OMS diz que “antibióticos estão a esgotar-se no mundo”

Da Redação
Com ONU News

A Organização Mundial da Saúde, OMS, disse haver muito poucos antibióticos em desenvolvimento para combater a crescente ameaça de infecções resistentes a vários medicamentos.

A revelação consta do relatório “Agentes antibacterianos em desenvolvimento clínico – uma análise ao fornecimento e desenvolvimento clínico antibacteriano, incluindo a tuberculose”, lançado esta terça-feira em Genebra.

De acordo com o estudo, a maioria dos remédios atualmente em estudo clínico são uma modificação dos antibióticos existentes e apenas soluções de curto prazo.

A agência destaca haver poucas opções para tratar de enfermindades resistentes aos antibióticos que já foram consideradas uma grande ameaça à saúde. Um dos exemplos é a tuberculose resistente aos medicamentos que mata cerca de 250 mil pessoas por ano.

Emergência
De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, a resistência antimicrobiana é uma “emergência de saúde global que compromete seriamente o progresso da medicina moderna”. Para o chefe da agência, é preciso mais investimento urgente em pesquisa e desenvolvimento.

Se isso não acontecer, o receio de Ghebreyesus é que se retorne ao momento em que as pessoas “tenham medo de infecções comuns e haja risco de morte em pequenas cirurgias”.

A OMS revela que até maio havia um total de 51 antibióticos e produtos biológicos em desenvolvimento para tratar vírus ou bactérias resistentes a antibióticos, como os da tuberculose e da diarreia por Clostridium difficile, que pode ser fatal.

Da lista dos novos remédios candidatos, apenas oito são classificados pela OMS como sendo “tratamentos inovadores que acrescentam valor às atuais opções de tratamento por antibióticos”.

Resistência
A OMS revela que há carência de medicamentos para tratar a tuberculose resistente a várias drogas e a versão da doença com resistência crescente.

Os chamados patógenos gramnegativos, como Acinetobacter e Enterobacteriaceae, incluindo o Klebsiella e a E. Coli, podem causar infecções graves e até fatais mais comuns em hospitais e lares de idosos.

Existem também muito poucos antibióticos orais que estão a ser considerados, apesar das fórmulas serem consideradas essenciais para tratar infecções fora dos hospitais e em ambientes com poucos recursos.

No estudo, a OMS destaca que somente os novos tratamentos não serão suficientes para combater a ameaça de resistência antimicrobiana.

Com vários países e parceiros, a agência atua para melhorar a prevenção e o controle das infecções e promover o uso adequado de antibióticos existentes e futuros.

A OMS desenvolve igualmente orientações para o uso responsável de antibióticos para as áreas humana, animal e agrícola.

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