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Países da CPLP querem baixar produção de lixo plástico e estudam estratégia de Oceanos

Por | 8 junho, 2017 as 11:20 am | Nenhum comentário

Mundo Lusíada
Com ONU News

Timor-Leste trabalha para proteger a sua área marinha conhecida por ter a maior biodiversidade do mundo, segundo o ministro de Estado e coordenador dos Assuntos Econômicos e da Agricultura.
Falando à ONU News, em Nova Iorque, Estanislau Aleixo da Silva disse que os timorenses não podem trabalhar isolados e apresentou pontos do plano nacional na Conferência sobre Oceanos que esta semana decorre nas Nações Unidas.
“Progressivamente minimizar a produção de plásticos até 2022. Ao menos tempo, conduzir todo um trabalho através de projetos muito concretos para minimizar toda a descarga de resíduos sólidos do mar através de estabelecimento de centros de resíduos para assim evitar a descarga desses resíduos no mar. Há uma investigação que foi feita e agora queremos expandir e estudar o impacto da sedimentação e do lixo desse processo na dinâmica da população.”
Em 2016, Timor-Leste presidiu a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, para a qual propôs uma estratégia de oceanos.
A ideia é que aumente a cooperação internacional que promova o desenvolvimento sustentável em territórios oceânicos de cada Estado-membro. Estanislau da Silva vê motivos para continuar o tipo de colaboração mesmo no momento da presidência brasileira do bloco.
“Falou-se na eventualidade de se estabelecer um centro de investigação relativamente aos assuntos do mar. Países como Portugal e Brasil estão de certa forma mais avançados nessa área. A experiência deles vai ser importante para os nossos países como Timor-Leste. Por outro lado, Timor-Leste vai muito brevemente aceder à Asean (Organização de Estados do Sudeste Asiático), esperamos que com a nossa adesão à Asean podemos ser a ponte entre a Cplp e a Ásia e Pacífico e desenvolver um trabalho coordenado no sentido de a nível global para a nível global acionar mecanismos para a projeção dos nossos oceanos.”
O governo timorense está a estimular o envolvimento de jovens em ações empreendedoras para reaproveitar o lixo do mar criando empregos e fontes de rendimento.

Portugal: Portos mais verdes
Uma estratégia para o oceano mais sustentável e com um maior foco na economia azul. Essa é uma das propostas de Portugal durante sua participação na Conferência sobre os Oceanos.
A ministra do mar de Portugal, Ana Paula Vitorino, discursou em nome de seu país e convidou os Estados-membros da ONU para participarem de uma grande conferência sobre o tema, que Portugal deve acolher em 2020.
Ana Paula Vitorino falou ainda da importância da cooperação entre as nações de língua portuguesa sobre o projeto de promover mais portos sustentáveis entre os países, como já ocorre em Brasil e Portugal.
“Green ports, termos portos mais limpos. E portanto esse tipo de matéria, depois, é exportada para o resto do mundo. E por isso, nós a nível da Cplp, ou bilateralmente, temos produzido valor acrescentado em termos de inovação tecnológica, em termos de conhecimento, e isso tem constituído mais valias incrementais para o mundo e para a sustentabilidade do oceano.”
De acordo com a ministra portuguesa, o montante da economia azul no Produto Interno Bruto de Portugal, PIB, é pouco mais de 3%. Para Ana Paula Vitorino, não só Portugal, mas outras nações com acesso a oceanos têm condições de melhorar esta performance com uma política mais focalizada no potencial da economia azul.
A chefe da pasta do Mar afirmou que ainda há bastante espaço a ser ocupado também nas redes de comunicação e até em redes sociais sobre o tema.
Segundo ela, a Conferência sobre os Oceanos, a primeira da ONU, é apenas o começo. Na abertura, Antonio Guterres também falou sobre o tema.
Guterres declarou que 75% dos Estado-membros da ONU compartilham rios ou lagos com seus vizinhos. Grandes bacias hidrográficas, como o Nilo, o Indo, Ganges, Eufrates e o Mekong fornecem um meio de vida econômico, comercial e cultural de subsistência para as comunidades ribeirinhas.

Brasil: Cooperação
O secretário nacional de Políticas e Programas de Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Jaílson de Andrade, lembrou ainda que o país tem a maior costa Atlântica. “O Brasil parte do princípio que a vida vem dos oceanos, ou seja, que os oceanos são primordiais para a vida. Como os oceanos se comunicam em todo o mundo, nós vemos os oceanos, além de essencial para a vida, como um bom veículo de comunicação e de cooperação entre os países. Então, a mensagem primeira do Brasil é cooperação. A questão dos oceanos, do ODS 14, não é uma questão para um só país, um só continente enfrentar. Ela precisa de uma grande cooperação de todos.”
O especialista afirmou que em novembro, o Brasil pretende reunir vários países das regiões do Caribe e da África para intensificar a cooperação sobre oceanos. Na entrevista, ele ressaltou ainda que 15% da água doce que chega aos oceanos do mundo vem do rio Amazonas.
Jailson de Andrade falou ainda sobre uma possível colaboração brasileira com Portugal e Cabo Verde para fortalecer redes de pesquisa sobre oceanos.

Petição Global
A agência ONU Meio Ambiente recebeu uma petição com mais de 1 milhão de assinaturas pedindo o fim do descarte de plástico após um único uso. A meta é acabar com essa prática nos próximos cinco anos e a petição apoia a campanha Mares Limpos da agência da ONU.
Mais de 20 países estão de acordo com a campanha, que pede a governos, indústrias e cidadãos para acabar com o uso excessivo e o desperdício de plástico e eliminar os microplásticos dos cosméticos.
Segundo o chefe da ONU Meio Ambiente, “8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos todos os anos, ameaçando a vida marinha”. Erik Solheim agradeceu a 1 milhão de pessoas que assinaram a petição e garantiu trabalhar para que mais países apoiem a campanha.
O projeto Mares Limpos foi lançado em fevereiro. A Indonésia se comprometeu a reduzir seu lixo marinho em 70%; o Quênia deve aprovar o fim do uso de sacolas plásticas em setembro e a Suécia anunciou apoio financeiro para o combate ao lixo dos oceanos.
A petição foi entregue na ONU, em Nova Iorque, durante a Conferência.



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