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As consequências do Tratado de Tordesilhas e o Brasil atual

Por | 15 maio, 2011 as 7:14 pm | Nenhum comentário

 

Todos nós em séculos seguidos ouvimos falar do famoso “Tratado de Tordesilhas”, tanto no Brasil como em Portugal e nos outros 6 países de “Língua Portuguesa”, evidentemente que um tratado assinado por duas potências da época do século 15 era uma coisa extraordinária, uma vez que, eles eram os dominadores dos oceanos e logicamente teria consequências na época e no futuro da humanidade.
Já anteriormente à assinatura desse tratado, em 1493, o Papa havia emitido a “Bula Inter-Coetera” que dizia que até 100 léguas das Ilhas dos Açores as terras descobertas seriam de Portugal, mas este não aceitou muito e após muita conversa o Papa resolveu fazer um encontro na cidade Tordesilhas na Espanha, e afinal os litigantes acabaram com concordar nos limites das descobertas, ou seja, até 370 léguas das ilhas de Cabo Verde as descobertas de terras seriam de Portugal e além da Espanha. Aí então, esse famoso tratado foi assinado no dia 02 de Julho do ano de 1494.
Com essa firmação, as consequências seriam rapidamente acontecidas e Portugal colocou um plano de expansão rapidamente, como seja, formar uma frota de navios para dirigir-se a terras longínquas, nas quais ele já conhecia desde o ano de 1300, terras essas descobertas pelo navegador português Sancho Brandão, mas que ficaram encobertas por receio de chegar ao conhecimento dos espanhois, uma vez que, quem aprovava os mapas era o Papa e o Papa era espanhol e uma espécie de ONU. Só mais tarde, quando o Papa era alemão que Portugal aceitou conversar. Tudo havia ficado encoberto e anotado na famosa “Torre do Tombo” em Lisboa, que só ficaram abertos os documentos na época na qual Portugal aprovou as viagens. E aí então essa frota de 13 navios partiu de Lisboa, chegando em Porto Seguro no Brasil, exatamente no meio das léguas da costa brasileira, entre Belém do Pará e o Rio da Prata, e ali ficaram 7 dias, rezaram a famosa missa e partiram para a Índia.
Como podemos ver, uma frota com 12 navios, visto que, um afundou antes de chegar em Porto Seguro, com 1500 homens, vem de outra parte do mundo, descobre terras e depois de 7 dias vai embora, justamente para a Índia, onde Portugal já era suficientemente colonizador da região de suas colônias. Cremos que logicamente tudo foi melhor preparado para não haver lamentações da Espanha, e assim sendo a “Ilha de Vera Cruz”, a “Terra de Santa Cruz” e o futuro Brasil haviam sidos criados.
Tanta terra existia que após alguns anos os Reis de Portugal resolveram dividí-lo em regiões e surgiram as famosas “capitanias”, umas mais progressistas que as outras, mas foi uma idéia muito interessante, uma vez que, trouxe o progresso para muitas regiões do Brasil, mormente para o Sul do país.
Outra coisa muito importante, surgiu em 1725, quando o Marquês de Pombal foi nomeado Ministro das Relações Exteriores de Portugal, imediatamente proibiu de que no Brasil continuassem a falar uma língua misturada, “A Língua Geral” que era o português/ o Guarani e  /o Tupi, e fez com que até os cartórios mudassem de fazer as escrituras nessa língua, expulsou os “Jesuítas” por 13 anos, os quais lecionavam em escolas nessa língua e portanto, no Brasil de norte a Sul só se falasse o português. Do mesmo modo no Brasil já existiam 3 países, o Reino do Grão-Pará e Maranhão, o Reino do Nordeste e o do Sul, mandou prender o vice-rei do Grão -Pará e Maranhão, acabou portanto, com a divisão do país Brasil. Se isso não acontecesse, hoje por aqui teríamos mais 3 países na América do Sul.
Assim sendo, além de ter formado um dos maiores países do mundo, o Brasil, com 200 milhões de habitantes falando a sua língua, criou a “Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” uma vez que praticamente 300 milhões falam hoje a Língua Portuguesa com os países da CPLP: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste, portanto oito países.
O Tratado de Tordesilhas firmou Portugal como um país de primeiro mundo, conhecedor das águas oceânicas e como o maior país navegador da história, para a honra eterna do nosso Brasil e do eterno Portugal.

Adriano da Costa Filho

Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.





 

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