão abaixo do nível máximo de incidência de infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, menos três do que na última semana, indica o boletim de sexta-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo os dados da DGS, Calheta, Corvo, Santa Cruz da Graciosa, Velas – todos nos Açores – e Mourão são os únicos concelhos que registram uma incidência cumulativa a 14 dias inferior a 960 casos por 100 mil habitantes, o patamar mais alto dos sete definidos pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças para este indicador.

Em relação ao relatório da última sexta-feira, os concelhos de Avis, Alvito, Góis e Gavião passaram para o nível máximo de incidência, enquanto Mourão baixou para o segundo nível entre 480 e 959,9 casos por 100 mil habitantes a 14 dias.

Todos os restantes 303 concelhos estão no nível máximo, destacando-se os concelhos de Câmara de Lobos (incidência de 11.918), Funchal (10.205) Cabeceiras de Basto (9.635).

Em sentido contrário, com a incidência cumulativa mais baixa do país, está esta semana o Corvo, com 426 casos por 100 mil habitantes a 14 dias, situando-se no terceiro dos sete níveis de risco.

 Números da Covid

Neste sábado, Portugal registra mais 58.131 casos de covid-19 e 43 óbitos provocados pela doença, havendo ainda uma diminuição do número de internados em enfermaria e unidades de cuidados intensivos, de acordo com os dados oficiais.

Segundo o boletim diário da DGS, há hoje menos 17 pessoas internadas em enfermaria, num total de 2.027, e menos oito pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos (UCI), que são agora 154.

O boletim indica também que há hoje mais 26.160 pessoas recuperadas da doença, mas também mais 31.928 casos ativos, o que eleva o total de casos ativos para 454.821.

Há ainda mais 26.184 contatos em vigilância, num total de 452.094.

Os 58.131 casos registrados hoje são o segundo valor mais alto de novas infeções em 24 horas desde o início da pandemia em Portugal, apenas superado pelo valor de sexta-feira, quando se registaram 58.530 casos.

Quanto aos óbitos, Portugal aproxima-se dos 20 mil desde o início da pandemia de covid-19, estando agora o valor total de mortes provocadas pela doença em 19.539.

Os 43 óbitos registados nas últimas 24 horas apenas foram superados este mês pelos 49 registados na sexta-feira e pelos 46 de dia 18 de janeiro.

Nas últimas 24 horas morreram 18 pessoas na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se registaram 17.165 novos casos.

No Norte registaram-se 15 óbitos e 25.255 novos casos; na região Centro quatro óbitos e 8.716 novos casos de covid-19; no Alentejo dois óbitos e 1.915 novos casos; e no Algarve dois óbitos e 2.244 novos casos.

Quanto às regiões autónomas, apenas a Madeira regista óbitos nas últimas 24 horas, com mais duas mortes por covid-19. Regista ainda 1.708 novas infeções, acima das 1.128 registadas nos Açores.

Até ao dia de hoje morreram 10.278 homens e 9.261 mulheres de covid-19, maioritariamente na faixa etária dos 80 ou mais anos.

A mortalidade por covid-19 aumentou 47% numa semana, fixando-se agora nos 37,6 óbitos por um milhão de habitantes, valor superior ao definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), alertou na sexta-feira o relatório das “linhas vermelhas” da DGS.

De acordo com as “linhas vermelhas”, os 47% assinalam uma “tendência crescente do impacto da pandemia na mortalidade”.

Em relação ao número de pessoas infetadas internadas nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), as autoridades de saúde revelaram uma tendência estável.

A análise de risco da pandemia adianta também que o número de infeções por SARS-CoV-2, por 100 mil habitantes acumulado nos últimos 14 dias, foi de 5.053, com tendência crescente a nível nacional e em todas as regiões.

Já o índice de transmissibilidade (Rt) fixa-se nos 1,10 a nível nacional, com as regiões Norte e Algarve a apresentarem o valor mais elevado neste indicado (1,14).

Também segundo dados oficiais da DGS, mais de 4,1 milhões de pessoas já foram vacinadas com a dose de reforço contra a covid-19.

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