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Governo português inicia negociações para compra de aviões KC-390

Por | 12 setembro, 2017 as 9:47 am | Nenhum comentário

Da Redação

O Governo português apresentou a equipe de negociação da compra de cinco ou seis aviões KC-390, numa cerimônia que representou também o início oficial das negociações, e que contou com a presença dos Ministros da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, e da Economia Caldeira Cabral.

A equipe, nomeada a 14 de agosto por Despacho do Ministro da Defesa Nacional, iniciou atividade dia 15 de agosto e terá até 26 de outubro de 2017 para apresentar um relatório detalhado que identifique todos os aspetos relevantes e necessários à introdução do KC-390 na Força Aérea, com opções para decisão final, incluindo custos associados e cronogramas.

O Governo aprovou, a 8 de junho, a autorização do início das negociações com a Embraer, para a aquisição de cinco aeronaves KC-390, com opção mais uma, um simulador de voo, para instalação e operação em território nacional.

O Governo decidiu, através da Resolução de Conselho de Ministros publicada a 27 de julho, que era “chegado o momento do Governo de Portugal aprofundar as negociações com a Embraer”, com vista ao reforço das “atuais capacidades de transporte aéreo, de busca e salvamento, evacuações sanitárias e apoio a cidadãos nacionais, nomeadamente entre o Continente e os Arquipélagos”.

Uso militar e civil

As aeronaves deverão incluir as capacidades de reabastecimento em voo e de combate a incêndios florestais, o que possibilita que Portugal disponha de aeronaves com funções de duplo uso (civil e militar), que respondem a necessidades permanentes do País.

Portugal, a par da República Federativa do Brasil, é um dos principais parceiros do programa cooperativo de desenvolvimento e produção do KC-390, do qual fazem parte também a República Checa e a Argentina.

As negociações com a Embraer serão dirigidas pelo Ministro da Defesa Nacional e a equipe integra, para além de elementos da Defesa, representantes nomeados pelos Ministros das Finanças, da Economia, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A equipe é composta por: Alberto António Rodrigues Coelho, coordenador geral; Francisco Jorge Samúdio Gomes Ramires e José Moreira (Finanças); coronel João Paulo Pires (Defesa Nacional); António Augusto Magalhães Cunha e Paulo Manuel Cadete Ferrão (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior); Patrícia Castanheira Venâncio Leão e Nuno Augusto de Castro Azevedo Soares de Almeida (Economia); major-general João Cartaxo Alves e tenente-coronel João Rui Ramos Nogueira (Força Aérea); Nuno Miguel Gameiro Bastos Cadete (Secretaria-Geral da Defesa Nacional); capitão-de-fragata Carlos Manuel Pereira Mendes e Cristina Maria da Cunha Pinto (Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional).

No último mês, o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa recebeu o presidente brasileiro, em rápido encontro em Lisboa, quando Michel Temer divulgou que Portugal confirmou a compra de seis aeronaves da brasileira Embraer. “Durante minha visita a Lisboa, o Presidente português confirmou a compra de seis aviões da @embraer. Mais investimentos no Brasil”, escreveu Michel Temer na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Até final do ano

Em 12 de setembro, o presidente executivo da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, declarou em Singapura que espera que as negociações sobre a venda do avião de transporte militar KC-390 para Portugal avancem até ao final do ano.

A informação foi divulgada pela Agência Bloomberg e pela Lusa, que também questionou sobre a hipótese da fabricante de aviões abrir uma unidade para produzir jatos comerciais na China daqui a dois anos. “A empresa vai esperar a primeira entrega do novo jato E195-E2, prevista para 2019, para depois avaliar uma fábrica na China”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva.

Uma fábrica de aeronaves seria justificada pela grande procura por parte do país asiático nas próximas décadas. O responsável da fabricante de aviões brasileira também explicou que existe potencial para produzir cerca de mil aviões regionais, do tamanho dos que a empresa já produz, nos próximos 20 anos na China.



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