RVRtopo

 

Domingo, 01 de Fevereiro de 2015 Mundo Lusiada no Facebook Mundo Lusiada no Twitter Mundo Lusiada no Orkut Mundo Lusiada no YouTube

Comunidade portuguesa no Rio “aprova” Consulado na Zona Sul

Por | 8 fevereiro, 2013 as 2:04 pm | Nenhum comentário

Por Ígor Lopes

Palácio São Clemente na Zona Sul do Rio será a casa da diplomacia lusa.

Palácio São Clemente na Zona Sul do Rio será a casa da diplomacia lusa.

A comunidade portuguesa carioca está de acordo com a mudança de endereço do consulado português na cidade. Após a repercussão da notícia da decisão do governo português em levar o consulado do Centro para a Zona Sul, veiculado pelo Mundo Lusíada no final de janeiro, fomos ouvir a opinião de líderes da comunidade portuguesa no Estado e de cidadãos que utilizam os serviços consulares. Os comentários são unânimes em apoiar a decisão do governo lusitano, porém, fica a dúvida quanto à praticidade e os custos dessa mudança.

Nuno Bello, cônsul-geral de Portugal no Rio, diz concordar com o caminho que o governo lusitano está seguindo em relação a esse tema. “O processo de decisão decorre em Lisboa e naturalmente que concordo com essa decisão. Trata-se de um assunto no qual tenho estado a trabalhar desde que cheguei ao Rio”, comenta o diplomata, que não adiantou mais detalhes do projeto.

Membro do Conselho das Comunidades Portuguesas, Ângelo Horto alega que a dificuldade de acesso ao consulado, por parte do público, e o custo de manutenção dessa unidade consular tornam a decisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal aceitável.

“A mudança das instalações é um sonho antigo que, graças ao Conselho das Comunidades Portuguesas e ao deputado Carlos Páscoa, depois de muita luta, conseguimos realizar. O prédio onde funciona hoje o Consulado, no Edifício Orly, é mal localizado e tem um condomínio astronômico. Trata-se de um prédio que para se ter acesso é preciso subir uma escada de dois lances, o que para os idosos é um martírio”, comenta Horto, que acredita que os serviços consulares estão melhorando. “O atendimento com hora marcada já é uma realidade”, completa.

Antônio Gomes da Costa, presidente da Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras, diz concordar com a medida, principalmente pelo fato de que os custos de manutenção do atual imóvel no Centro são altos. Gomes da Costa sublinha que, no passado, o governo cometeu um erro ao mudar a sede dos serviços para esse local, onde se paga condomínio.

“Essa mudança não é de agora. Cogita-se há anos. O anterior cônsul já nos havia pedido para encontrar um imóvel apropriado, o que não caminhou por causa da crise”, comenta o responsável pela Federação, que afirma que o ideal mesmo era que o consulado encontrasse outro endereço no Centro, onde repartições como a portuguesa costumam ficar localizadas.

Gomes da Costa avalia ainda que a utilização do Palácio São Clemente é viável e diz que o que se previa era usar o subsolo do local para receber os serviços consulares.

Por seu turno, o deputado socialista Paulo Pisco, eleito pelo círculo da Europa, não faz oposição ao assunto e diz compreender a mudança do local do consulado, além de achar que essa é uma decisão “desejável”.

“Acho útil que haja uma concentração das estruturas diplomáticas e consulares de forma a serem racionalizados os custos. O local de funcionamento do consulado no Rio era muito inadequado. Não tem sentido nenhum um consulado funcionar num 19º andar de um prédio porque não é nada funcional e, nesse caso particular, inapropriado para pessoas com mobilidade reduzida, uma vez que ainda tinham de subir um andar por escadas. A localização do Palácio de São Clemente também não é a mais adequada, porque não é central. Mas, apesar de tudo, julgo que, mesmo assim, apresenta algumas vantagens”, sublinha Pisco.

Comunidade aguarda “dias melhores”

Marinho Nunes, ex-presidente da Casa de Viseu carioca, também aprova a mudança. “Nosso atual consulado, apesar de sua excelente localização, não atende as necessidades de uma comunidade cada vez mais idosa. E obriga a quem necessita de ir até lá ter que subir um lance de escadas para ser atendido. Além do mais, segundo consta, os custos de manutenção do mesmo são altíssimos, a começar pelo condomínio. Então já há algum tempo se cogita essa mudança. Concordo com isso”, afirma Nunes, que, no entanto, adverte que alguns fatores devem ser levados em conta, como a real intenção em se oferecer mais conforto e praticidade aos utentes, já que o novo local fica distante do metrô e incide em utilizar mais do que uma linha de ônibus, se haverá possibilidade de se utilizar o estacionamento dentro do Palácio e se os custos de adaptação do imóvel compensarão o investimento?

Na opinião de Vitor Cardoso, folclorista da Casa do Minho do Rio, levar os serviços consulares da região central da cidade para a Zona Sul “talvez não seja um boa ideia”. Por outro lado, comenta Vitor, “julgando pelo tamanho da área do próprio Palácio, poderia ser também um aproveitamento do espaço e utilização da área”.

LEIA MAIS >> Governo decide “fechar” consulado no centro do Rio e levá-lo para a Zona Sul carioca





 

Deixe uma resposta

 

 
© 2011 Jornal Mundo Lusíada - RVR PROMOÇÕES E PUBLICIDADE LTDA. Todos os direitos reservados.
Assine - Fale Conosco - Publicidade