Abrigos para venezuelanos no interior do Brasil poderá ser ampliada

Da Redação

A venezuelana Johanmary Rodriguez chegou ao Brasil com o filho Kleiver, de apenas 7 meses, fugindo da crise econômica e da instabilidade política em seu país.

Depois de quase um mês vivendo nas ruas de Boa Vista (RR), ela conseguiu vaga em um dos abrigos mantidos pelo governo brasileiro e pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Vir para cá foi o melhor que poderia acontecer e, agora, quero conseguir um emprego para progredir na vida”, disse.

Uma das possibilidades é trabalhar em outras partes do Brasil por meio da transferência de imigrantes realizada pelo Ministério da Cidadania, segundo o governo brasileiro.

No último dia 3, o ministro Osmar Terra anunciou que o processo de transferência dos venezuelanos de Roraima para outras cidades do interior brasileiro deve ser ampliado. “Desde o início da Operação Acolhida, mais de 5,5 mil foram encaminhados para 17 estados e conseguimos, agora, um recurso extra para mais 5 mil.”

Hoje, mais de 6,6 mil pessoas estão distribuídas em 13 abrigos de Roraima – o ministro acompanhou o trabalho desenvolvido pelas Forças Armadas no Rondon 3, o maior do estado, com 1.059 pessoas.

Terra destacou a necessidade da articulação do governo federal com estados e municípios para fortalecer o processo de interiorização, bem como o auxílio para combater a crise humanitária provocada pela onda migratória venezuelana.

“É um esforço conjunto que os brasileiros e, principalmente, os gestores devem fazer em função da importância que tem a ajuda para essas pessoas”, enfatizou.

A comitiva do ministro, formada por representantes do governo federal e da fundação holandesa Bernard van Leer, visitou ainda o ponto de recepção de imigrantes na rodoviária do município e os serviços oferecidos em colaboração com Organizações Não Governamentais (ONG) e órgãos internacionais no posto de triagem – como vacinação, confecção de documentos, distribuição de refeições, controle migratório e entrevista de trabalho.

A chefe do escritório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Esther Benizri, falou da importância da parceria com o governo federal e da continuidade da interiorização.

“O trabalho conjunto está sendo muito positivo e mantemos o apoio para que a possibilidade de mudança de Roraima para outros estados chegue a cada vez mais imigrantes.”

O ministro ressaltou ainda que está em discussão a implantação de um centro de apoio temporário em municípios estratégicos para facilitar o processo de deslocamento dos migrantes, seja por via terrestre ou aérea.

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