Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.


 

 

11/agosto/2008

Confederação Nacional da Indústria completa 70 anos
Entrega de medalha do mérito Euvaldo Lodi e lançamento de livro, selo postal e concurso cultural marcam o aniversário da entidade

Brasília, 11/08/2008 – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) celebrará, nesta terça-feira (12), 70 anos de existência, com a entrega da Medalha do Mérito Euvaldo Lodi, a partir das 19 horas, na sede da instituição, em Brasília. Vinte personalidades serão homenageadas pela contribuição dada em seus campos de atuação, como a indústria, a economia, a ciência, a cultura e o esporte.

A medalha recebe o nome do industrial Euvaldo Lodi, que contribuiu para o desenvolvimento da indústria e da economia brasileira atuando, por quatro décadas, como empresário, parlamentar e dirigente de inúmeras instituições entre as quais a CNI, da qual foi fundador e primeiro presidente.

Após a entrega da medalha, serão lançados um selo personalizado e um carimbo comemorativo alusivos aos 70 anos da CNI, e o livro Produto Nacional – uma História da Indústria no Brasil, do jornalista e escritor Eduardo Bueno, que faz ampla abordagem da indústria nacional desde o descobrimento do Brasil.

Ministros de Estado, parlamentares, ministros de tribunais, membros do Judiciário, empresários, embaixadores e personalidades da cultura e do esporte participarão da cerimônia. Estão confirmadas as presenças do vice-presidente da República, José Alencar; dos presidentes da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, e do Senado, Garibaldi Alves; e dos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, de Minas e Energia, Edison Lobão, da Educação, Fernando Haddad, da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, da Defesa, Nelson Jobim, do Transporte, Alfredo Nascimento, e da Previdência Social, José Pimentel.

Ainda dentro das comemorações dos 70 anos da CNI, será lançado o site Vida de Indústria – Uma Biografia do Desenvolvimento (www.vidadeindustria.com.br), que conta a história da indústria nacional por décadas e promove um concurso cultural. O internauta concorre a prêmios como televisores de LCD 32’’, notebooks, aparelhos de MP3 e bolsas de estudo em cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industria (SENAI).

Homenageados com a Medalha do Mérito Euvaldo Lodi: Antônio Ermírio de Moraes, Jorge Gerdau Johannpeter, Luiz Fernando Furlan, Norberto Odebrecht, Décio da Silva, Ellen Gracie Northfleet, Cristovam Buarque, Antonio Delfim Netto, João Havelange, Pelé, Fernanda Montenegro, Oscar Niemeyer, Jarbas Gonçalves Passarinho, Célio de Oliveira Borja e José Pastore. Homenageados in memoriam: Ruth Cardoso, Roberto Marinho, Victor Civita, Octávio Frias de Oliveira e Carlos Chagas Filho.


  Serviço
  O quê: comemoração dos 70 anos da CNI
  Quando: terça-feira (12/08), a partir das 19h
  Onde: SBN Quadra 1, bloco C, Ed. Roberto Simonsen.

 

 


 

07/agosto/2008

"Principais pontos da Rodada de Doha foram concluídos", afirma Celso Amorim

Ministro destaca que Brasil deu um estímulo para os EUA fazerem um acordo sobre o algodão, que beneficiará também alguns países muito pobres.

 

Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, produzida pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitida via satélite a rádios de todo o País nesta quinta-feira (7), o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores (MRE), falou sobre as recentes negociações da Rodada de Doha e as relações do Brasil com o Mercosul, entre outros temas. Leia os principais trechos.

Rodada de Doha - Ela é muito importante para o Brasil, porque eliminaria um grande número de subsídios agrícolas que competem de maneira desleal com nossa agricultura. Há outros aspectos, mas este é o elemento mais palpável e imediato. As negociações chegaram muito perto de uma conclusão em Genebra. Faltou um pouquinho, que depende de uma decisão política de mais alto nível. A estratégia mais imediata do presidente Lula é sensibilizar os líderes dos países envolvidos. Ele telefonou ao presidente Bush, dos Estados Unidos, sábado passado (2). Reuniu-se com Hu Jintao, presidente chinês, outro parceiro muito importante. Também deverá telefonar para o primeiro-ministro da Índia, porque o impasse da última semana se deu basicamente entre Índia, Estados Unidos e China. Daí essa iniciativa do presidente de falar com os líderes.

Perspectivas - A importância da Rodada de Doha é contribuir para maior estabilidade e produção, porque os subsídios são muito negativos, sobretudo aos países em desenvolvimento. Embora aquele ciclo de negociações não tenha chegado a uma conclusão, ainda é cedo para falar que a Rodada toda foi um fracasso. Ela pode ser concluída em pouco tempo. Se não for concluída agora, devido ao calendário político de alguns países, vai demorar um pouco mais. E aí não temos certeza de como será o acordo, porque trata-se de um tabuleiro complexo - se uma peça se move, afeta as outras.
Concessões - Naturalmente, uma negociação implica trocas. Mas os pontos mais importantes da negociação foram concluídos. Na realidade, o problema central diz respeito a um mecanismo de defesa para países cuja agricultura se baseia na produção familiar, como é o caso da Índia, entre outros. Esses países querem tal mecanismo, os Estados Unidos o aceitam, mas não em sua totalidade. O Brasil, por ser um grande exportador agrícola, compartilha da visão dos Estados Unidos, mas também entende o problema indiano, até porque o Brasil também tem uma agricultura familiar forte. As concessões que o Brasil teria que fazer foram feitas, como outras também foram feitas para nós. O Brasil não será objeto de demandas e tem a capacidade, inclusive, de atuar como mediador nessa questão.

Retaliação
- O Bras il já teve ações na OMC, iniciadas há muito tempo. No caso dos Estados Unidos, há uma que já está em fase final, de determinação do valor da retaliação. Esse processo tem caminhado normalmente. Se, no contexto de Doha conseguirmos uma negociação adequada sobre o algodão, seria muito melhor. Não teríamos que acionar esse mecanismo das retaliações. É o que estamos tentando. Não é que eu tenha feito uma ameaça. Esse processo da retaliação já está andando há muito tempo. O que existe é o contrário, é um estímulo. Demos um estímulo para os Estados Unidos fazerem um acordo sobre o algodão, que beneficia não só o Brasil, mas como alguns países africanos muito pobres. Se houver o acordo, as retaliações provavelmente serão desnecessárias. É mais um estímulo do que uma ameaça.

Pontos de consenso - Apreciaríamos muito essa alternativa (os EUA sugeriram negociar pontos de consenso antes da assinatura de um trato, discussão que envolve quase 1 60 países). A Rodada é muito complexa, sempre haverá algo  a ser negociado. Um princípio básico da OMC diz que nada será acordado até que tudo esteja acordado, por consenso. Porque as normas são multilaterais, não  apenas entre Brasil e Estados Unidos. Elas vigoram para todos os países. Então, enquanto todos não concordarem, não haverá acordo. Por isso que as negociações já duram sete anos. Os países têm interesses diferentes. Mas essa é a regra do jogo. Acho a manifestação de Susan Schwab (secretária de Comércio Exterior dos EUA) em favor da realização de acordos separados positiva em termos de desejo. Mas, francamente, não acho realista. Não creio que seja possível. É possível, sim, preservar o que já se tem, desde que haja uma conclusão global.


Eleições nos EUA - Evidentemente, a perspectiva das eleições nos Estados Unidos afeta a conjuntura. O fato é que qualquer acordo que seja forçado agora, provavelmente será levado pelo próximo presidente ao Congresso dos Estados Unidos, mas a experiência de outras rodadas de negociações indica que acordos, sobretudo multilaterais, que foram fechados provavelmente serão levados adiante.

Brasil e o Mercosul - São relações muito intensas. O Mercosul, hoje, representa cerca de 13% do nosso comércio exterior, o que é muita coisa. Se nós considerarmos também os países associados ao Mercosul, esse comércio chega a 20% do total. Além disso, há o grande número de obras de infra-estrutura, como estradas, pontes. Mas sempre há algumas dificuldades, que são normais.

Mercosul e o cidadão - A questão do comércio não deixa de influenciar a vida do cidadão. Na maioria das vezes, melhora as oportunidades de trabalho e renda. Mas com relação às questões imediatas da vida do cidadão, também houve avanços. Hoje, temos acordo de residência e que facilitam o trânsito de pessoa s. Talvez ainda não esteja no nível ideal. Ainda há muita coisa a ser resolvida no nível político, que às vezes encontra obstáculos na burocracia. Na fronteira com o Uruguai, temos acordos que beneficiam diretamente os cidadãos que vivem nessas áreas fronteiriças. Eles podem recorrer a serviços de saúde ou educação de um outro país.

Crise de alimentos e Mercosul - A principal relação da crise de alimentos com o acordo é a questão dos subsídios. Quando se planta algum produto alimentício em um país rico de forma subsidiada, desestimula-se a produção deste produto em países pobres. Talvez o Brasil tenha condições de enfrentar esses subsídios, embora ele nos cause um prejuízo grave, mas há países mais pobres e com menos recursos que não têm as mesmas condições. Logo, eles vão dispor de menos alimentos e ficarão dependentes. É um paradoxo, pois, se por um lado pode ser considerado como uma ajuda alimentar, cria uma dependência e uma i ncapacidade dos países mais pobres de atenderem sua própria demanda. O subsídio é uma das partes; a outra é o acesso ao mercado dos países ricos, pois havendo a possibilidade de colocar uma parte de sua produção no mercado europeu, por exemplo, o resultado seria a viabilização de certos tipos de produtos. No caso do Mercosul, três produtos são diretamente afetados por esse cenário: soja, trigo e arroz.

Brics - O grupo dos Brics (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China) é interessante, porque foi criado de fora para dentro. Decorreu de uma análise de bancos internacionais, especialmente o Goldman Sachs, onde foi concluído que, no futuro, esses quatro países terão um papel cada vez mais forte na economia e na política mundial. Essa definição foi feita em 2001 e, de lá para cá, essa situação se acentuou, segundo várias análises mais recentes, inclusive do Banco Mundial. Isso já se reflete na atitude de outros países, quando Brasil,& nbsp; Índia e outros países em desenvolvimento são chamados para as reuniões do G8, por exemplo. O que é uma evolução recente é que, neste ano, tivemos, pela primeira vez, uma reunião dos ministros de Relações Exteriores dos Brics, na Rússia, onde esses países se assumiram como um grupo que antes somente existia para os países de fora do grupo. Houve essa união no terreno diplomático. Deverá haver, também, uma reunião dos ministros de Economia desses países. É importante essa união, porque um país não deve ficar preso apenas a um ou dois grupos, e esses são países com características e interesses bem parecidos, podendo, juntos, se fortalecerem no âmbito internacional. "A união faz a força."

Conselho Sul-Americano de Defesa - O Conselho está caminhando muito bem. As únicas reservas vieram da Colômbia, que tem interesse também em participar. Agora estamos numa fase de estruturação. Em 200 anos de vida independente dos países da Amér ica do Sul, a Unasul - União das Nações Sul-Americanas - é o primeiro tratado que reúne todos eles. É uma coisa extraordinariamente importante, porque demonstra uma disposição de integração. O Brasil fez acordos de livre comércio com todos os países sul-americanos, além de obras de infra-estrutura, que beneficiarão estados como  Acre, Rondônia e Roraima. Na América do Sul não podemos separar totalmente o que é bi-lateral, o que é multilateral para a região. Nossos esforços são para fortalecer essa integração entre os países para crescermos juntos e nos posicionarmos frente ao mundo.

Antiguidade - A antiguidade não é necessariamente um mérito, a não ser pelo fato de que o presidente Lula deve considerar que a minha cooperação tem sido boa. Temos um projeto desde o início do governo e levado isso adiante com muita coerência, que objetiva uma participação do Brasil nas relações internacionais - política externa mais ativa, relaç ões mais fortes de integração com a América do Sul e relação renovada com o continente africano. Hoje, o Brasil tem uma excelente relação com os Estados Unidos, com a União Européia, com a Rússia, a China. Essa atitude mais participativa da política externa brasileira é algo com que eu me identifico. A possibilidade de continuar levando esta política adiante me entusiasma.

 


 

 

 

 

 

06/Julho/2007

Bolsa-atleta ajuda esportista a chegar ao Pan

Entre os mais de 600 atletas da delegação brasileira nestes XV Jogos Pan-Americanos Rio 2007, com início na próxima sexta-feira (13/7), 39 deles, na modalidade individual, contaram com o apoio do programa Bolsa-atleta, do Ministério do Esporte, para treinamento e qualificação. O programa repassa recursos aos atletas que não possuem patrocínio.

 

Criado em 2005, o Bolsa-atleta já distribuiu incentivos para 1.810 atletas nas categorias Estudantil (R$ 300,00), Nacional (R$ 750,00), Internacional (R$ 1,5 mil), e Olímpica e Paraolímpica (R$ 2,5 mil).  No total, o programa distribui aos atletas recursos que chegam a R$ 13,2 milhões por ano. Para o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., a participação de atletas atendidos pelo programa nos Jogos Pan-americanos mostra que o auxílio alcança os seus objetivos. "O número de selecionados para o Pan que conta com o apoio do governo comprova a eficácia da ação do ministério. Com o incentivo do governo federal, o Brasil vai melhorar seus resultados no esporte", afirma.

 

Na opinião do secretário Nacional de Alto Rendimento, Djan Madruga, o programa é fundamental para dar continuidade aos trabalhos dos atletas. "Com este apoio, eles têm a garantia de poder treinar e competir e também de alimentar sonhos como o de ser um ídolo no país e chegar às Olimpíadas", diz.

 

Para ser bolsista, o atleta precisa preencher uma série de pré-requisitos, que variam conforme a categoria da bolsa. Entre as exigências, não receber salários de entidade esportiva e estar classificado entre os três primeiros em competições de alto nível.

 

"Graças ao dinheiro, pude me organizar e viajar para o Canadá no ano passado para poder me aperfeiçoar", afirma o esgrimista Heitor Shimbo, 24 anos, natural de São Paulo. Segundo lugar nos jogos Sul-Americanos de 2006, também vai competir no Pan.

 

A mesa-tenista Ligia Silva, contemplada na categoria internacional, também utiliza o recurso do beneficio para pagar as despesas de viagens para as competições. Para ela, ter seu trabalho reconhecido pelo Ministério do Esporte é um privilégio e foi isso que a garantiu nos Jogos. "O reconhecimento do governo federal ao meu trabalho é muito gratificante. Só tenho a agradecer e trabalhar mais para manter os meus resultados", comemora.

 

De malas prontas para ir ao Rio, o catarinense Aliseu Faria, 37 anos, recebe desde 2006 o auxílio esportivo. Campeão de tiro de carabina no ar, credita ao Bolsa-Atleta grande parte de sua permanência no esporte. "Não cobre todas as despesas, mas me ajuda na compra de munição e de combustível para meu carro", conta Heitor, que se desloca, todos os dias, a uma distância de 15 quilômetros de sua casa para treinar.

 

Outra que também investe o dinheiro do benefício para a compra de equipamentos é a mineira Jaqueline Soares Costa, 43 anos. Ela é uma entre as duas únicas esportistas femininas brasileiras a competir na modalidade boliche. "Uso parte do benefício para comprar as bolas, que são muito caras", esclarece Jaqueline.

 

Delegação brasileira - A Delegação Brasileira nos XV Jogos Pan-americanos Rio 2007 está estimada em 678 atletas, sendo 383 homens e 295 mulheres, além de 257 coordenadores, totalizando 935 pessoas. Esta é a maior delegação brasileira da história esportiva do Brasil. Anteriormente, o maior número era referente aos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo 2003, quando a delegação foi composta por 721 pessoas, onde 479 atletas representaram o país.

 

Mais informações

www.brasilnopan.com.br

 


 

05/Julho/2007

Petrobras propõe criar fórum empresarial para debater mudanças climáticas 

Companhia sugere ampliar debate no Pacto Global da ONU sobre formas de reduzir emissões de CO2

 

 

A Petrobras propôs ao Conselho Internacional do Pacto Global das Nações Unidas a criação de um fórum de debates para aprofundar a discussão sobre as formas de reduzir as emissões de carbono nas atividades das empresas signatárias. A proposta foi formalizada em carta enviada ao Diretor-Executivo do Pacto Global, Georg Kell, e apresentada pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, aos participantes da Conferência de Líderes do pacto Global que acontece até esta semana em Genebra, na Suíça.

 

Cento e cinqüenta e três das mais de 3.800 empresas que aderiram ao Pacto Global desde a sua criação, em 2000, assinaram um documento comprometendo-se a cumprir metas voluntárias de redução nas emissões de carbono em seus processos e produtos. A exemplo da maioria das empresas petrolíferas, a Petrobras não assinou o documento, pois acredita que ele pode ser aperfeiçoado como instrumento de controle efetivo das ações das signatárias.

 

"A Declaração é importante porque avança em vários temas ligados à mudança climática, mas devemos considerar que existem diferentes realidades empresariais e sociais. A Petrobras é uma empresa de energia cujo principal produto é o petróleo, um hidrocarboneto. Na Declaração fala-se em reduzir as emissões de carbono também nos produtos, e este é o único problema do texto para nós. Podemos reduzir as emissões no mix de produtos da Petrobras, melhorando a eficiência energética de nossos processos, desenvolvendo biocombustíveis e outras fontes renováveis de energia, mas não podemos reduzir o teor de carbono do petróleo. Esta é uma limitação física", afirmou Gabrielli durante apresentação na Conferência de Líderes.

 

Gabrielli defende que as metas de responsabilidade ambiental sejam perseguidas ao mesmo tempo em que a Companhia cumpre seu papel empresarial, proporcionando a energia necessária ao desenvolvimento da sociedade em que atua. "Por isso estamos propondo a criação de um fórum de debates sobre o tema, para que se possa tratar das diferenças entre as empresas, os setores e seus produtos. Uma coisa é um banco reduzir emissões de carbono, outra é uma empresa de petróleo. A realidade é muito diferente", exemplificou Gabrielli.

 

O presidente lembrou que a Petrobras está alinhada aos princípios do Pacto Global desde 2003, e antes disso já tem dedicado recursos à implementação de metas de responsabilidade ambiental e social. "Temos compromisso com a redução da intensidade das emissões de carbono explícito em nosso Plano Estratégico. Entre 2006 e 2011, os programas adotados pela Petrobras com esta finalidade evitarão a emissão de 18,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente", esclareceu.

 

A Petrobras vem investindo pesadamente na expansão de sua participação no mercado de biocombustíveis e outras energias renováveis. Desde a década de 70, a Companhia atua em diversos estágios da produção industrial do etanol, por meio do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), que possibilitou ao Brasil evitar a emissão de 650 milhões de toneladas de CO2.

 

Até 2011, a Petrobras vai investir US$ 700 milhões em plantas de biodiesel, produção de HBIO, alcooldutos, energia eólica e solar, entre outras fontes de energias renováveis. Um exemplo é a Usina Eólica de Macau, no Rio Grande do Norte, primeiro empreendimento da companhia a obter o registro de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) segundo as regras do Protocolo de Quioto, importante passo para o mercado de créditos de carbono.

 

Na área de eficiência energética, entre outras ações, a Petrobras investe US$ 200 milhões no Programa de Otimização do Aproveitamento do Gás, que busca a redução da queima e liberação para a atmosfera de gás natural em 24 plataformas. Com 91 ações já realizadas, incluindo instalação e adaptação de compressores, novos gasodutos e otimização das unidades de processamento, a empresa aumentou a utilização de gás associado em 22% entre 1999 e 2006.

 

Entre 2006 a 2008, US$ 15 milhões estão sendo investidos em 30 projetos de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de seqüestro de carbono e mudanças climáticas, envolvendo dez universidades e institutos de pesquisa brasileiros. E 3,6 milhões de árvores serão plantadas, em cinco anos, no Corredor Ecológico do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

 

O Sistema de Gerenciamento de Emissões Atmosféricas (Sigea) da Petrobras permite o monitoramento integrado de todas as atividades da Companhia, permitindo o gerenciamento de mais de 20 mil fontes de emissões.

 

As práticas de responsabilidade ambiental e social da Petrobras estão alinhadas com os princípios expressos no Pacto Global da ONU, que, na avaliação do presidente Gabrielli, impõem novos desafios às empresas signatárias: difundir o aprendizado dos princípios, aplicá-los às estratégias empresariais, incorporá-los à cultura das empresas e integrar as ações de empresas, governos e sociedade civil. "Os desafios criam novas oportunidades", enfatizou Gabrielli.


 

05/Julho/2007

Esclarecimentos sobre as atividades da Petrobras no Equador

 

Diante das notícias veiculadas recentemente na imprensa equatoriana e brasileira sobre supostas irregularidades de sua controlada Petrobras Energia Equador, a Petrobras reafirma que cumpre as disposições legais em todos os seus atos jurídicos, contratuais e administrativos naquele país.

 

 A Companhia esclarece que nunca foi notificada sobre qualquer apuração realizada por Comissão Especial, criada pelo Ministério de Minas e Energia do Equador, sobre suas obrigações contratuais e legais. Informa, também, que não foi convidada pela referida Comissão Especial para apresentar informações ou eventuais esclarecimentos sobre qualquer ato que possa ser enquadrado como irregularidade, segundo as leis equatorianas.

 

 A Petrobras espera que as denúncias sobre a aquisição de reservas, que foram, eventualmente, a justificativa para a apuração de irregularidades serão desconsideradas pelo Governo Equatoriano. Isto porque tem ou solicitou todas as autorizações emitidas pelas autoridades regulatórias competentes.

 

 Além disso, os organismos de controle do Estado Equatoriano até o momento sempre se pronunciaram favoravelmente a respeito das aquisições de reservas de hidrocarbonetos realizadas pela Petrobras naquele país.

 

 Reiteramos que a Petrobras pauta sua atuação pelo respeito às leis equatorianas, alinhada com a sua missão de atuar no segmento de petróleo, gás e energia de forma segura, rentável, social e ambientalmente responsável. Como estabelecido em seu Planejamento Estratégico, a Companhia contribui para o desenvolvimento dos países onde opera, conforme sua trajetória de 53 anos de existência e presença em mais de 24 países.


 

05/Julho/2007

Cidade do Pan é destaque no próximo Câmara Ligada

Em clima de Pan e ao som de rap, o programa do próximo domingo discute política esportiva

 

Os rappers Don e Mingau, os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Brizolla Neto (PDT-RJ), o bicampeão panamericano de judô José Mário Tranquillini e a atleta de tênis de mesa que representará o Brasil no Parapan-Americanos , Carla Maia, são os convidados do Câmara Ligada deste domingo (8), às 22h. Eles vão discutir a política de forma geral, em especial a esportiva. Eles debatem com estudantes do Centro de Ensino Médio 01 do Gama, do colégio JK de Taguatinga e de alunos do Amigos do Voley, todos de Brasília.

 

A dupla Don (ex-backing vocal do MV Bill) e Mingau (ex B-Boy) surgiu em 2000 na Cidade de Deus, Rio de Janeiro, e adota uma postura politizada e anticomercial, com influências de grupos como Dead Prezz, Mos Def e Public Enemy, entre outros. Em seus arranjos prevalecem os grooves pesados e as batidas flow, com levadas que vão desde o twista (Bounce), passando pelas que lembram Wutan Clan e as swingadas estilosas de 50 Cent. As letras relatam experiências pessoais e temas do cotidiano do país.

 

O rapper Don participou, ao lado de MV Bill (grupo Geração Futuro), da primeira coletânea de rap carioca - chamada "Tiro Inicial" -, ainda na década de 90, com a faixa "Racismo Eficaz". Um marco para a época em que o rap tinha espaço restrito na indústria fonográfica e nas rádios do país.

 

Programa ousado 

O Câmara Ligada é um programa de auditório que dá voz ao jovem da periferia, com muita música e discussão sobre temas raramente abordados nas demais emissoras, como atitude, violência e, principalmente, política. O programa estreou em 24 de setembro de 2006 e já teve sete edições - com as presenças das bandas: Da Guedes (Porto Alegre), Eddie (Recife), BNegão e Os Seletores de Freqüência (Rio de Janeiro), do rapper MVBill (Rio de Janeiro), o grupo Atitude Feminina (Distrito Federal), Totonho e os Cabra (Paraíba) e Marco André e o Trio Manari (Pará).

 

Em dezembro, o Câmara Ligada foi o único programa para jovens a ganhar do Ministério da Justiça o selo ER (Especialmente Recomendado), criado para indicar obras educativas e informativas que promovam o respeito à diversidade, aos direitos humanos, à cultura de paz e à cultura regional.

 

A meta do Câmara Ligada é estimular os jovens que não têm intimidade com a política a debater temas de seu dia-a-dia. O programa começou a ser produzido há três anos pela TV Câmara, em parceria com a UNESCO, o SESC e a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), e busca responder às questões levantadas no livro "Remoto Controle – Linguagem, Conteúdo e Participação nos Programas de Televisão para Adolescentes", editado pela ANDI, Unicef e Editora Cortez. A obra analisou todos os programas já produzidos para jovens no país e concluiu que, neles, os brasileiros com menos de 24 anos são relegados ao papel de figurantes. No Câmara Ligada, eles viram os protagonistas.

 

Câmara Ligada - 8 de julho, às 22h

Reprises: terça (4h), sexta (19h e 24h), sábado (17h) e domingo (22h)

 

A TV Câmara pode ser sintonizada no canal 27 em UHF no Distrito Federal e nos canais 14 da NET (no DF), 28 da Sky Net, 16 da TECSat, 235 da Direct TV, 67 da TVA (grande São Paulo) e por antena parabólica em todo o País. Na Internet, a TV Câmara pode ser assistida ao vivo pelo endereço www.tv.camara.gov.br


 

05/Julho/2007

4º Parlamento Jovem  abre inscrições

O programa selecionará projetos de 78 alunos do ensino médio para atuar como deputados em Brasília durante uma semana

 

A Câmara lançou esta semana a quarta edição do programa Parlamento Jovem, que irá selecionar 78 estudantes para viver durante uma semana a experiência de debater e votar projetos na Câmara dos Deputados, em Brasília. Podem participar alunos de 16 a 22 anos de todos os estados que estejam cursando o 3º ano do ensino médio. Os interessados devem elaborar um projeto de lei em uma das seguintes áreas: 1 - educação, cultura, esporte e turismo; 2 - agricultura e meio ambiente; 3 - economia, emprego e defesa do consumidor; 4 - segurança pública; e 5 - saúde.

 

As inscrições vão até 14 de setembro e podem ser feitas diretamente nas secretarias estaduais de educação. As atividades dos jovens deputados em Brasília ocorrerão na última semana de novembro (19 a 23). A posse dos deputados jovens será realizada no plenário da Câmara dos Deputados, no dia 20 de novembro, às 10 horas, durante uma sessão solene presidida pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia.

 

Na Câmara os participantes do Parlamento Jovem vão desempenhar todas as fases do processo legislativo, como a apresentação de proposições e emendas, debates e apreciação nas comissões e votação no plenário. Serão eleitos líderes e membros de uma mesa diretora, que serão responsáveis pela condução dos trabalhos.

 

Jovens lembram experiência 

Dois participantes de edições anteriores do Parlamento Jovem estiveram em Brasília esta semana para o lançamento do programa e falaram da experiência. Marcos Paulo, de São João Del Rey (MG), que presidiu o PJ em 2005, conta que a experiência, na prática, proporcionou uma melhor visão do funcionamento da Casa parlamentar: "Vimos de perto como é o trabalho da Câmara dos Deputados, qual o trabalho de um deputado e que se ele realmente se empenhar pode proporcionar ao povo melhorias sociais muito grandes". Lívia Carvalho Guimarães, que presidiu o PJ ano passado, levou para sua cidade, São Tiago (MG) uma visão diferente da que tinha sobre o trabalho dos deputados: "A gente aprende que eles fazem muita coisa e que não é somente de 8h às 17h30, que eles trabalham. Eles são deputados 24h por dia".

 

Os interessados poderão obter mais informações sobre como participar do Parlamento Jovem junto à direção da sua escola e das secretarias de educação de seu estado ou do Distrito Federal, junto ao CONSED, pelo telefone (61) 3322-8759, pelo e-mail consed@consed.org.br; ou ainda na Câmara dos Deputados, pelo telefone 0800-619619. No portal da Câmara (www.camara.gov.br) há um link dando dicas importantes sobre a elaboração do projeto.

 

Critérios para a elaboração de projetos

A apresentação de projetos deve obedecer aos seguintes critérios:

 

O projeto deve ter caráter nacional (projetos estaduais e municipais devem ser propostos pelas Assembléias Legislativas Estaduais e Câmaras de Vereadores Municipais); o projeto deve atingir todo o país; Não misturar assuntos diferentes em um mesmo projeto (evitar projetos muito extensos, para não incorrer neste erro); desenvolva sua idéia de forma clara e concisa, não apresente textos dúbios; A criação de ministérios ou órgãos públicos federais é função privativa do Presidente da República, não podendo ser proposto pelo Poder Legislativo; Não determine competências ou programas para serem realizados pelos Ministérios e órgãos públicos. Esta função é privativa do Presidente da República. O artigo 61 da Constituição Federal lista as leis que só podem ser apresentadas pelo Presidente da República; Uma boa dica é depois de ter sua idéia na cabeça, pesquisar as leis que tratem do assunto e propor uma alteração ou inclusão da sua idéia na determinada lei. Na página da Câmara, no link proposições você encontrará inúmeros projetos em tramitação que podem ser pesquisados.

 

Como no funcionamento normal da Casa, os deputados jovens seguirão um rito processual descrito em regimento estabelecido especialmente para o programa por Ato da Mesa da Câmara Ato 49/04). É este regimento que fixou a quantidade de deputados em 78, respeitando a proporcionalidade das bancadas de Deputados Federais de cada Unidade da Federação.


04/Julho/2007

Petrobras participa de encontro internacional sobre biocombustíveis

Evento, que acontece na Bélgica, será aberto pelo presidente Lula

 

A Petrobras é uma das empresas convidadas a debater, a partir de amanhã (05/07), os desafios da produção e uso de biocombustíveis no evento organizado pela União Européia que acontece em Bruxelas, na Bélgica. A Conferência Internacional de Biocombustíveis, que vai até o dia seis de julho, será aberta pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, e terá como representante da Companhia o diretor da área Gás e Energia, Ildo Sauer. O encontro promoverá a discussão internacional sobre o mercado de biocombustíveis e seus impactos econômicos, ambientais e sociais.

 

A Conferência terá a participação de representantes do empresariado mundial, organizações não-governamentais e grupos de interesse no assunto, entre outros. Nos dias seis e sete de julho o governo brasileiro aproveitará a oportunidade para se reunir com representantes dos Estados Unidos, União Européia, China, Índia e África do Sul para discutir a elaboração de especificações técnicas e normas do mercado internacional de biocombustíveis.

 

Mercado internacional de biocombustíveis 

Por ser uma empresa integrada de energia, a Petrobras vem trabalhando para expandir sua atuação no mercado internacional de biocombustíveis. Em 2006, a Companhia exportou 80 milhões de litros de álcool para a Venezuela. Atualmente, negocia a comercialização do produto com Nigéria, Estados Unidos e países da Europa, além do Japão. Em 2007, espera-se atingir a marca de 850 milhões de litros exportados.

A Petrobras também está desenvolvendo parceria com a empresa portuguesa Galp Energia para a implantação de projetos de produção de biodiesel de primeira e segunda geração destinados ao mercado europeu.

 

O parlamento europeu vem adotando diversas medidas em favor do desenvolvimento sustentável e da redução das emissões de gases do efeito estufa. Contando com políticas nacionais efetivas, que estimulam a produção e o uso de biocombustíveis, a Europa intensifica as discussões sobre a criação de um mercado internacional de biocombustíveis que possibilite a implementação de todo o potencial desta nova matriz energética.


 

04/Julho/2007

Câmara promove amanhã seminário sobre parques tecnológicos

"Parques Tecnológicos Brasileiros: concepção, experiências e políticas públicas" é o tema do seminário promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara

 

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática realiza nesta quinta-feira (05/07) seminário para discutir o papel dos parques tecnológicos brasileiros. Adotado com sucesso em algumas localidades brasileiras, o modelo de parques tecnológicos é uma política pública estratégica para fomentar o desenvolvimento regional, uma vez que se desenvolve em torno às particularidades e vocações produtivas de cada região.

 

Os parques tecnológicos reúnem empresas e institutos de pesquisa num espaço planejado e organizado de modo a permitir o uso de serviços compartilhados, quase sempre próximos dos laboratórios de grandes universidades. Por essas razões, os parques são ambientes muito favoráveis ao desenvolvimento de atividades de alto valor agregado e ao surgimento de empresas de base tecnológica.  

 

A iniciativa para a realização do seminário foi dos deputados Jorginho Maluly (DEM-SP) e Paulo Piau (PMDB-MG),  com o objetivo de criar um espaço no qual os governos federal, estaduais e municipais, as universidades e a iniciativa privada poderão discutir o panorama brasileiro e as experiências regionais.

 

Os deputados da Comissão pretendem, com o evento, colher subsídios para a formulação e o aperfeiçoamento dos instrumentos legais para que o sucesso das experiências regionais possa ser reproduzido em outras localidades, e também em âmbito nacional, numa perspectiva de autonomia e desenvolvimento tecnológico do país.

 

Confira a programação no seguinte endereço eletrônico:   http://www2.camara.gov.br/internet/eve/parquetecnologico


 

04/Julho/2007

Fotografia e arte digital em exposição na Câmara dos Deputados

Sérgio Moraes de Jesus da Silva expõe 50 imagens captadas por sua câmera digital modificadas com diversas técnicas de edição