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Emigração- Remessas- Aquisição de nacionalidades por portugueses emigrantes

Por | 3 março, 2017 as 10:21 am | Nenhum comentário

Por António Justo

Segundo o Relatório Estatístico 2016, em 2015 havia 2.306.321  emigrantes portugueses, dos quais 1.433.482 na Europa, 775.050 na América e 97.789 no resto do mundo.

As Remessas entradas em Portugal em 2015 foram 3.304 milhões de Euros e as saídas de Portugal 523 milhões de Euros.

Segundo o Observatório da Emigração  em 1970 havia 1.284.269 emigrantes portugueses; em 1980: 1.872.021; em 1990: 1.780.764, em 2010: 2.229.620, em 2013:2.028.597 e em 2015: 2.306.321.

Emigração necessitada é a prova cabal da ineficiência de um regime

Em 2015 registou-se a saída de mais 101.203 emigrantes, dos quais 40.377 permanentes e 60.826 temporários. Este é um fenómeno trágico num Estado vaidoso mas irresponsável para com o seu povo, ao não criar no país as condições de vida para todos poderem ganhar honradamente a sua vida. Constitui negligência e oportunismo político não se agendar uma nova política económica e de parcerias , continuando a viver-se da sangria da nação e das remessas dos emigrantes para equilibrarem o orçamento do Estado. Macabramente, a negligência e a má consciência do Estado em relação aos emigrantes leva a opinião pública a ignorar a sua contribuição ou a menospreza-los.

Emigrantes por países

Na Alemanha, em 2015 havia 110.384 residentes nascidos em Portugal / 133.929 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 9.195 portugueses. Em 2015 adquiriram a nacionalidade alemã 698 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 255.470.000€ e recebidas de Portugal 4.640.000€.

Na Suíça em 2015 havia 216.714 residentes nascidos em Portugal / 267.474 residentes com nacionalidade portuguesa. Entraram 12.325 portugueses. Adquiriram a nacionalidade suíça 3.537 portugueses. Remessas para Portugal: 738.128.000€ e recebidas de Portugal 3.846.000€

No Reino Unido em 2015 havia 140.000 residentes nascidos em Portugal / 219.000 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 32.301 em 2015. No mesmo ano adquiriram a nacionalidade inglesa 422 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 156.226.000€ e recebidas de Portugal 6.635.000€.

Na França em 2015 havia 606.897 residentes nascidos em Portugal / 519.500 residentes com nacionalidade portuguesa (1.346.472 registados nos consulados). Tinham entrado 18.000 em 2012. Em 2015 adquiriram a nacionalidade francesa 3,109 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 1.033.120.000€ e recebidas de Portugal 19.030.000€

Nos EUA em 2015 havia 177.431 residentes nascidos em Portugal. Entrada de 857 portugueses. Aquisição da nacionalidade americana 1.690 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 210.220.000€ e recebidas de Portugal 9.280.000€.

Na Espanha em 2015 havia 107.226 residentes nascidos em Portugal / 98.751 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 6.638 portugueses em 2015. Em 2015 adquiriram a nacionalidade espanhola 341 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 127.220.000€ e 13.370.000€ recebidas de Portugal.

Na Áustria em 2015 havia 2.615 residentes nascidos em Portugal / 3.213 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 663 em 2015. Em 2015 adquiriram a nacionalidade austríaca 1 português. Remessas enviadas para Portugal 8.630.000€ e recebidas de Portugal 190.000€.

Na Bélgica em 2015 havia 34.455 residentes nascidos em Portugal / 42.794 residentes com nacionalidade portuguesa. (Registos consulares 61.376       ). Em 2014 entraram na Bélgica 3.594 portugueses. 112 Portugueses adquiriram a nacionalidade belga. Remessas enviadas para Portugal 66.600.000€ e recebidas de Portugal 1.970.000€.

Na Suécia em 2015 havia 3.583 residentes nascidos em Portugal / 2.344 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 330 em 2015. Em 2015 adquiriram a nacionalidade sueca 66 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 10.175.000€        € e recebidas de Portugal 169 €.

Na Holanda em2015 havia 16.868 residentes nascidos em Portugal / 18.704 residentes com nacionalidade portuguesa. Tinham entrado 1.860 em 2015. Em 2015 adquiriram a nacionalidade holandesa 59 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 42.760.000€ e recebidas de Portugal 1.620.000€.

No Luxemburgo, em 2015 havia 92.100 residentes com nacionalidade portuguesa e entraram no Luxemburgo 3.525 portugueses. Aquisição da nacionalidade luxemburguesa por 1.168 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 86,937.000€ e recebidas de Portugal 1.449.000€.

No Canadá, em 2015 havia 238.369 registos consulares; em 2011 havia 140.310 residentes nascidos em Portugal / 23.765 residentes com nacionalidade portuguesa. Em 2015 emigraram para o Canadá 822 portugueses. Adquiriram a nacionalidade do Canadá 1.484 portugueses, em 2014. Remessas enviadas para Portugal 32.490.000€ e recebidas de Portugal 2.180.000€.

No Brasil, em 2015 havia 670.760 portugueses registados tendo em 2015 entrado 1.294 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 19.950.000€ e recebidas de Portugal 231.380.000€.

Em Angola, em 2015 havia 134.473 portugueses registados no consulado, tendo entrado 6.715. Remessas enviadas para Portugal 213.120.000€ e recebidas de Portugal 19.540.000€.

Em Moçambique, em 2015 havia 29.360 registos consulares tendo entrado 4.000 portugueses. Remessas enviadas para Portugal 7.560.000€ e recebidas de Portugal 10.015.000€.

Um Estado, que não se preocupa com a defesa e o crescimento do seu povo e da sua cultura, abdicou de si mesmo, não merece confiança ao contentar-se com uma política de dançarinos do poder no fim da procissão da União Europeia. O regime do 25 de Abril, que antes criticava Salazar pela emigração dos portugueses, motivada principalmente pela fuga à pobreza e pela procura de melhor vida, deveria constatar que também o regime de Abril não conseguiu resolver o problema fundamental que é alimentar e enriquecer o país. Em contrapartida assiste-se em Portugal ao crescimento dos novos-ricos e a uma crescente parte da população a ter de deixar o seu lar, a sua família e a sua pátria na procura do que esta não lhe dá.

O regime de Abril, que canta a liberdade que todos os países europeus têm, não tem, tal como outrora, a capacidade de fazer de um país rico em recursos humanos um país rico na sua produtividade. Pelo contrário continua a viver da ajuda ao seu desenvolvimento pelos emigrantes através do envio das suas remessas. Já não basta aos emigrantes serem obrigados a procurar, noutros países, a vida que o seu país não lhes proporciona e ainda ver as suas remessas mal aplicadas.

A emigração aliada ao reduzido índice de natalidade constituem um abalo demográfico.  É humilhante para o cidadão pô-lo em condições de ter de emigrar e com isto a criar um défice de população que constituirá fraude às gerações que agora trabalham e amanhã não terão quem lhes pague as reformas e é crime contra as gerações vindouras que amanhão terão de pagar os défices do Estado.

Por outro lado, em Portugal vivem 388.731 estrangeiros. Muitos dos imigrantes da europa que chegam a Portugal são atraídos pelo regime fiscal e como tal já fora da idade de ter filhos, aquilo que Portugal mais precisaria para impedir o envelhecimento drástico da população.

 

Por António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Espirito no Tempo http://antonio-justo.eu/?p=4163



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